Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de agosto de 2017

Motorista se recusou a atender travestis, carro foi danificado. É um Caso que pode ser analisado e comentado por muitos pontos de vista, mas é lamentável perceber que através da violência parte da população vulnerável está buscando reparação da violência que sofrem. Há pessoas como transgêneros esperando há 7 anos ou mais na Justiça uma resposta para casos como o preconceito que sofreram, até hoje não tiveram nenhuma resposta do Judiciário. Muitas estão fazendo Justiça com as próprias mãos e ao seu "jeito" e infelizmente assim estão tendo uma "reparação" que desejam.


http://midianews.com.br/policia/apos-suposta-recusa-travestis-danificam-carro-do-uber-veja/304156

Um motorista apontado por ter se recusado por preconceito a conduzir travestis durante o seu serviço do UBBER também  ficou muito abalado após ver o seu carro danificado.

Um vídeo mostra as travestis falando para supostos "investigadores" que o motorista havia recusado a transportá-las por elas serem veados, por elas serem travestis e dizendo que o motorista era um lixo. Tanto a violência como o preconceito são logicamente reprováveis de qualquer meio e forma, isso é óbvio e nem precisa ser comentado ou falado, mas o fato objeto deste texto é que muitas pessoas supostamente não estão acreditando na Polícia e na Justiça e estão fazendo Justiça resolvendo as violências que sofrem no dia a dia por seus próprios meios. As travestis ao darem a batida no carro falaram é para você aprender.

As travestis deram uma paulada no carro do UBBER que teria negado atendimento a elas. Outro fato a destacar foi que o motorista não quis ir até a Delegacia prestar queixa.

É um Caso que pode ser analisado e comentado por muitos pontos de vista, mas é lamentável perceber que através da violência parte da população vulnerável está buscando reparação da violência que sofrem. Há pessoas como transgêneros esperando há 7 anos ou mais na Justiça uma resposta para casos como o preconceito que sofreram, até hoje não tiveram nenhuma resposta do Judiciário. Enquanto as que acreditam na Justiça da Sociedade estão 5 anos ou mais nas filas das cirurgias do SUS e esperando Decisões Judiciais, muitas estão fazendo Justiça com as próprias mãos e ao seu "jeito" e infelizmente assim estão tendo uma "reparação imediata" que desejam.


https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/08/motorista-se-recusou-atender-travestis.html
Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Em Belford Roxo levaram a Kombi da Igreja que conseguiram com tanto sacrifício. Antes já haviam levado carro.

EM BELFORD ROXO ROUBARAM ATÉ KOMBI DA IGREJA
A VIOLÊNCIA, FALTA DE RESPEITO E CRIMINALIDADE ATINGE A TODOS
EM BELFORD ROXO
NÃO RESPEITAM MAIS NADA EM BELFORD ROXO
NEM A KOMBI DA IGREJA
ONDE VAMOS PARAR ?
SOCIEDADE SEM VALORES

"Meu Deus onde vamos parar... Senhor de um basta!!
Galera do Rio qualquer informação nos ajuda... Há alguns meses levaram o carro do meu avô na porta de casa, agora roubaram a Kombi que ele comprou para estar a serviço dá igreja depois de tanto sacrifício. Me ajudem em oração, para que possam achar"

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

sábado, 2 de julho de 2016

Banheiros transgêneros. As travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas. A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar. Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas. Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio. A ESTUPIDEZ AGRESSIVA DA SOCIEDADE CAUSA MUITO SOFRIMENTO A TRANSGÊNEROS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TODOS OS QUE NÃO SE ENQUADRAM NOS MODELOS CULTURAIS PREVISTOS NO BINÁRIO MASCULINO-FEMININO.

DRAUZIO VARELLA ( FOLHA DE S. PAULO / UOL )
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2016/06/1785298-banheiros-transgeneros.shtml

Volta e meia surgem notícias de que uma travesti criou caso para ter acesso ao banheiro feminino, contra a revolta dos circunstantes.

Isso não acontece apenas aqui. Países em que o nível educacional da população é mais elevado convivem com o mesmo problema.

Nos Estados Unidos, Estados como a Carolina do Norte aprovaram leis para exigir que os usuários de banheiros públicos se dirijam às áreas femininas ou masculinas, em obediência ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer.

Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgênero o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze Estados entraram na Justiça contra essa medida.

Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres, de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros, colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.

Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.

O ultimo número do "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.

A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar.

Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas.

Transgêneros são mulheres e homens com identidade de gênero em discordância com o sexo da certidão de nascimento, escolhido pela aparência dos genitais externos. Os autores do artigo estimam que 700 mil americanos adultos pertençam a essa categoria. Se nossos números forem semelhantes, haveria perto de 500 mil entre nós.

Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio.

Nós, médicos, não temos preparo para lidar com esses transtornos, nem com as questões clínicas, cirúrgicas e hormonais que afligem essas pessoas. O que entendemos da administração de hormônios femininos para quem nasceu com genitais masculinos ou vice-versa? Quantos cirurgiões estão habilitados a realizar cirurgias de readequação dos genitais?

Embora existam protocolos internacionais para o atendimento de transgêneros, quantos médicos sabem da existência deles? Quantos estão preparados para orientar familiares assustados e adolescentes confusos com a identidade sexual?

Aliados ao nosso despreparo, o preconceito, a discriminação e a má vontade dos profissionais intimidam e afastam mulheres e homens "trans" dos serviços de saúde, dificultam diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.

Em pleno século 21, é ignorância inaceitável considerar distúrbios mentais, transtornos de personalidade ou falta de vergonha as expressões de gênero que não se enquadram no comportamento da maioria. Quem escolheria a transexualidade se encontrasse alternativa?

Quando formos mais civilizados, ser transgênero será considerado simples manifestação da diversidade humana, como ser destro ou canhoto. Até lá, a estupidez agressiva da sociedade causará muito sofrimento aos que não se enquadram nos modelos culturais previstos no binário masculino-feminino.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Sacrifícios para quem?

TEXTO DE BERNARDO MELLO FRANCO
UOL


Na manhã de quarta, o professor Michel Temer deu mais uma lição sobre a necessidade de cortar gastos. "Aqui devo dizer aquilo que em momentos de dificuldades se diz: nós teremos sacrifícios", afirmou, em solenidade no Planalto.

Algumas horas depois, o governo interino indicou que nem todos serão sacrificados. A pedido de Temer, a Câmara aprovou um pacote de 14 projetos que cria mais de 11 mil cargos e aumenta salários de 38 carreiras do funcionalismo público.

A pauta-bomba engorda quem já ganha muito e institui penduricalhos inusitados, como uma gratificação por desempenho para gente que já se aposentou. No Judiciário, o reajuste chegará a 41%. O salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal subirá para R$ 39,3 mil, com efeito cascata sobre outras categorias.

A equipe econômica não fez uma projeção oficial do custo das benesses, cujo impacto será de ao menos R$ 58 bilhões até 2019. Na semana passada, o ministro Henrique Meirelles reclamou do rombo deixado pelo petismo e elevou a previsão do deficit público para R$ 170 bilhões.

Os projetos de reajuste foram enviados ao Congresso na gestão de Dilma Rousseff. Temer tinha a opção de engavetá-los, mas escolheu aprovar tudo a toque de caixa, sem maiores explicações ao contribuinte.

Aliados dizem que o cálculo do interino foi político, não econômico. Ele agradou o funcionalismo para tentar evitar greves e esvaziar novos protestos. De quebra, fez um afago no ministro Ricardo Lewandowski, que comandará a fase final do processo de impeachment no Senado.

O tucano Nelson Marchezan Jr. foi um dos raros deputados a protestar contra os aumentos. "O governo deu um péssimo sinal para o mercado e a sociedade. Nós afastamos uma presidente que gastou demais e agora estamos deixando o substituto a fazer o mesmo", critica. PSDB e PT votaram a favor dos reajustes. Ontem, Temer pediu uma salva de palmas ao Congresso pela aprovação do pacote.