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domingo, 20 de agosto de 2017

Motorista se recusou a atender travestis, carro foi danificado. É um Caso que pode ser analisado e comentado por muitos pontos de vista, mas é lamentável perceber que através da violência parte da população vulnerável está buscando reparação da violência que sofrem. Há pessoas como transgêneros esperando há 7 anos ou mais na Justiça uma resposta para casos como o preconceito que sofreram, até hoje não tiveram nenhuma resposta do Judiciário. Muitas estão fazendo Justiça com as próprias mãos e ao seu "jeito" e infelizmente assim estão tendo uma "reparação" que desejam.


http://midianews.com.br/policia/apos-suposta-recusa-travestis-danificam-carro-do-uber-veja/304156

Um motorista apontado por ter se recusado por preconceito a conduzir travestis durante o seu serviço do UBBER também  ficou muito abalado após ver o seu carro danificado.

Um vídeo mostra as travestis falando para supostos "investigadores" que o motorista havia recusado a transportá-las por elas serem veados, por elas serem travestis e dizendo que o motorista era um lixo. Tanto a violência como o preconceito são logicamente reprováveis de qualquer meio e forma, isso é óbvio e nem precisa ser comentado ou falado, mas o fato objeto deste texto é que muitas pessoas supostamente não estão acreditando na Polícia e na Justiça e estão fazendo Justiça resolvendo as violências que sofrem no dia a dia por seus próprios meios. As travestis ao darem a batida no carro falaram é para você aprender.

As travestis deram uma paulada no carro do UBBER que teria negado atendimento a elas. Outro fato a destacar foi que o motorista não quis ir até a Delegacia prestar queixa.

É um Caso que pode ser analisado e comentado por muitos pontos de vista, mas é lamentável perceber que através da violência parte da população vulnerável está buscando reparação da violência que sofrem. Há pessoas como transgêneros esperando há 7 anos ou mais na Justiça uma resposta para casos como o preconceito que sofreram, até hoje não tiveram nenhuma resposta do Judiciário. Enquanto as que acreditam na Justiça da Sociedade estão 5 anos ou mais nas filas das cirurgias do SUS e esperando Decisões Judiciais, muitas estão fazendo Justiça com as próprias mãos e ao seu "jeito" e infelizmente assim estão tendo uma "reparação imediata" que desejam.


https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/08/motorista-se-recusou-atender-travestis.html
Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Andrei Apolonio, estudante de artes da UFF, de 23 anos denunciou homofobia na Delegacia de Polícia. “Eu entrei em um lugar para fazer um Boletim de Ocorrência sem nenhum arranhão e sai aos cacos e sem o registro", disse Andrei

"Hey amigxs, hoje faz uma semana q fui torturado dentro de uma delegacia por um policial.
Não consigo achar palavras para descrever tamanha violência sofrida. Fui torturado e humilhado por um policial em serviço dentro de um estabelecimento q deveria proteger a população. A todo momento o agressor citava palavras LGBTfóbicas e dizia o quanto nós LGBTs utilizamos de privilégios para conseguirmos o q queremos há qlqr hora, no meu caso eu ser gay e querer fazer um registro de ocorrência de madrugada seria uma prova desses privilégios. Nessa madrugada do dia 13 vivenciei o q seria a pior noite da minha vida, fui na intenção de registrar um furto de celular e sai com o rosto quase desfigurado e sem três dentes tudo por conta das agressões causadas por um policial. O que começou como lições de morais de como saber se comportar como um "homem" de verdade acabou virando tortura em cárcere privado. Fui discriminado pela forma de me vestir, de andar, falar e por cursar artes, curso qual só caberia mesmo um gay querer fazer. Após debater com o policial sobre essa perspectiva fui taxado como deboxado oq desencadeou o início das agressões físicas, levando tapas na cara e orelha. Cheguei a fugir da delegacia por medo mas não consegui passar do estacionamento​ sendo agarrado e conduzido de volta para a parte interior da delegacia. Esse ato de fuga enfureceu ainda mais o policial q acabou potencializando as agressões com socos na cara me tirando 3 dentes. Após esse fato eles perceberam o tamanho da gravidade, acabei sendo conduzido para um hospital junto ao agressor, nesse hospital me negaram ate o direito de conversar com a médica q me atendeu. Fui liberado logo após e foi onde resolvi procurar ajuda e denunciar tais violências. Sinto que não fui violentado por eu ser apenas eu mas sim por também ser um LGBT e por ser um LGBT sei que essas barbáries não podem mais acontecer, já tive amigos que tiveram suas vidas arrancadas por conta da homofobia, não foi o meu caso já que estou vivo e podendo contar um pouco dq aconteceu, FUI AMEAÇADO DE MORTE PELO POLICIAL e temo por isso mas não posso aceitar q mais ninguém passe pelo q passei. 
Denuncie qlqr violência sofrida!!"

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/07/14/estudante-da-uff-denuncia-agressao-de-policial-por-lgbtfobia/

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/07/28/andrei-se-diz-encorajado-apos-ato-em-sua-defesa-e-contra-a-homofobia-em-niteroi/

Homofobia dentro da Delegacia de Polícia. Espancamento por ser homossexual.
Andrei Apolonio, estudante de artes da UFF, de 23 anos denunciou homofobia na Delegacia de Polícia.
Ele contou que comemorava o fim do primeiro período na Universidade com amigos. Ao voltar para casa adormeceu no ônibus e quando acordou percebeu que seu celular havia sido furtado. Por isso ele foi até a Delegacia para fazer o Registro de Ocorrência. Lá na Delegacia de Polícia ele foi agredido pelo policial que estava fazendo o plantão. As violências que ele sofreu na Delegacia de Polícia foram verbais e físicas.
O estudante contou que ele foi arrastado para dentro da Delegacia ao mesmo tempo em que era humilhado por sua orientação sexual. Após ele tentar fugir,ele novamente foi agredido fisicamente e perdeu 3 (três) dentes. O fato estarrecedor é que o estudante entrou sem nenhum arranhão para registrar uma ocorrência e saiu de lá sem conseguir fazer o Registro e aos cacos. O estudante ainda relatou que houve ameaça de morte caso ele denunciasse o ocorrido, que da mesma forma que foi feito aquilo com ele, podia ser passado um pente nele.
O estudante relatou que vivia o melhor momento de sua vida até acontecer isso e ele deseja fazer Justiça, mas sabe que para que isso acontecesse ele vai depender de outros policiais. Essa experiência foi um trauma que Andrei viveu. O programa Rio sem Homofobia relatou que mais de 700 lgbts procuraram atendimento no Centro de Cidadania LGBT Leste da Região, seriam 1 caso registrado por dia. No Brasil é praticamente um assassinato lgbt por dia.
Benny Briolly, assessora parlamentar e transsexual, contou que lida diariamente com essas estatísticas e disse que o caso do Andrei mostra que um agente do estado que deveria dar segurança, registrar e combater o crime se torna  um agente do crime e agressor.
O Secretário de Direitos Humanos Átila Nunes determinou todo o suporte do Estado para o estudante Andrei. O próprio secretário Átila nunes fez declaração a imprensa condenando a Lgbtfobia e em favor de investigação e punição ao responsável. O jovem seria recebido pelo superintendente Fabiano Abreu.
Andrei recebeu apoio não apenas do órgão do Governo do Estado do Rio de Janeiro de Direitos Humanos,  um ato em sua defesa foi realizado em Niterói. Um documento de repúdio foi assinado por vários movimentos de lutas contra a Lgbtfobia, violência e opressão promovida pelo próprio Estado. A Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro pediu a Corregedoria de Polícia afastamento e suspensão do porte de arma do policial apontado como o agressor de Andei. O documento foi entregue também ao Ministério Público.
A Coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual (Nudiversis) Lívia Cassares relatou em entrevista que eles recebem muitas denúncias de violência institucional, preconceitos, discriminações que são praticados por agentes do próprio Estado que é responsável por proteger a cidadania. O Nudiversis presta apoio jurídico técnico multiprofissional e acolhimento nas violações em diversos âmbitos incluindo família, instituições públicas e saúde, estando a disposição da população para remediar esses problemas.

https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/08/andrei-apolonio-estudante-de-artes-da.html

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/07/14/estudante-da-uff-denuncia-agressao-de-policial-por-lgbtfobia/

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/07/28/andrei-se-diz-encorajado-apos-ato-em-sua-defesa-e-contra-a-homofobia-em-niteroi/

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

domingo, 13 de agosto de 2017

Nicole é mais uma mulher transexual demitida depois de denunciar discriminação no trabalho A discriminação teria ocorrido (a confirmar) no âmbito da empresa Bio Mundo. Uma funcionária vendedora no Shopping Gilberto Salomão no Lago Sul do Distrito Federal, de 23 anos, que é transexual, foi demitida depois que ela denunciou inclusive para a direção do seu trabalho-empresa discriminação, agressão física e agressão moral por um funcionário da empresa. Novo Mundo seria uma empresa de produtos naturais (a confirmar) (61)3248-1972/3248-7472 lojabiomundo@gmail.com

Nicole é mais uma mulher transexual demitida depois de denunciar discriminação no trabalho
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/funcionaria-transexual-e-demitida-apos-denunciar-agressao-e-discriminacao-no-df.ghtml
A discriminação teria ocorrido (a confirmar) no âmbito da empresa Bio Mundo que seria de produtos naturais (a confirmar)
(61)3248-1972/3248-7472
lojabiomundo@gmail.com
https://www.lojabiomundo.com.br/nossas-lojas-1
Uma funcionária vendedora no Shopping Gilberto Salomão no Lago Sul do Distrito Federal, de 23 anos, que é transexual, foi demitida depois que ela denunciou inclusive para a direção do seu trabalho-empresa discriminação, agressão física e agressão moral por um funcionário da empresa.

Nicolle está em transição de gênero do masculino para o feminino, mas assim que ela chegou na empresa já foi alertada por outra funcionária que teria que tomar cuidado com esse rapaz porque ele ter preconceito e ser machista. Isso se concretizou desde o seu início na empresa, nos primeiros momentos, a transexual Nicolle já ouvia piadinhas e risos na cara. Ela deixava passar porque precisava do emprego para pagar a sua Faculdade. Esse rapaz dentro da empresa falou que o pai da transexual Nicolle tinha que bater nela até ela virar homem, que dessa forma ela estaria agora como um homem. Em seus procedimentos no atendimento ao cliente, ela já recebeu chutes de colega de trabalho e chorava no banheiro da empresa Bio Mundo. Nicole contou o ocorrido para a gerência da loja e para a central da empresa Bio Mundo. Nicole sempre buscou ajuda da empresa e nunca encontrou ajuda.

No setor de psicologia da Faculdade em que Nicole estuda, ela foi orientada que procurasse o Conselho de Direitos Humanos do DF, que convocou o dono da empresa para uma Conciliação, mas o proprietário não compareceu a reunião marcada na sexta-feira 11. Em vez disso mandou um advogado. Nesta Reunião Conciliatória o presidente do Conselho Michel Platini disse que seria proposto que o dono da empresa recontratasse a transexual Nicole e fizesse uma oficina de capacitação aos colaboradores ensinando como tratar a clientela LGBT e lgbts funcionários.

Como não houve o acordo, a denúncia será encaminhada para a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação e Orientação Sexual onde a empresa será responsabilizada. Infelizmente isso já devia ser feito desde o primeiro episódio de preconceito na empresa. Tudo começa com pequenos crimes de discriminação e de identidade de gênero, piadinhas, desrespeitos e ao passar do tempo as consequências podem se tornam mais graves.

https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/08/nicole-e-mais-uma-mulher-transexual.html

G1
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/funcionaria-transexual-e-demitida-apos-denunciar-agressao-e-discriminacao-no-df.ghtml

 Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

BRUNO, O OUTRO FILHO DA DESEMBARGADORA PRESO EM FLAGRANTE POR ASSALTO A MÃO ARMADA JUNTO COM OUTRO ASSALTANTE, NÃO PASSOU NEM 1 SEMANA NA CADEIA FOI PARA A CLÍNICA COM PISCINA E ACOMODAÇÕES TOP ESTRELA ENQUANTO QUE O OUTRO ASSALTANTE PRESO COM ELE FOI PARA A PENITENCIÁRIA. O DELEGADO levou apenas 6 dias para concluir o inquérito, mesmo com todas as perícias e depoimentos diversos. O processo voou. O Julgamento foi relâmpago. O Promotor ofereceu a denúncia no mesmo dia do recebimento da denúncia no cartório, 1 hora depois os réus foram notificados e a audiência ocorreu no mesmo dia. Julgamento em 5 dias. Uma estranheza total. A própria desembargadora foi soltar o filho. Os 2 filhos da desembargadora Tânia tiveram praticamente a mesma história. Eles foram enviados para Clínica. Foram beneficiados com decisões de colegas da desembargadora que é Presidente do Tribunal. As pessoas pobres principalmente não gozam desse benefício na Justiça da Amizade entre desembargadores, os processos dessas pessoas se arrastam durante anos, perícia e depoimentos inclusive, e as decisões nem se fala. E ao contrário dos filhos da desembargadora, vão apodrecendo na cadeia imunda e superlotada vivendo o inferno do caos. Ou seja, a Justiça no Brasil é sim seletiva e trata com diferença os casos. Segundo o laudo psiquiátrico no momento do crime o filho da desembargadora não tinha consumido a droga portanto sabia o que estava fazendo. Ainda assim esse laudo psiquiátrico foi utilizado pelo juiz para soltar o filho da desembargadora e determinar sua internação psiquiátrica em Clínica com piscina e ambientes muito confortáveis. Ao contrário do filho da desembargadora, laudo de pessoas pobres e menos favorecidas recebem todo tipo de questionamento de Juízes, advogados de direitos humanos e até de defensores públicos que por questão ética deferiam levar esses laudos em consideração. O SISTEMA DA JUSTIÇA NO BRASIL TEM 2 PESOS E 2 MEDIDAS.



Bruno, o outro filho da desembargadora Tânia, foi julgado em tempo recorde. O processo do Bruno, filho da desembargadora, foi um dos mais rápidos da Justiça brasileira, do crime até a condenação foram apenas 7 dias. Ellias Mattar Assad, presidente da Assembleia brasileira de Advogados Criminalistas, em 40 ANOS DE PROFISSÃO, nunca teve notícia de algo assim. O crime foi assalto a mão armada. A polícia prendeu em flagrante, mas eles não passaram nem 1 semana presos porque o DELEGADO levou apenas 6 dias para concluir o inquérito, mesmo com todas as perícias e depoimentos diversos. O processo voou. O Bruno, filho da desembargadora, foi para uma clínica psiquiátrica enquanto que o outro ladrão preso no mesmo crime, foi para a penitenciária.

Os 2 filhos da desembargadora Tânia tiveram praticamente a mesma história. Eles foram enviados para Clínica. Foram beneficiados com decisões de colegas da desembargadora que é Presidente do Tribunal. As pessoas pobres principalmente não gozam desse benefício na Justiça da Amizade entre desembargadores, os processos dessas pessoas se arrastam durante anos, perícia e depoimentos inclusive, e as decisões nem se fala. E ao contrário do filho da desembargadora, vão apodrecendo na cadeia imunda e superlotada vivendo o inferno do caos. Ou seja, a Justiça no Brasil é sim seletiva e trata com diferença os casos.

O Julgamento foi relâmpago. O Promotor ofereceu a denúncia no mesmo dia do recebimento da denúncia no cartório, 1 hora depois os réus foram notificados e a audiência ocorreu no mesmo dia. Julgamento em 5 dias. Uma estranheza total. A própria desembargadora foi pessoalmente soltar o filho em um carro apreendido.

Segundo o laudo psiquiátrico no momento do crime o filho da desembargadora não tinha consumido a droga portanto sabia o que estava fazendo. Ainda assim esse laudo psiquiátrico foi utilizado pelo juiz para soltar o  filho da desembargadora e determinar sua internação psiquiátrica em Clínica com piscina e ambientes muito confortáveis. Depois de pouco mais de 1 ano na Clínica, o filho da desembargadora recebeu o perdão, foi solto e como advogado defende outros envolvidos.

O Doutor em direito Nélio Machado disse que nunca teve notícia de um julgamento tão rápido e afirmou que a rotina Judiciária não ocorreu neste caso do filho da desembargadora, só o prazo de investigação é no mínimo de 10 dias. 


http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/08/cnj-investiga-se-desembargadora-teria-beneficiado-outro-filho-preso.html

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre

domingo, 30 de julho de 2017

A travesti Jéssica Dime de apenas 23 anos está em um monte de aparelho, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo e corre risco de morrer. Jéssica teve o corpo incendiado. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, segundo a irmã contou muito abalada. Contou que sempre escuta notícias como transfobia, preconceito e violência de gênero em jornal, mas nunca acreditou que iria acontecer isso com eles. A mãe precisou ser medicada.

Jéssica teve ferimentos em quase todo o corpo

A travesti Jéssica Dime de 23 anos entrou no hotel Alcântara em São Gonçalo, Rio de Janeiro acompanhada de um homem para realizar um programa. Hóspedes preocupados com as chamas no quarto onde Jéssica estava acionaram a polícia que encontraram ela caída no chão, com sinais de esganadura e o corpo parcialmente queimado. Ela permanece internada em grave estado no Hospital Estadual Alberto Torres. A mãe ao visitar Jéssica no Hospital precisou ser amparada. A irmã da vítima, Joyce Pereira, relatou ao Jornal Extra que foi um choque para a mãe ver a filha com aquele monte de aparelho, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo. Foi um choque porque a família está acostumada a ver ela toda alegre. A irmã da vítima contou que sempre escuta notícias como  transfobia, preconceito e violência de gênero em jornal, mas nunca acreditou que iria acontecer isso com eles.


Segundo Joyce, irmã da travesti Jéssica Dime, as testemunhas relataram que o homem saiu para comprar bebida e voltou para o hotel. Jéssica estava vestida quando teve o corpo incendiado. No quarto, a televisão e a parede teriam ficado danificados, não a cama. O suspeito fugiu e trancou a porta, na qual a vítima bateu com força para pedir socorro.


Disse Joyce:
— Como um cara sai do hotel, volta e não tem identificação dele? Vamos orar para a gente ter força nesse momento. Deus está no comando — frisou a irmã.


Joyce ainda contou que a mãe precisou ser medicada e ela está muito abalada com o estado da sua irmã e sabe que ela corre risco de morrer. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, queimou muito, só não pegou no rosto — relatou a irmã de Jéssica Dime.

O coletivo Grupo Liberdade/Santa Diversidade acompanha as investigações. O grupo quer a tranferência do caso da 74ª DP (Alcântara) para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Há uma convicção que isso tem fundo de crime de ódio motivado por transfobia segundo O coletivo Liberdade/Diversidade. Eles querem a transferência do caso para a Deam porque a delegacia de Alcântara está lotada e é um caso de violência de gênero — explicou o fundador do grupo, Wells Castilhos.




EXTRA
https://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-investiga-ataque-travesti-que-teve-corpo-queimado-no-rio-21646184.html

Polícia investiga ataque a travesti que teve o corpo queimado, no Rio


Uma travesti de 23 anos sofreu uma tentativa de homicídio e teve parte do corpo queimada em um hotel de Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Jéssica Dime entrou no estabelecimento acompanhada de um homem, ainda não identificado, para realizar um programa, na madrugada de sexta-feira. Hóspedes preocupados com as chamas no quarto acionaram a polícia, que encontrou a jovem caída no chão. Jéssica permanece internada em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres.

— Havia sinais de tentativa de esganadura, e o corpo estava parcialmente queimado. Já estamos verificando os funcionários que trabalharam naquela noite para ouvi-los já na segunda-feira. Principalmente, queremos ouvir a Jéssica, que está no hospital — destacou a delegada Carla Tavares, titular da 74ª DP (Alcântara).

Irmã da vítima, Joyce Pereira contou que a família soube do ataque por colegas de Jéssica. Naquele momento, porém, não imaginavam a dimensão dos ferimentos. A jovem nunca havia relatado qualquer ameaça à família. Na visita do hospital, porém, a mãe dela precisou ser amparada.

— Foi um choque na hora de ver. Só pode entrar um de cada vez. Minha mãe pensou que era uma pequena queimadura, como a gente queima em casa. Quando ela viu (a Jéssica), com aquele monte de aparelho, sedada, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo... Foi um choque porque estamos acostumados a ver ela toda alegre. Eu achei que era exagero da minha mãe, mas não. A gente sempre escuta a notícia em jornal, sabe que o risco corre, mas nunca acredita que vai acontecer com a gente — explicou Joyce.

Segundo Joyce, testemunhas relataram que o homem saiu para comprar bebida e voltou para o hotel. Jéssica estava vestida quando teve o corpo incendiado. No quarto, a televisão e a parede teriam ficado danificados, não a cama. O suspeito fugiu e trancou a porta, na qual a vítima bateu com força para pedir socorro.

— Como um cara sai do hotel, volta e não tem identificação dele? Vamos orar para a gente ter força nesse momento. Deus está no comando — frisou a irmã.

'Crime de ódio'

A mãe de Jessica precisou ser medicada ao saber do crime. A irmã estava tão abalada que nem conseguiu prestar atenção às informações sobre o estado de saúde da irmã. Sabe apenas que Jéssica ainda corre risco de morrer, mas que a pouca idade e a saúde forte devem contribuir para a recuperação.

— Ele falou que as primeiras horas eram decisivas, que ela é nova e é forte, então pode sair bem dessa. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, queimou muito, só não pegou no rosto — relatou a irmã.

O coletivo Grupo Liberdade/Santa Diversidade acompanha as investigações e presta suporte à família. A ideia é solicitar a tranferência do caso da 74ª DP (Alcântara) para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

— Isso tem fundo de crime de ódio motivado por transfobia. Quando a polícia foi acionada, o criminoso já tinha saído. Vamos tentar transferir o caso para a Deam porque a delegacia de Alcântara está lotada e é um caso de violência de gênero — explicou o fundador do grupo, Wells Castilhos.

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Homem trans Lucas Gabriel sofreu agressão transfóbica dentro de ônibus em Fortaleza no Ceará

Em Fortaleza Homem trans sofre transfobia em ônibus
Lucas Gabriel Mello de 23 anos sofreu agressão por 2 homens dentro de um ônibus em Fortaleza no Ceará.

Dentro do ônibus, os 2 homens falavam a ele que mulher que quer ser homem deveria morrer. Um dos rapazes puxou sua mochila e o outro rapaz apertou o seu braço entre as coisas horríveis que lhe falavam, e antes de eles descerem do ônibus, lhe deram um tapa.

Como Lucas Gabriel não conhecia os agressores, a única motivação para a violência sofrida foi a transfobia, o preconceito com relação a sua identidade de gênero.

Lucas fez o Boletim de Ocorrência na Delegacia, mas lamenta não existir uma Lei que criminalize a transfobia, a LGBTfobia. Lucas relatou a um jornalista que na primeira vez se calou, mas dessa vez decidiu não se calar e não abaixar a cabeça para não estar coparticipando com o ato preconceituoso e  com a intolerância.

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

domingo, 4 de junho de 2017

Jovem muito pacato e querido no seu bairro menos pelos intolerantes foi encontrado morto degolado após ser violentado com possível espancamento e perfurações a facadas. O crime causou revolta entre artistas e foi difícil para a mãe fazer o reconhecimento do filho. Jovem lindo gay cheio de sonhos teve vida ceifada com brutalidade. Amanhã poderá ser com qualquer outra pessoa. Compartilhem. O preconceito e a impunidade não podem vencer.

Blog do Luis Cardoso e outros

Executado com requintes de crueldade
ao ir para a escola
Vítima do preconceito da sociedade, Lucas tinha apenas
 17 anos
Vítima de homofobia jovem é estuprado e assassinado em São Luís

Um jovem foi encontrado morto nesta quinta-feira 01/06/2017 nas proximidades da UPA do Araçagy que fica localizada na região metropolitana de São Luís. O corpo tinha sinais de perfurações, de espancamento e o pescoço foi degolado.

Cesar Boaes, diretor e ator da comédia
 Pão Com Ovo
"Mais uma vítima de HOMOFOBIA
mimimi é o teu preconceito"

Lucas Carvalho tinha apenas 17 anos, era um jovem pacato e querido no seu bairro, menos pelos intolerantes que não aceitavam sua condição social. Por isso, segundo informações correntes quando ele estava indo para a escola, foi violentado por um grupo, assassinado a facadas e deixado numa trilha entre a Divineia e Araçagy. O crime causou revolta, inclusive entre artistas locais e foi muito difícil para a mãe fazer o reconhecimento do filho.


Jovem lindo gay cheio de sonhos teve vida ceifada com brutalidade.
Amanhã poderá ser com qualquer outra pessoa.

Compartilhem. O preconceito e a impunidade não podem vencer.

https://www.google.com.br/search?q=lucas+carvalho+homofobia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiRv73s9qLUAhWOPpAKHcx9AWMQ_AUIBygC&biw=1366&bih=662


https://blogdoromeriocarvalho.blogspot.com/2017/06/vitima-de-homofobia-jovem-e-estuprado-e.html


https://luiscardoso.com.br/politica/2017/06/vitima-de-homofobia-jovem-e-estuprado-e-assassinado-em-sao-luis/


https://blogdoromeriocarvalho.blogspot.com/2017/06/vitima-de-homofobia-jovem-e-estuprado-e.html

https://www.google.com.br/imgres?imgurl=http%3A%2F%2Fwww.parauapebasaquiagora.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F06%2FFB_IMG_1496435955648-462x430.jpg&imgrefurl=http%3A%2F%2Fwww.parauapebasaquiagora.com%2Fvitima-de-homofobia-jovem-e-estuprado-e-assassinado-em-sao-luis%2F&docid=2S8Ms5PMYWkmOM&tbnid=pvlOpCwr_rk7zM%3A&vet=10ahUKEwjK_5P89qLUAhWBFJAKHUfBAAAQMwgqKAMwAw..i&w=462&h=430&itg=1&bih=662&biw=1366&q=lucas%20carvalho%20homofobia&ved=0ahUKEwjK_5P89qLUAhWBFJAKHUfBAAAQMwgqKAMwAw&iact=mrc&uact=8


http://www.parauapebasaquiagora.com/vitima-de-homofobia-jovem-e-estuprado-e-assassinado-em-sao-luis/

Louvado seja O Senhor Jesus Cristo para sempre.

sábado, 3 de junho de 2017

RACISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL. NEM A SANTA CATÓLICA ESTÁ LIVRE DO PRECONCEITO. "NEGUINHA MACUMBEIRA, ESTÁ REPREENDIDA". A imagem de Nossa Senhora Aparecida é considerada um dos maiores símbolos da Igreja Católica do Brasil.

GLOBO ESPORTE
http://globoesporte.globo.com/pb/noticia/e-crime-invasao-a-fpf-tem-flagrantes-de-racismo-e-intolerancia-religiosa.ghtml

RACISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
NA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL
NEM A SANTA CATÓLICA ESTÁ LIVRE DO PRECONCEITO
"NEGUINHA MACUMBEIRA, ESTÁ REPREENDIDA"
Aliada do vice-presidente Nosman Barreiro arrancou imagem de Nossa Senhora Aparecida da mesa da presidência e chamou Nossa Senhora Aparecida de neguinha macumbeira. O fato ocorreu nessa quinta-feira na sede da Federação Paraibana de Futebol (FPF).


Nosman Barreiro, advogados e aliados entraram na sede da Federação após chamar um chaveiro para abrir as portas da sala presidencial e após ter se intitulado presidente máximo da entidade. O então presidente Amadeu Rodrigues estava na França a serviço da CBF. Em um cenário caótico de empobrecimento do futebol, um ato criminoso praticado por uma aliada de Nosman Barreiro roubou a cena. Esta aliada,  apontada como irmã ou secretária do vice-presidente Nosman Barreiro,  que o orientava sobre o que ele deveria dizer para a imprensa e o apoiava, deixava claro falando em voz alta que a imagem de Nossa Senhora Aparecida deveria ser retirada dali e não podia aparecer ao lado do presidente, que ela não aceitava a santa e tratou de colocar a santa no canto do sofá de costas para os presentes. Em tom agressivo dizia a mulher: Aqui não, vamos deixar ela aqui atrás. A gente só adora uma coisa: Deus. E fez questão de colocar a santa de costas para os presentes. Em meio a aquele embate político travado naquela sala, a mulher vociferou as últimas palavras de intolerância religiosa e racismo: Tá repreendido. Botaram a neguinha macumbeira pra cá.


A imagem de Nossa Senhora Aparecida é considerada um dos maiores símbolos da Igreja Católica do Brasil.


Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A hastag #BatomPodeHomofobiaNAO foi a segunda mais comentada no Twitter. A repercussão do pedido da coordenação do Sistema Elite de Ensino de Nova Iguaçu ao aluno Diego Archanjo levantou questões referentes ao preconceito nas escolas.

EXTRA
https://extra.globo.com/noticias/rio/apos-aluno-ser-aconselhado-nao-usar-batom-colegas-aderem-maquiagem-rv1-1-21423376.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

A hastag #BatomPodeHomofobiaNAO foi a segunda mais comentada no Twitter. A repercussão do pedido da coordenação do Sistema Elite de Ensino de Nova Iguaçu ao aluno Diego Archanjo levantou questões referentes ao preconceito nas escolas.

Diego Archanjo,de 17 anos, começou a usar batom para ir a escola no começo do ano. Em conversa com a coordenação do Sistema Elite de Ensino de Nova Iguaçu, foi pedido para que ele não usasse mais maquiagem na escola porque não era permitido.

Após voltar para a sala sem saber o que fazer, ele fez o seguinte questionamento: por qual motivo a escola ou o sistema de ensino ao invés de educar a pessoa que oprime a não oprimir prefere educar o oprimido a mudar? E ele fez esse desabafo na sua rede social e marcou a postagem no espaço da rede social destinado a dar voz aos estudantes da instituição. A publicação do aluno viralizou e se transformou em uma campanha contra a homofobia. A hastag #BatomPodeHomofobiaNAO foi a segunda mais comentada no Twitter.

Quando ele chegou na escola pela manhã, a maioria dos alunos estava de batom, até alunos de turma militar. A atitude da coordenadora foi percebida como negativa e ela acabou por pedir desculpas para o aluno por sua colocação. Houve uma avaliação por muita gente que o melhor era preparar a escola para receber alunos como Diego.

A grande repercussão do fato levou a análises sobre o trabalho que é realizado por coordenações de escolas, sistema de ensino e a reflexões sobre como se sentem nas escolas pessoas consideradas diferentes dos padrões sociais que eram por anos entendidos como únicos aceitáveis. Muitos percebem os sistemas de ensino militares como padrão, mas em outros sistemas há diferentes demandas e questionamentos. Algumas destas questões são referentes ao bullying e ao preconceito. O preconceito é que devia ser proibido na escola independente de qualquer outra questão.

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

terça-feira, 23 de maio de 2017

PUNIÇÃO BRUTAL 83 chibatadas e prisão - Homens são açoitados em público na Indonésia por terem feito sexo gay

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2017/05/23/homens-sao-acoitados-em-publico-na-indonesia-por-terem-feito-sexo-gay.htm
Homens são açoitados em público na Indonésia por terem feito sexo gay
Os dois homens foram flagrados juntos na cama por uma patrulha do bairro. Em um palco montado um homem traja uma vestimenta branca enquanto reza, mas se trata de uma punição brutal.
Homens se revezaram para aplicar dezenas de golpes com vara. O motivo? Houve o flagrante de um homem fazendo sexo com outro homem. Eles estavam dentro de casa e no quarto. A patrulha de bairro invadiu a casa e o quarto para pegá-los na cama. Uma multidão compareceu para assistir com celulares prontos para registrar tudo. "Com mais força!", gritaram.
Na segunda 141 homens foram presos em uma sauna gay. Os homens de 20 e 23 anos receberam 83 chibatadas após ficarem presos por 2 meses. Um deles estava concluindo a Faculdade de Medicina e agora foi expulso pela Faculdade.
A repórter da BBC se encontrou com um deles antes da punição e o descreveu como aterrorizado, pálido e tendo vermelhidão pela pele. A repórter não pôde conversar com ele com privacidade e sentiu intimidação.
Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

sábado, 6 de maio de 2017

Encontro de Padre Fabio de Melo com Luana Muniz, mesmo sofrendo duras represálias e com fiéis torcendo o nariz, despertou um momento de reflexão na sociedade: O preconceito é mesquinho e vergonhoso. “Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro”, disse o padre. "A COROA DE DIGNIDADE DE LUANA MUNIZ QUANDO ELA ALIMENTAVA O PRÓXIMO, CUIDAVA DE QUEM ESTAVA DOENTE E DAVA DE COMER. ELA MORAVA NA LAPA E CRIOU UM GRUPO QUE ALIMENTAVA E RECOLHIA TODOS OS MISERÁVEIS DAQUELA REGIÃO. DAVA BANHO, ALIMENTAVA, NÃO TINHA NOJO DE NINGUÉM, FAZIA DE TUDO PARA AQUELA PESSOA RETORNAR A VIDA E SE TORNAVA UMA ESPÉCIE DE VIGILANTE PROTEGENDO OS MORADORES. O preconceito e o medo de se expor é uma coisa horrorosa". A travesti Luana Muniz morreu, aos 56 anos, na manhã deste sábado no Rio após complicações de problemas renais e de coração decorrentes de uma pneumonia bilateral. Ativista LGBT, ela estava em coma há uma semana no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. Lição muito grande de vida: "A coisa mais odiosa na religião é quando a religião é usada para que se sinta melhor que os outros por ser diferente e não entrar dentro do padrão. A ignorância me fez chamá-la de ele e sentir a rejeição dela dentro de mim. Nós religiosos temos dificuldades por causa da hipocrisia que nos impede de chegar no coração das coisas. Jesus optou por estar ao lado de pessoas que a sociedade rejeitaria". Na hora em que eu vi que eu a rejeitava e não era capaz de amá-la, eu me senti fracassado como cristão. Eu nunca na minha vida tenho o direito de me sentir melhor do que ninguém. Nada deveria ser um impasse para acolher o outro como ele é. A primeira coisa que diz em nós é o nosso olhar. Não adianta eu dizer seja bem-vinda se isso não diz em nosso olhar. Ninguém se sentia rejeitada quando Jesus olhava".

TRAVESTI QUE FICOU FAMOSA POR FOTO COM PADRE FABIO DE MELO MORRE AOS 56 ANOS
A travesti Luana Muniz morreu, aos 56 anos, na manhã deste sábado no Rio após complicações de problemas renais e de coração decorrentes de uma pneumonia bilateral. Ativista LGBT, ela estava em coma há uma semana no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. 
Teve grande repercussão o seu encontro com o padre Fabio de Melo na quadra da Mangueira em 2015. Na época, o religioso, durante um testemunho, admitiu seu preconceito e reconheceu seu erro ao julgar Luana, que comandava um projeto social na Lapa, onde vivia. “Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro”, disse o padre.
Lorna Washington, 55, afirmou que a polêmica com o padre possibilitou um momento de reflexão na sociedade. “Foi um despertar espiritual para o padre que sofreu duras represálias“.

Relebre depoimento emocionado de padre Fabio:

“Semana passada eu vivi uma situação. A Alcione me convidou para estar no aniversário dela, lá na quadra da Mangueira... Fiquei lá por uma hora mais ou menos... Mas o que me chamou a atenção foi uma travesti que estava lá. Posso confessar uma coisa para vocês? Quando eu vi, ela estava olhando para mim (pausa). E olha que eu não sei ficar sem graça... Mas sabe o que me ocorreu? Vou confessar publicamente a minha hipocrisia: ‘Meu Deus do céu, se essa moça pedir para tirar uma foto comigo? Como que eu vou reagir?’(pausa). Independente de qualquer julgamento, estou confessando a hipocrisia do meu coração naquela hora. Muitas pessoas começaram a se encorajar para tirar foto comigo. E ela (a travesti) lá do fundo olhando. Quando, de repente, eu só vi a sombra dela na minha direção, e o meu preconceito, o medo de me expor, tudo vindo à tona. Que coisa horrorosa isso em nós... Como se eu fosse melhor. Isso é mesquinho, é vergonhoso o que eu estou dizendo pra vocês”.
“Aí ela veio, com um vestido longo e falou pra mim: 'O senhor costuma tirar fotos com pecadoras?'. E eu percebi que tinha uma ironia ali. E eu respondi: mas é claro! E abracei ela e tiramos a foto. Antes de sair, ela disse: ‘eu não acredito que o senhor permitiu’. E os olhos dela estavam emocionados. Assim que ela saiu, Maria Helena, a irmã da Alcione, me contou a história. Ela disse que ela mora na Lapa e criou um grupo que alimenta e recolhe todos os miseráveis daquela região. Ela dá banho, alimenta, não tem nojo de ninguém. E faz de tudo para aquela pessoa retornar à vida. E não é só isso. Ela torna-se uma espécie de vigilante, protegendo os moradores...”
“Quando ela me contou aquela história, eu comecei a unir as coisas dentro de mim. Eu não entro no mérito da questão da vida que ele leva, vamos deixar que Deus faça isso. Não sou síndico da Eternidade. Agora, que é um tapa na cara da gente, é!”.
“Aquela que você enxerga e que, naturalmente, provoca um desconforto por ser tão diferente de nós, não sabemos quantas coroas da dignidade foram recolocados na vida daquela pessoa quando ela alimenta o próximo. Você é cristão e nem sempre está disposto a cuidar de quem está doente, colocar dentro da sua casa e dar de comer”.
Lição muito grande de vida:
"A coisa mais odiosa na religião é quando a religião é usada para que se sinta melhor que os outros. Por ser diferente e não entrar dentro do padrão. A ignorância me fez chamá-la de ele e sentir a rejeição dela dentro de mim. Nós religiosos temos dificuldades por causa da hipocrisia que nos impede de chegar no coração das coisas. Jesus optou por estar ao lado de pessoas que a sociedade rejeitaria". Na hora em que eu vi que eu a rejeitava e não era capaz de amá-la, eu me senti fracassado como cristão. Eu nunca na minha vida tenho o direito de me sentir melhor do que ninguém. Nada deveria ser um impasse para acolher o outro como ele é. A primeira coisa que diz em nós é o nosso olhar. Não adianta eu dizer seja bem-vinda se isso não diz em nosso olhar. Ninguém se sentia rejeitada quando Jesus olhava".
Louvado O Senhosr Jesus Cristo para sempre.