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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ALEXANDRE GARCIA VIROU REFERÊNCIA DA DIREITA CONTRA A TRANSEXUALIDADE.



Jornalista Alexandre Garcia aparece em vídeo divulgado no Youtube pela Porta Direita contra a transexualidade.

O jornalista Alexandre Garcia falou o que todos já sabem sobre o órgão genital com que pessoas neurodiscordantes de gênero  nascem.

O vídeo de Alexandre Garcia não explica a transexualidade, não apresenta o depoimento de uma pessoa transexual passando a sua vivência dessa manifestação humana.

Até como abordagem histórica ou jornalística, o vídeo do jornalista Alexandre Garcia sofreu críticas. Para quem deseja encontrar um caminho para discriminar os diferentes, o vídeo do jornalista Alexandre Garcia pode ter sua utilidade. Neste vídeo, o jornalista Alexandre Garcia não abordou o respeito que deve ser dado a todas as pessoas independente do órgão genital ou rótulos impostos socialmente.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sábado, 2 de julho de 2016

Banheiros transgêneros. As travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas. A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar. Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas. Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio. A ESTUPIDEZ AGRESSIVA DA SOCIEDADE CAUSA MUITO SOFRIMENTO A TRANSGÊNEROS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TODOS OS QUE NÃO SE ENQUADRAM NOS MODELOS CULTURAIS PREVISTOS NO BINÁRIO MASCULINO-FEMININO.

DRAUZIO VARELLA ( FOLHA DE S. PAULO / UOL )
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2016/06/1785298-banheiros-transgeneros.shtml

Volta e meia surgem notícias de que uma travesti criou caso para ter acesso ao banheiro feminino, contra a revolta dos circunstantes.

Isso não acontece apenas aqui. Países em que o nível educacional da população é mais elevado convivem com o mesmo problema.

Nos Estados Unidos, Estados como a Carolina do Norte aprovaram leis para exigir que os usuários de banheiros públicos se dirijam às áreas femininas ou masculinas, em obediência ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer.

Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgênero o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze Estados entraram na Justiça contra essa medida.

Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres, de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros, colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.

Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.

O ultimo número do "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.

A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar.

Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas.

Transgêneros são mulheres e homens com identidade de gênero em discordância com o sexo da certidão de nascimento, escolhido pela aparência dos genitais externos. Os autores do artigo estimam que 700 mil americanos adultos pertençam a essa categoria. Se nossos números forem semelhantes, haveria perto de 500 mil entre nós.

Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio.

Nós, médicos, não temos preparo para lidar com esses transtornos, nem com as questões clínicas, cirúrgicas e hormonais que afligem essas pessoas. O que entendemos da administração de hormônios femininos para quem nasceu com genitais masculinos ou vice-versa? Quantos cirurgiões estão habilitados a realizar cirurgias de readequação dos genitais?

Embora existam protocolos internacionais para o atendimento de transgêneros, quantos médicos sabem da existência deles? Quantos estão preparados para orientar familiares assustados e adolescentes confusos com a identidade sexual?

Aliados ao nosso despreparo, o preconceito, a discriminação e a má vontade dos profissionais intimidam e afastam mulheres e homens "trans" dos serviços de saúde, dificultam diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.

Em pleno século 21, é ignorância inaceitável considerar distúrbios mentais, transtornos de personalidade ou falta de vergonha as expressões de gênero que não se enquadram no comportamento da maioria. Quem escolheria a transexualidade se encontrasse alternativa?

Quando formos mais civilizados, ser transgênero será considerado simples manifestação da diversidade humana, como ser destro ou canhoto. Até lá, a estupidez agressiva da sociedade causará muito sofrimento aos que não se enquadram nos modelos culturais previstos no binário masculino-feminino.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A MULHER TRANSEXUAL LARA LINCOLN FOI TRATADA COMO ATRAÇÃO DE CIRCO NA PROVA DO ENEM. A TODO MOMENTO ELA FOI TRATADA NO MASCULINO. Outra mulher transexual, Tifany Stacy, também foi tratada a todo tempo pelo nome masculino e teve negado o seu direito ao uso do banheiro feminino.

O DIA (Felipe Martins)
http://blogs.odia.ig.com.br/lgbt/2015/10/25/estudante-transexual-denuncia-desrespeito-ao-nome-social-no-enem-chamaram-de-nome-ficticio/

"Atração de circo". Assim a estudante transexual Lara Lincoln, 29 anos, descreveu como se sentiu ao fazer a prova do Enem neste sábado, 24/10/2015 no CIEP Ercília Antônia da Silva, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias.

A confusão começou quando ela assinou a lista de presença com o nome social e não com o nome que a constrange. Lara contou que a partir disso, começou um festival de situações constrangedoras com ações transfóbicas por parte dos fiscais de exame.

Ela relatou que em nenhum momento, antes da prova, os fiscais de prova alertaram que deveria ser o nome do registro na identidade a ser assinado na folha de inscritos. E, para piorar a situação, a situação começou quando a prova já havia se iniciado.

"Uma das fiscais da prova veio até a minha mesa 3 vezes com a prova em andamento. Primeiro, ela queria que eu assinasse a folha de presença do dia seguinte. Na última vez, ela disse: "MEU FILHO, você tem que assinar como no seu documento. NOME FICTÍCIO não pode. Fui exposta com esse absurdo. Uma atração de circo. Todos olhando pra mim", desabafou.

A estudante ainda não tomou posse dos seus documentos novos. (ela conseguiu na Justiça o direito ao uso do nome social nos documentos de identificação).

O embaraço foi ficando ainda maior porque Lara conseguia ouvir o que os fiscais conversavam entre eles. 

Ela contou que a todo momento era tratada no masculino. "Teve um momento que uma das fiscais chamou a coordenadora e disse: Temos um problema. Esse rapaz assinou a prova com o nome de Lara, mas a identidade está o nome de fulano", relatou. A estudante contou que a coordenadora deu continuidade ao desrespeito à identidade de gênero iniciada pelos fiscais. "Ela respondeu também me tratando no masculino: "Mas se o nome dele está como fulano na identidade, ele tem que assinar com o nome dele".

Indignada, ela teme que o epsódio tenha tirado a concentração para fazer a prova com tranquilidade e obter um resultado melhor no ENEM.

A estudante Lara Lincoln garantiu que realizou todo o processo de autorização para uso do nome social nos documentos do exame do ENEM.

A organização do exame não se manifestou sobre os problemas apontados pelas estudantes transexuais com os fiscais de prova.

A MULHER TRANS TIFANY STACY  TAMBÉM SOFREU CONSTRANGIMENTOS
A estudante Tifany Stacy contou que teve negado seu direito ao uso do nome social nos documentos do exame sem uma justificativa. "Eu mandei todos os documentos pela organização, preenchi o formulário, enviei a foto, tudo dentro do prazo. Recebi por e-mail apenas a resposta de que meu pedido foi negado, sem nenhuma explicação".

A estudante Tifany Stacy contou que teve negado também o direito ao uso do banheiro feminino. "Mesmo com o banheiro vazio, fui orientada pela fiscal a usar o banheiro para deficientes físicos". Isso foi uma violência.

"Tenho cabelo na cintura, prótese de 400 mililitros nos seios, 113 centímetros de bumbum e nenhum pelo no rosto. Vou ter que aumentar minha silhueta para ser reconhecida como mulher trans? Perguntei para a coordenadora se eu tenho alguma deficiência", relatou no sábado, pensando se teria de passar pelos mesmos problemas no domingo. "Amanhã (domingo) estarei aqui de novo, vou passar pelos mesmos problemas, frequentar banheiro de deficiente, ser tratado como ele e ainda vou ouvir chacotas?", questionou.

Na sala de provas, em uma Universidade na Zona Norte do Rio de Janeiro, ela foi tratada também o tempo todo pelo nome masculino, mesmo argumentando com os fiscais. "Lembrei a eles que existe uma portaria que me dá direito ao uso do nome social (um decreto assinado pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad, assegura o direito ao nome social na administração pública direta e indireta), mas nem assim adiantou.

A organização não se manisfestou sobre os problemas apontados pelas estudantes com os fiscais de prova.

EXTRA
http://extra.globo.com/noticias/educacao/transexuais-relatam-discriminacao-durante-primeiro-dia-do-enem-17874492.html

sábado, 10 de outubro de 2015

Bispos do Sínodo da Família não querem respeito à identidade de gênero, nem ao casamento homossexual.

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,bispos-catolicos-criticam-ideologia-de-genero-no-sinodo-da-familia,1777391


09/10/2015 ESTADÃO
Os Bispos católicos que estão reunidos no Sínodo da Família se manifestaram contra as pessoas transgêneras e os homossexuais.

Segundo os Bispos , a convivência com essas pessoas dentro das escolas e das famílias, vivendo às suas vidas normalmente, sendo realizadas e felizes como seres humanos normais, que eles realmente são, é uma ameça a doutrina que os Bispos pregam, que considera ser uma família apenas a família tradicional; que considera ser um casamento, apenas o casamento tradicional, e que não aceita um ambiente escolar , onde as pessoas sejam educadas a respeitar a identidade de gênero e a orientação sexual das pessoas.


Os Bispos católicos se referem ao respeito à identidade de gênero como uma ideologia que deve ser combatida pela igreja na sociedade,  nominando-a como "ideologia de gênero".


Os Bispos também se referem ao casamento entre pessoas homossexuais como uma agressão a Família, porque para eles os homossexuais que constituem famílias e as pessoas transgêneras são criaturas desordenadas e aberrações da natureza.


Para os Bispos católicos a Família deve ter um modelo que seja conforme a doutrina da Igreja Católica, se constituindo entre um homem e uma mulher.

Os gays, homossexuais, lésbicas ficam discriminados na sociedade pela doutrina da Igreja Católica proibidos de constituírem família e condenados a castidade obrigatória. 

O Documento Final deste Sínodo será votado no dia 24/10/2015.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

MAIS UM EVENTO TRAUMÁTICO comigo ficou impune devido ao meu estado de ABATIMENTO, APATIA e INÉRCIA. Eu fui retirada a força de dentro do banheiro feminino e jogada no chão da escada da Prefeitura por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato. No ano de 2008, eu, professora de Belford Roxo Faiza Khálida, matrículas 5508 e 14725, sofria constrangimentos ilegais como este (Art. 146 - CP) que transtornavam o meu estado mental e psicológico.







Em meio a essa situação no meu trabalho como professora da rede municipal de Belford Roxo, estando bastante fragilizada psicologicamente, eu me dirigi em 13/10/2008 ao centro da cidade de Duque de Caxias para pagar o imposto do IPTU.

O IPTU é pago no primeiro andar do antigo prédio da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias que fica em uma praça próxima da Delegacia e da Unigranrio.

Consegui chegar lá, conversar com o atendente sobre o pagamento. Peguei o carnê. Saí do prédio, peguei  o dinheiro necessário e voltei lá para fazer o pagamento.

Fiz o pagamento ali dentro do prédio da Prefeitura no primeiro andar com uma das caixas. Todas as caixas que trabalhavam ali naquele momento eram mulheres. Eu consegui quitar todo o pagamento que precisava ser feito.

Quando terminei de pagar o IPTU estava precisando ir ao banheiro urinar, tinha passado um bom tempo, estava apertada, necessitando ir ao banheiro. Tenho que fazer uso diário de medicamentos, hormônios e a viagem de ônibus havia consumido tempo.  Então,  perguntei se havia e onde ficava o banheiro  ali. Além disso, com o calor e a movimentação eu estava transpirando. Precisava fazer as minhas necessidades e me recompor.

Depois que eu entrei no banheiro, um senhor que trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias me causou também uma humilhação pública. Ele me disse que eu não podia entrar naquele banheiro e que era para eu sair daquele banheiro feminino.

Na porta do banheiro ele me agarrava e me puxava para fora do banheiro das mulheres, mandava que eu entrasse no banheiro dos homens. Eu estava de vestido, de sandália com salto alto, bolsa feminina, usava maquiagem.
Eu dizia para esse senhor se ele gostaria de ver o meu órgão genital feminino. Ele falava alto comigo me dando ordem como que ele mandasse naquele estabelecimento público da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias.

Esse senhor era identificado como sendo Paulo Allevato RG 3473270 IFP. Ele batia na porta do banheiro feminino, forçava a porta, fechava, ficava na frente da porta do banheiro e não me deixava entrar.

Ao contrário de mim, as outras mulheres entravam e saíam do banheiro feminino tranquilamente sem qualquer constrangimento. Ele mesmo abria passagem na porta e permitia que elas entrassem. O senhor Paulo não deixava apenas eu entrar no banheiro feminino. Além destas mulheres, outras pessoas passavam pelo corredor e viam a situação constrangedora que eu passava com este homem falando alto para mim e ordenando que eu entrasse no banheiro dos homens.

Esse senhor Paulo chamou vários guardas-municipais que obedeciam a ele para que eu fosse retirada dali. Ele me falava que ele tinha chamado a polícia e me disse que os guardas municipais eram policiais.

Vários guardas-municipais me pegaram à força e me carregaram descendo as escadas. No meio das escadas, eles me jogaram no chão. Eu fiquei no chão com o vestido suspenso, a minha bolsa também foi jogada no chão aberta. O meu dinheiro e outras coisas que se encontravam dentro da minha bolsa ficaram espalhados pelo chão.




Eu chorava muito no chão das escadas do prédio da Prefeitura para o pagamento do IPTU em Duque de Caxias, me senti mais uma vez humilhada perante todo mundo, as pessoas passavam por ali, viam aquela situação comigo.  Eu estava toda suja com a calcinha à mostra.





Não sei como eu tive forças para levantar do chão, recolher minhas coisas que estavam no chão, colocá-las na bolsa. Desta vez os guardas municipais permitiram que eu entrasse no banheiro feminino para dar um jeito na minha aparência porque eu estava toda suja e completamente destruída após mais esse evento traumático.




Lá dentro do banheiro eu chorei muito, os meus olhos não deixavam de ficar vermelhos por mais que eu os lavasse com água, eu, então, coloquei óculos escuros para sair dali e desci as escadas.

Lá fora os guardas-municipais me disseram que eles não são policiais como foram identificados para mim. Eles me contaram que eram apenas guardas-municipais. Que eles haviam mentido para mim.

Eu fui até a 59ª Delegacia de Polícia que fica ali perto e falei com o delegado e o inspetor. Eles pediram para ver o meu documento de identidade e a minha certidão de nascimento. Perguntaram se eu havia feito a cirurgia e fizeram um registro de ocorrência.
O Delegado que fez o registro foi o Dr. Sergio Luiz Freire Mat. 871.898-3. A matrícula do investigador era 266336-7.

RO 13474/059/2008

PROCESSO 2009.021.019545-5

Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021

Esse Senhor Paulo Allevato trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias, provavelmente, exercendo algum cargo de chefia. O município de Duque de Caxias fica ao lado do município de Belford Roxo onde eu trabalhava nessa época. Ambos os municípios estão localizados na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. O governo de Duque de Caxias e o de Belford Roxo eram do mesmo partido PMDB. É provável que este incidente esteja relacionado a este contexto social no meu trabalho no Município de Belford Roxo.

Na internet escreveram para mim: Você não quis ser travesti e ser professora? Agora aguenta a pressão e segura o seu rabo.




Esses preconceitos, ofensas, situações e constrangimentos devidos a condição de transexual são insuportáveis.




Havia todo um processo mental, bioquímico, hormonal acontecendo em meu corpo e em minha mente em busca de uma realidade oposta esta realidade que eu vivenciava, porque eu não estava em processo de readequação de todo o meu corpo, realizando alterações orgânicas definitivas  para ser infeliz, excluída, humilhada e receber ameaças. Ao invés de eu me sentir mais feliz, na verdade, eu me sentia mais agredida, perseguida e atingida por esta realidade.




Depois que os prazos foram esgotados, após eu ter alguma melhora do quadro grave de sintomas psicológicos e mentais em 2011, eu tive a real consciência de que eu deveria deveria ter continuado a acompanhar este caso da discriminação no banheiro da Prefeitura de Duque de Caxias até o fim na Justiça. Eu devia ter constituído um advogado particular especificamente para este caso ou ter sido orientada e ajudada na época por alguma organização LGBT ou até mesmo por alguma ONG de Direitos Humanos a fim de que mais esse ato transfóbico e criminoso não ficasse impune como ele ficou.



Infelizmente eu não me encontrava bem de saúde, cada transfobia me transtornava mais. Estava muito fragilizada emocionalmente. Estava doente, em tratamento com uma médica. Não tinha condições nem mesmo de realizar as minhas tarefas profissionais a contento.




Os prazos foram passando nesse processo judicial. Eu não tomava atitudes. Não entrei em contato com advogados, nem entrei na Justiça pedindo indenização pelos danos sofridos. Isso pode ter acontecido talvez pelo fato de que este era apenas mais uma dentre outras tantas situações de desrespeito, preconceito e constrangimento  que eu já havia passado e estava passando, principalmente nos meus 13 anos de trabalho como servidora pública municipal de Belford Roxo.

Eu estava apática, desmotivada, ansiosa, deprimida. Eu tinha medo de sofrer essas agressões. Eu já tinha sido ameaçada. Eu respondia a inquérito administrativo. Era prejudicada no trabalho com relatórios, ocorrência, punição administrativa. Via a minha atuação, a minha dedicação e os meus esforços profissionais sendo continuadamente deturpados mesmo por aqueles que deveriam estar ao meu lado me ajudando, incentivando e buscando caminhos para a superação dessas dificuldades. Eu sentia que a máquina e o aparato administrativo da Prefeitura Municipal de Belford Roxo era usado contra mim para me prejudicar. Eu me sentia perseguida, impotente e o pior, incapaz.




Eu havia perdido a capacidade de dar aula. Eu chorava na sala dos professores da escola mesmo diante dos demais professores e do diretor da escola municipal José Carlos Neto Filho que chamava outras pessoas para ficarem me observando na sala dos professores chorando. Eu estava doente e vivia um quadro de doença mental.



Os prazos se passaram e este incidente não foi punido pela Justiça como deveria. Não houve uma resposta compensatória a contento.


Diversos funcionários da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias sabiam e se lembravam do fato, pois mesmo não presenciando repercutiu como um constrangimento absurdo. O Sr. Paulo Allevato tinha um cargo de confiança, uma espécie de SUB do subsecretário, a matrícula dele era 20528-4 e ele era considerado por funcionários como uma pessoa arrogante. Por causa da influência e conhecimento dele com políticos ele passou depois a trabalhar na Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro. Embora conhecedores da discriminação que ocorreu os funcionários não quiseram depor ou testemunhar por causa da realidade de retaliações no trabalho.



Essa discriminação ocorreu no dia 13/10/2008. Eu deveria naquela época ter buscado uma reparação em dinheiro aos responsáveis e quem sabe usado o dinheiro da indenização em uma boa causa para fazer o bem ou mesmo para comprar os remédios inclusive antidepressivos que preciso tomar diariamente. Ou ainda para ajudar a pagar as passagens e a médica psiquiatra que me acompanhava. E quem sabe até para fazer psicoterapias. Infelizmente eu não tive condições de tomar as  atitudes nessa época que eu deveria ter tomado. Não tive condições de ter buscado a plena reparação na Justiça desta situação de humilhação pública no banheiro da Prefeitura.

Registro de OCORRÊNCIA número 013474/0059/08 POLÍCIA CIVIL


PROCESSO : 2009.021.019545-5 1 JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL COMARCA DE DUQUE DE CAXIAS

Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021



(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.




CLICAR NO LINK ABAIXO PARA LER OUTROS RELATOS:


1- Meus 2 aparelhos portáteis que eu usava em meu trabalho de professora da rede municipal de Belford Roxo foram roubados ao mesmo tempo nas 2 escolas em que eu trabalhava e nem o registro disso foi feito.


2- Eu fui novamente ameaçada de morte no meu trabalho como professora da rede municipal de educação da Prefeitura de Belford Roxo.


3- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Exclusão e isolamento.

4- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.


5- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


6- A falta de aceitação social, intolerância, maldade e preconceito me causavam sofrimento.


7- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.


8- Meu estado psicológico e mental era ignorado como se me ver mal e transtornada fosse justamente o que se desejasse. 


9- Procuradores de Belford Roxo se recusavam a tomar conhecimento de que eu havia sido ameaçada de morte, trabalhava sobre pressão e sofria preconceito; e também a dar acesso a processo a advogada da Secretaria Estadual de Direitos Humanos.


10- O RELATÓRIO TÉCNICO APARECEU para ME chantagear e PARA ME AFASTAR DA ESCOLA MUNICIPAL. 8 supervisores da Secretaria de Educação de Belford Roxo analisaram o relatório. Depois, O RELATÓRIO SUMIU. Depois, O RELATÓRIO nunca EXISTIU na Secretaria de Educação de Belford Roxo. (processo 04/3149/03)




11- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos (PARTE 1).


12- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos. (PARTE 2)



13- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


14- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.

















15- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.


16- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


17- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho. 


18-  Em processo administrativo de 2003 arquivado pela PROCURADORIA eu pedi socorro e registrei "que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo sintomas psiquiátricos  pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica e psicológica ".


19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


20-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


21- Após sentimento de longo calvário fui demitida em 2010 nas 2 matrículas e excluída do serviço público municipal.




22- Defesa dos inquéritos disciplinares e administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida (NUDIVERSIS - Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).


23- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


24- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


25- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


26- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



27- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.
 


28- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho na Prefeitura Municipal de Belford Roxo.

 A Justiça é cega mas a injustiça podemos ver

 Você não precisa ser trans para lutar contra a transfobia

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

PROCESSO 04/3977/06 - PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO - Data: 20/10/2006 - Requerente: Faiza Khálida Fagundes Coutinho (MATRÍCULAS 5508 E 14725). "Esse diretor já me fez passar por inúmeros constrangimentos sempre usando brincadeiras ridículas perante as pessoas debochando da minha sexualidade que não diz respeito a ele. Esse diretor proibiu até onde pôde de assinar o meu nome Faiza Khálida no ponto da escola e inclusive me proibia de trabalhar usando saia ou vestido outra situação ridícula e fica debochando da foto em meus assentos funcionais que se encontra na SEMED. Preciso ser respeitada em meus direitos como pessoa e funcionária pública".

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO
NÚMERO DO PROCESSO: 04/0003977
Ano: 2006
Data Entrada: 23/10/2006
Requerente: FAIZA KHALIDA FAGUNDES COUTINHO
Assunto: Abono de faltas
SubAssunto: Abono de faltas







FOLHA 05 - PROCESSO 04/3977/06

Esse diretor já me fez passar por inúmeros constrangimentos sempre usando brincadeiras ridículas perante as pessoas debochando da minha sexualidade que não diz respeito a ele. Esse diretor proibiu até onde pôde de assinar o meu nome Faiza Khálida no ponto da escola e inclusive me proibia de trabalhar usando saia ou vestido outra situação ridícula e fica debochando da foto em meus assentos funcionais que se encontra na SEMED. Preciso ser respeitada em meus direitos como pessoa e funcionária pública.

Faiza Khálida Fagundes Coutinho
Professora - Escola Municipal Jorge Ayres de Lima
Matrícula 5508
Identidade 09089680-4



CLICAR PARA ACESSAR OS LINKS:
1- OS PRIMEIROS TRATAMENTOS PSICOLÓGICOS APÓS VIVÊNCIAS TRAUMÁTICAS NO TRABALHO e INÍCIO DO USO DE MEDICAMENTOS PSICOTRÓPICOS CONTÍNUOS EM 2003 PARA CONSEGUIR TRABALHAR. 





2- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo me puniram por escrever nos diários de classe que tinha fortes dores de cabeça na escola e que a escola para mim era um lugar de traumas emocionais e profissionais.


3- Havia descaso com meu estado psicológico e mental.




4- Procuradores de Belford Roxo não levavam em conta meu estado mental.





5- A perturbação mental começou em 2002 quando fui ameaçada de ruína e morte pela subsecretária de educação de Belford Roxo após anos sofrendo homofobia em escola municipal.




6- Nova ameaça de morte em escola em 2007 piorou meu quadro psicológico e mental.





7- Roubo dos meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas contribuiu para meu estado de abatimento, desânimo, desmotivação e depressão.






8- O PROCESSO ADMINISTRATIVO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO NÚMERO 04/002743/03 - Assunto: PROVIDÊNCIAS POR DISCRIMINAÇÃO - Data: 07/10/2003 - Era desrespeitada no exercício da minha função, dava aulas sendo chamada de viado, discriminada, me jogavam terra. Fiquei perturbada, fragilizada, desorientada, com os nervos pronto pra explodir, paranoica, EM DEPRESSÃO com as pessoas que ficavam me chamando de Xxxxxxxxx debochando da minha sexualidade.









9- Relatório técnico sobre meu desempenho em 2002 me trouxe danos  profissionais e pessoais.


10- Primeira parte - sobre danos gerados pelo relatório técnico de 2002.


11- Segunda parte - sobre danos gerados por relatório técnico de 2002.





12- Folha 03 do Processo 04/002061/03 - Diretora Vera e orientadora pedagógica Fátima da Escola Municipal São Bento sacanearam a professora Faiza Khálida mentindo em relatório técnico de 2002 dizendo que ela não entregou o planejamento.





13- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.







14 - Processo Administrativo 04/001497/03 - Data 04/06/2003 - HOMOFOBIA - " Tem muita gente que tem ódio de homossexual e o preconceito é muito grande nas escolas. É um ambiente doentio. Eu sendo professora não aguentei. Fui humilhada muitas vezes. Me disseram que eu teria de ser perfeita se quisesse continuar a ser professora ".







15- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.



















16- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


17- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava, exclusão e isolamento.


18- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).





19- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.







20- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


21- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.





22- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.




23-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.





24- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica.

25- Excluída da rede municipal de Belford Roxo com demissão. 





26- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


27- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.

28- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


29- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



30- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.





31- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho de professora da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.




 VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA
Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que prejudique e perturbe ou que vise degradar mediante constrangimento, humilhação ou qualquer outro meio que cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.