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terça-feira, 22 de agosto de 2017

A trans Dianna teria sido assassinada em local próximo a cidade de Limoeiro em Pernambuco. Heymily Maynard do grupo NATRAPE de Recife teria recebido a informação. A mídia não teria noticiado ainda o assassinato.


A trans Dianna Della Vega teria sido assassinada em local próximo a cidade de Limoeiro em Pernambuco. Heymily Maynard do grupo NATRAPE de Recife teria recebido a informação. A mídia não teria noticiado ainda o assassinato. Ela seria cabeleireira e promotora de eventos.

https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/08/a-trans-dianna-teria-sido-assassinada.html

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.







segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Bárbara Gomes, a travesti que teve a casa incendiada, disse que os criminosos bárbaros covardes agiram por transfobia.


A travesti Bárbara Gomes, 33 anos, acredita que foi sua casa foi incendiada por transfobia, pelo preconceito por ela ser travesti.

Ela já havia sofrido várias ameaças para sair do local, mas ela não tem inimigos. Havia sim pessoas preconceituosas que discriminavam transexuais, como exemplo, relatou o caso de um ex-presidente do Bairro que havia falado que faria um abaixo-assinado para tirá-la uma vez que eles não queriam viados naquela localidade.

Quando a Bárbara chegou em casa, ela viu a casa e os seus pertences tomados pelo fogo. Os homens que invadiram a casa dela ainda furtaram vários pertences como o motor da sua geladeira. Ela relatou que ao passar por esse episódio de transfobia sentiu desespero, sentiu choque, estresse, pânico, paralisia, choro, não sabia se desmaiava.

A ATRATO diate de tamanha crueldade transfóbica está pleiteando um aluguel social junto a Secretaria de Ação Social para Bárbara Gomes, travesti, e também está fazendo campanha para doações de roupas, alimentos e materiais de limpeza para ela. Bárbara está na casa de familiares.

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

http://www.nlucon.com/2017/08/travesti-que-teve-casa-indenciada-diz.html

Travesti sofreu violência dentro da sua própria casa. Uma hipótese levantada é que Charliane respondia insultos na rua quando a constrangiam pela sua identidade quando ela andava na comunidade João paulo II. Ela não tem antecedentes criminais.


Pelo menos dois homens entraram na residência onde uma travesti morava para tentar assassiná-la no Ceará. Os familiares da vítima teriam entrado em luta corporal com os suspeitos. Informações do 26º Distrito Policial. Uma hipótese levantada é que Charliane respondia insultos na rua quando a constrangiam pela sua identidade quando ela andava na comunidade João Paulo II. Ela não tem antecedentes criminais.

Este é pelo menos o sexto caso de violência contra travestis no Ceará que pôde vir a público em 2017. 



Transexuais assassinados no Ceará

31/7 – Gaby Sousa, 21 anos – Assassinada a tiros em Maracanaú

2/7 – Rayane, 35 anos. Assassinada com 15 tiros em Horizonte

2/ 7 – Larissa. Assassinada com 5 tiros no Vicente Pinzón

25/6 – Salomé Bracho, 25 anos. Assassinada a tiros por dois homens em São Luís do Curu

15/6 – Julhão Petruk, 20 anos. Homem trans assassinado com tiros no rosto no bairro Autran Nunes

15/5 – Ketlin, 31 anos. Encontrada morta a facadas em Juazeiro do Norte

9/5 – Jennifer Holanda. Assassinada a tiros em Itaitinga

27/4 – Pinha Priscila. Assassinada por espancamento no Conjunto José Walter

12/4 – Hérika Izidoro. Morreu dois meses depois de ser espancada e atirada de um viaduto na avenida José Bastos.

15/2 – Dandara dos Santos, 42 anos. Assassinada após espancamento no bairro Bom Jardim

30/1 – Paola Oliveira, 30 anos. Encontrada morta em Russas, com marcas de espancamento.


http://cnews.com.br/cnews/noticias/115678/travesti_e_baleada_durante_atentado_em_fortaleza

http://aranews.com.br/portal/index.php/regional/1094-travesti-vitima-de-tentativa-de-assassinato-na-sabiaguaba

Louvado seja O Senhor Jesus Cristo para sempre.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aurinete Ademir de Sousa de 21 anos seria a trans assassinada do dia

Aurinete teria sido induzida por uma pessoa a ir em um local mais escuro ali mesmo próximo da residência onde ela morava com os seus pais. Lá havia mais duas pessoas esperando por ela. Dois deles teriam segurado a jovem trans Aurinete e um deles teria dado a faca no pescoço bem próximo a clavícula, supostamente acertando uma artéria.


Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

domingo, 30 de julho de 2017

A travesti Jéssica Dime de apenas 23 anos está em um monte de aparelho, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo e corre risco de morrer. Jéssica teve o corpo incendiado. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, segundo a irmã contou muito abalada. Contou que sempre escuta notícias como transfobia, preconceito e violência de gênero em jornal, mas nunca acreditou que iria acontecer isso com eles. A mãe precisou ser medicada.

Jéssica teve ferimentos em quase todo o corpo

A travesti Jéssica Dime de 23 anos entrou no hotel Alcântara em São Gonçalo, Rio de Janeiro acompanhada de um homem para realizar um programa. Hóspedes preocupados com as chamas no quarto onde Jéssica estava acionaram a polícia que encontraram ela caída no chão, com sinais de esganadura e o corpo parcialmente queimado. Ela permanece internada em grave estado no Hospital Estadual Alberto Torres. A mãe ao visitar Jéssica no Hospital precisou ser amparada. A irmã da vítima, Joyce Pereira, relatou ao Jornal Extra que foi um choque para a mãe ver a filha com aquele monte de aparelho, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo. Foi um choque porque a família está acostumada a ver ela toda alegre. A irmã da vítima contou que sempre escuta notícias como  transfobia, preconceito e violência de gênero em jornal, mas nunca acreditou que iria acontecer isso com eles.


Segundo Joyce, irmã da travesti Jéssica Dime, as testemunhas relataram que o homem saiu para comprar bebida e voltou para o hotel. Jéssica estava vestida quando teve o corpo incendiado. No quarto, a televisão e a parede teriam ficado danificados, não a cama. O suspeito fugiu e trancou a porta, na qual a vítima bateu com força para pedir socorro.


Disse Joyce:
— Como um cara sai do hotel, volta e não tem identificação dele? Vamos orar para a gente ter força nesse momento. Deus está no comando — frisou a irmã.


Joyce ainda contou que a mãe precisou ser medicada e ela está muito abalada com o estado da sua irmã e sabe que ela corre risco de morrer. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, queimou muito, só não pegou no rosto — relatou a irmã de Jéssica Dime.

O coletivo Grupo Liberdade/Santa Diversidade acompanha as investigações. O grupo quer a tranferência do caso da 74ª DP (Alcântara) para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Há uma convicção que isso tem fundo de crime de ódio motivado por transfobia segundo O coletivo Liberdade/Diversidade. Eles querem a transferência do caso para a Deam porque a delegacia de Alcântara está lotada e é um caso de violência de gênero — explicou o fundador do grupo, Wells Castilhos.




EXTRA
https://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-investiga-ataque-travesti-que-teve-corpo-queimado-no-rio-21646184.html

Polícia investiga ataque a travesti que teve o corpo queimado, no Rio


Uma travesti de 23 anos sofreu uma tentativa de homicídio e teve parte do corpo queimada em um hotel de Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Jéssica Dime entrou no estabelecimento acompanhada de um homem, ainda não identificado, para realizar um programa, na madrugada de sexta-feira. Hóspedes preocupados com as chamas no quarto acionaram a polícia, que encontrou a jovem caída no chão. Jéssica permanece internada em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres.

— Havia sinais de tentativa de esganadura, e o corpo estava parcialmente queimado. Já estamos verificando os funcionários que trabalharam naquela noite para ouvi-los já na segunda-feira. Principalmente, queremos ouvir a Jéssica, que está no hospital — destacou a delegada Carla Tavares, titular da 74ª DP (Alcântara).

Irmã da vítima, Joyce Pereira contou que a família soube do ataque por colegas de Jéssica. Naquele momento, porém, não imaginavam a dimensão dos ferimentos. A jovem nunca havia relatado qualquer ameaça à família. Na visita do hospital, porém, a mãe dela precisou ser amparada.

— Foi um choque na hora de ver. Só pode entrar um de cada vez. Minha mãe pensou que era uma pequena queimadura, como a gente queima em casa. Quando ela viu (a Jéssica), com aquele monte de aparelho, sedada, com a cara inchada, toda enfaixada do pescoço para baixo... Foi um choque porque estamos acostumados a ver ela toda alegre. Eu achei que era exagero da minha mãe, mas não. A gente sempre escuta a notícia em jornal, sabe que o risco corre, mas nunca acredita que vai acontecer com a gente — explicou Joyce.

Segundo Joyce, testemunhas relataram que o homem saiu para comprar bebida e voltou para o hotel. Jéssica estava vestida quando teve o corpo incendiado. No quarto, a televisão e a parede teriam ficado danificados, não a cama. O suspeito fugiu e trancou a porta, na qual a vítima bateu com força para pedir socorro.

— Como um cara sai do hotel, volta e não tem identificação dele? Vamos orar para a gente ter força nesse momento. Deus está no comando — frisou a irmã.

'Crime de ódio'

A mãe de Jessica precisou ser medicada ao saber do crime. A irmã estava tão abalada que nem conseguiu prestar atenção às informações sobre o estado de saúde da irmã. Sabe apenas que Jéssica ainda corre risco de morrer, mas que a pouca idade e a saúde forte devem contribuir para a recuperação.

— Ele falou que as primeiras horas eram decisivas, que ela é nova e é forte, então pode sair bem dessa. A queimadura afetou as costas e, por isso, ela pode pegar pneumonia. Está isolada no CTI, queimou muito, só não pegou no rosto — relatou a irmã.

O coletivo Grupo Liberdade/Santa Diversidade acompanha as investigações e presta suporte à família. A ideia é solicitar a tranferência do caso da 74ª DP (Alcântara) para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

— Isso tem fundo de crime de ódio motivado por transfobia. Quando a polícia foi acionada, o criminoso já tinha saído. Vamos tentar transferir o caso para a Deam porque a delegacia de Alcântara está lotada e é um caso de violência de gênero — explicou o fundador do grupo, Wells Castilhos.

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

"Matou porque a travesti Natalia Pimentel recusou o preço de R$ 17 reais pelo programa"

G1
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/travesti-e-atropelada-em-via-publica-em-mt-e-tem-morte-cerebral-decretada.ghtml
http://www.hipernoticias.com.br/policia/video-mostra-exato-momento-em-que-travesti-e-atropelada-e-morta-por-gol-no-zero-quilometro/78486
"Matou porque a travesti Natalia Pimentel recusou o preço de R$ 17 reais pelo programa"
A travesti Natalia Pimentel teve morte cerebral decretada por médicos nessa terça-feira (25) depois de ser atropelada por um homem em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ela tinha 22 anos.

Natalia Pimentel, estava com uma amiga em um ponto de prostituição da cidade de Várzea Grande. O homem atropelou Natalia depois que a amiga dela se negou a fazer um programa com ele. A polícia investiga o caso.


O atropelamento ocorreu no domingo (23). Para a polícia, a amiga de Natalia contou que as duas estavam trabalhando quando o homem se aproximou em um carro. A intenção dele, segundo o relato da amiga era pagar R$ 17 pelo programa. Ela, entretanto, se negou e foi com Natalia para o outro lado da rua.

A amiga contou que subiu na calçada, mas Natalia teria ficado na rua. Segundo a testemunha, o homem acelerou o carro e, intencionalmente, atropelou a vítima. Ele fugiu sem prestar socorro e ainda não foi identificado.

Natalia foi levada para o Pronto Socorro de Várzea Grande pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A paciente recebeu os primeiros socorros e foi entubada. Os médicos, porém, decretaram morte cerebral dela nessa terça-feira (25).

Segundo a assessoria do hospital, os aparelhos devem ser desligados 24h após a constatação da morte. A Polícia Civil deve investigar o caso, que foi registrado como homicídio doloso.


Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Morreu na manhã desta quarta-feira (28/06/2017) a travesti “Carla”, que foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo (26) no bairro do Clima Bom. Com este já são nove crimes cometidos contra LGBTs em Alagoas este ano. E são 85 casos de pessoas TRANS assassinadas em 2017. Carla foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo após sair de um bar na companhia de amigos. Segundo a polícia, ela foi cercada por quatro homens. Além de ser espancada, ela foi esfaqueada e encaminhada em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE). A transfobia não está descartada. Carla morava com uma companheira em Joaquim Gomes.

Carla foi surrada e esfaqueada na periferia de Maceió

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/306093/2017/06/28/morre-travesti-espancada-no-clima-bom-caso-e-a-19-morte-de-lgbt-em-alagoas-este-ano
Vanessa Siqueira (CADA MINUTO)


Morre travesti espancada no Clima Bom; caso é a nona morte de LGBT em Alagoas este ano
Conselho Municipal de LGBT pede que caso seja investigado como homicídio

Morreu na manhã desta quarta-feira (28/06/2017) a travesti “Carla”, que foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo (26) no bairro do Clima Bom. O Conselho Conselho Municipal de Direitos de Cidadania LGBT registrou queixa contra o crime e pediu providências para que o caso seja investigado. Com este já são nove crimes cometidos contra LGBTs em Alagoas este ano.


A morte de Carla acontece justamente no dia que celebra o Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex) em todo o mundo. Em vários locais grupos se mobilizam para conscientizar e também para cobrar direitos aos LGBTI.


Segundo o Conselho Municipal LGBT, no Brasil já foram registrados 70 casos de assassinatos de travestis e transexuais. Em Alagoas chega a nove o número de mortes contra homossexuais, transexuais e travestis.

Em Maceió uma faixa protestando contra a LGBTfobia foi fixada no elevado do Cepa, no bairro do Farol.



O caso

Carla foi espancada e esfaqueada na noite do último domingo após sair de um bar na companhia de amigos. Segundo a polícia, ela foi cercada por quatro homens. Além de ser espancada, ela foi esfaqueada e encaminhada em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE).


Ela passou por uma cirurgia, mas não resistiu e faleceu hoje. Ainda não há informações sobre as causas do crime, mas a transfobia não está descartada. Carla morava com uma companheira em Joaquim Gomes e a família aguarda o corpo ser liberado pelo Instituto Médico Legal para realizar o sepultamento.



http://www.alagoas24horas.com.br/1071256/travesti-esfaqueada-em-maceio-e-identificada-e-segue-em-estado-grave/

http://www.alagoas24horas.com.br/1071052/travesti-e-surrada-e-esfaqueada-na-periferia-de-maceio/

http://www.tribunahoje.com/noticia/214414/policia/2017/06/28/travesti-espancada-e-esfaqueada-no-clima-bom-morre-no-hge.html

http://www.jaenoticia.com.br/noticia/43209/Travesti-e-brutalmente-espancada-e-esfaqueada-em-AL

http://www.tnh1.com.br/noticias/noticias-detalhe/maceio/travesti-esfaqueada-no-clima-bom-morre-no-hge-no-dia-do-orgulho-lgbt/?cHash=c7e9d05c7513ad44b226bbd4bc321211

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre

sábado, 6 de maio de 2017

Encontro de Padre Fabio de Melo com Luana Muniz, mesmo sofrendo duras represálias e com fiéis torcendo o nariz, despertou um momento de reflexão na sociedade: O preconceito é mesquinho e vergonhoso. “Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro”, disse o padre. "A COROA DE DIGNIDADE DE LUANA MUNIZ QUANDO ELA ALIMENTAVA O PRÓXIMO, CUIDAVA DE QUEM ESTAVA DOENTE E DAVA DE COMER. ELA MORAVA NA LAPA E CRIOU UM GRUPO QUE ALIMENTAVA E RECOLHIA TODOS OS MISERÁVEIS DAQUELA REGIÃO. DAVA BANHO, ALIMENTAVA, NÃO TINHA NOJO DE NINGUÉM, FAZIA DE TUDO PARA AQUELA PESSOA RETORNAR A VIDA E SE TORNAVA UMA ESPÉCIE DE VIGILANTE PROTEGENDO OS MORADORES. O preconceito e o medo de se expor é uma coisa horrorosa". A travesti Luana Muniz morreu, aos 56 anos, na manhã deste sábado no Rio após complicações de problemas renais e de coração decorrentes de uma pneumonia bilateral. Ativista LGBT, ela estava em coma há uma semana no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. Lição muito grande de vida: "A coisa mais odiosa na religião é quando a religião é usada para que se sinta melhor que os outros por ser diferente e não entrar dentro do padrão. A ignorância me fez chamá-la de ele e sentir a rejeição dela dentro de mim. Nós religiosos temos dificuldades por causa da hipocrisia que nos impede de chegar no coração das coisas. Jesus optou por estar ao lado de pessoas que a sociedade rejeitaria". Na hora em que eu vi que eu a rejeitava e não era capaz de amá-la, eu me senti fracassado como cristão. Eu nunca na minha vida tenho o direito de me sentir melhor do que ninguém. Nada deveria ser um impasse para acolher o outro como ele é. A primeira coisa que diz em nós é o nosso olhar. Não adianta eu dizer seja bem-vinda se isso não diz em nosso olhar. Ninguém se sentia rejeitada quando Jesus olhava".

TRAVESTI QUE FICOU FAMOSA POR FOTO COM PADRE FABIO DE MELO MORRE AOS 56 ANOS
A travesti Luana Muniz morreu, aos 56 anos, na manhã deste sábado no Rio após complicações de problemas renais e de coração decorrentes de uma pneumonia bilateral. Ativista LGBT, ela estava em coma há uma semana no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. 
Teve grande repercussão o seu encontro com o padre Fabio de Melo na quadra da Mangueira em 2015. Na época, o religioso, durante um testemunho, admitiu seu preconceito e reconheceu seu erro ao julgar Luana, que comandava um projeto social na Lapa, onde vivia. “Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro”, disse o padre.
Lorna Washington, 55, afirmou que a polêmica com o padre possibilitou um momento de reflexão na sociedade. “Foi um despertar espiritual para o padre que sofreu duras represálias“.

Relebre depoimento emocionado de padre Fabio:

“Semana passada eu vivi uma situação. A Alcione me convidou para estar no aniversário dela, lá na quadra da Mangueira... Fiquei lá por uma hora mais ou menos... Mas o que me chamou a atenção foi uma travesti que estava lá. Posso confessar uma coisa para vocês? Quando eu vi, ela estava olhando para mim (pausa). E olha que eu não sei ficar sem graça... Mas sabe o que me ocorreu? Vou confessar publicamente a minha hipocrisia: ‘Meu Deus do céu, se essa moça pedir para tirar uma foto comigo? Como que eu vou reagir?’(pausa). Independente de qualquer julgamento, estou confessando a hipocrisia do meu coração naquela hora. Muitas pessoas começaram a se encorajar para tirar foto comigo. E ela (a travesti) lá do fundo olhando. Quando, de repente, eu só vi a sombra dela na minha direção, e o meu preconceito, o medo de me expor, tudo vindo à tona. Que coisa horrorosa isso em nós... Como se eu fosse melhor. Isso é mesquinho, é vergonhoso o que eu estou dizendo pra vocês”.
“Aí ela veio, com um vestido longo e falou pra mim: 'O senhor costuma tirar fotos com pecadoras?'. E eu percebi que tinha uma ironia ali. E eu respondi: mas é claro! E abracei ela e tiramos a foto. Antes de sair, ela disse: ‘eu não acredito que o senhor permitiu’. E os olhos dela estavam emocionados. Assim que ela saiu, Maria Helena, a irmã da Alcione, me contou a história. Ela disse que ela mora na Lapa e criou um grupo que alimenta e recolhe todos os miseráveis daquela região. Ela dá banho, alimenta, não tem nojo de ninguém. E faz de tudo para aquela pessoa retornar à vida. E não é só isso. Ela torna-se uma espécie de vigilante, protegendo os moradores...”
“Quando ela me contou aquela história, eu comecei a unir as coisas dentro de mim. Eu não entro no mérito da questão da vida que ele leva, vamos deixar que Deus faça isso. Não sou síndico da Eternidade. Agora, que é um tapa na cara da gente, é!”.
“Aquela que você enxerga e que, naturalmente, provoca um desconforto por ser tão diferente de nós, não sabemos quantas coroas da dignidade foram recolocados na vida daquela pessoa quando ela alimenta o próximo. Você é cristão e nem sempre está disposto a cuidar de quem está doente, colocar dentro da sua casa e dar de comer”.
Lição muito grande de vida:
"A coisa mais odiosa na religião é quando a religião é usada para que se sinta melhor que os outros. Por ser diferente e não entrar dentro do padrão. A ignorância me fez chamá-la de ele e sentir a rejeição dela dentro de mim. Nós religiosos temos dificuldades por causa da hipocrisia que nos impede de chegar no coração das coisas. Jesus optou por estar ao lado de pessoas que a sociedade rejeitaria". Na hora em que eu vi que eu a rejeitava e não era capaz de amá-la, eu me senti fracassado como cristão. Eu nunca na minha vida tenho o direito de me sentir melhor do que ninguém. Nada deveria ser um impasse para acolher o outro como ele é. A primeira coisa que diz em nós é o nosso olhar. Não adianta eu dizer seja bem-vinda se isso não diz em nosso olhar. Ninguém se sentia rejeitada quando Jesus olhava".
Louvado O Senhosr Jesus Cristo para sempre.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

EMANUELLE MUNIZ GOMES UMA LINDA TRANSEXUAL DE 21 ANOS FOI MORTA A PEDRADA. Ela era uma pessoa de bem, que não queria o sofrimento do próximo. O grupo estava em um Fiat Palio branco. O assassinato foi motivado por transfobia para o investigador, pois eles descobriram que ela era transexual e um deles sugeriu ao grupo que matassem Emannuelle. O delegado informou ainda que Emanuelle se preparava para fazer uma cirurgia de mudança de sexo e era muito feminina.


Polícia prende quatro suspeitos de matar transexual a pedradas em Anápolis


A dor é insupotável disse a mãe
Ela era linda. Já tinha curso superior estudando em colégio público. Mãe sentiu a dor de ter filha morta a pedradas e encontrado o corpo em estrada de terra. Uma crueldade sem tamanho.


Mãe disse que a filha assassinada com pedras sofria rejeição ao apresentar documento na procrura por emprego e sofria com essa rejeição. 

Por Vitor Santana, G1 GO

Emanuelle Muniz foi encontrada morta em um lote abandonado em Anápolis, Goiás
 (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Quatro jovens são suspeitos suspeitos de matar a pedrada transexual Emanuelle Muniz Gomes, de 21 anos. Ela foi assassinada após sair de uma boate e pegar carona em um carro em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Em depoimento, os quatro confessaram algum grau de envolvimento no crime. O corpo da vítima foi encontrado pela própria mãe em uma estrada na zona rural da cidade.

Emanuelle Muniz, de 21 anos, foi morta a pedradas em Anápolis, Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

O crime aconteceu no dia 26 de fevereiro. Emanuelle e a mãe, Edna Girlene Gomes, saiam de uma boate quando decidiram pegar carona com quatro homens. Ao perceber que o veículo estava muito cheio, Edna saiu e tentou levar a filha, mas o carro saiu em alta velocidade e Emanuelle ficou no automóvel.

Polícia diz que Emanuelle Muniz foi morta por ser transexual, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante a apresentação, a mãe de Emanuelle exibiu fotos da filha aos suspeitos. “Eles tinham que saber quem era a pessoa que eles tiraram da sociedade. Ela era uma pessoa de bem, que não queria o sofrimento do próximo”, disse.



Edna também contou que não possui nenhum sentimento pelos suspeitos de matar sua filha. “Não sei se posso perdoar, porque não sinto nada. Não tenho raiva, não tenho ódio, desprezo, nem compaixão”, completou.


Os suspeitos foram identificados após testemunhas informarem características do carro usado no crime. “O grupo estava em um Fiat Palio branco. E uma semana antes, na mesma boate, um grupo tinha se envolvido em uma briga. A partir daí, fomos identificando o dono do veículo, com quem ele andava e, assim, identificamos todos eles”, contou o delegado Cleiton Lobo.


Para o investigador, o assassinato foi motivado por "homofobia" (transfobia). “No percurso, descobriram que ela era transexual e um deles sugeriu ao grupo que matasse a Emannuelle. Porém, eles não admitem isso, dizem que já sabiam que ela era "homem" e dão desculpas para o crime para tentar minimizar a pena”, disse.



O delegado informou ainda que Emanuelle se preparava para fazer uma cirurgia de mudança de sexo. “A mãe da vítima me contou que ela se preparava para a cirurgia, tanto que já estava na fase de acompanhamento psicológico. Mas a Emanuelle era muito feminina, tinha seios, então era difícil desconfiar da transexualidade dela. Por isso, ainda apuramos se o sequestrador não sabia disso e, ao descobrir, cometeu o assassinato. Ressalto que não descartamos nenhuma motivação ainda”, disse.



Além do homicídio, a polícia diz que eles cometeram outros crimes. “Eles roubaram o celular da mãe e tentaram roubar o da Emanuelle e também tentaram matar um homem que passava pelo local do assassinato e eles não queriam deixar testemunha”, disse o delegado.


Foram presos Daniel Lopes Caetano, 20, Sérgio Cesário Neto, 21, Reinivan Moisés Caetano, 20 e Márcio Machado Nunes, 18. Eles vão responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima, além de estupro, roubo e tentativa de homicídio.
Sobre a filha assassinada, a mãe Edna declara que foi uma menina pacífica, de bem e que procurava ajudar sempre as pessoas. Mesmo assim, sofria preconceito ao procurar empregos e nas ruas. “O momento todo eu tentava protege-la e tinha muito medo de um dia isso acontecer. A nossa sociedade está engatinhando nos direitos das transexuais”.
Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.