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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ALEXANDRE GARCIA VIROU REFERÊNCIA DA DIREITA CONTRA A TRANSEXUALIDADE.



Jornalista Alexandre Garcia aparece em vídeo divulgado no Youtube pela Porta Direita contra a transexualidade.

O jornalista Alexandre Garcia falou o que todos já sabem sobre o órgão genital com que pessoas neurodiscordantes de gênero  nascem.

O vídeo de Alexandre Garcia não explica a transexualidade, não apresenta o depoimento de uma pessoa transexual passando a sua vivência dessa manifestação humana.

Até como abordagem histórica ou jornalística, o vídeo do jornalista Alexandre Garcia sofreu críticas. Para quem deseja encontrar um caminho para discriminar os diferentes, o vídeo do jornalista Alexandre Garcia pode ter sua utilidade. Neste vídeo, o jornalista Alexandre Garcia não abordou o respeito que deve ser dado a todas as pessoas independente do órgão genital ou rótulos impostos socialmente.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sábado, 2 de julho de 2016

Banheiros transgêneros. As travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas. A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar. Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas. Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio. A ESTUPIDEZ AGRESSIVA DA SOCIEDADE CAUSA MUITO SOFRIMENTO A TRANSGÊNEROS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TODOS OS QUE NÃO SE ENQUADRAM NOS MODELOS CULTURAIS PREVISTOS NO BINÁRIO MASCULINO-FEMININO.

DRAUZIO VARELLA ( FOLHA DE S. PAULO / UOL )
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2016/06/1785298-banheiros-transgeneros.shtml

Volta e meia surgem notícias de que uma travesti criou caso para ter acesso ao banheiro feminino, contra a revolta dos circunstantes.

Isso não acontece apenas aqui. Países em que o nível educacional da população é mais elevado convivem com o mesmo problema.

Nos Estados Unidos, Estados como a Carolina do Norte aprovaram leis para exigir que os usuários de banheiros públicos se dirijam às áreas femininas ou masculinas, em obediência ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer.

Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgênero o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze Estados entraram na Justiça contra essa medida.

Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres, de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros, colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.

Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.

O ultimo número do "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.

A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar.

Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas.

Transgêneros são mulheres e homens com identidade de gênero em discordância com o sexo da certidão de nascimento, escolhido pela aparência dos genitais externos. Os autores do artigo estimam que 700 mil americanos adultos pertençam a essa categoria. Se nossos números forem semelhantes, haveria perto de 500 mil entre nós.

Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio.

Nós, médicos, não temos preparo para lidar com esses transtornos, nem com as questões clínicas, cirúrgicas e hormonais que afligem essas pessoas. O que entendemos da administração de hormônios femininos para quem nasceu com genitais masculinos ou vice-versa? Quantos cirurgiões estão habilitados a realizar cirurgias de readequação dos genitais?

Embora existam protocolos internacionais para o atendimento de transgêneros, quantos médicos sabem da existência deles? Quantos estão preparados para orientar familiares assustados e adolescentes confusos com a identidade sexual?

Aliados ao nosso despreparo, o preconceito, a discriminação e a má vontade dos profissionais intimidam e afastam mulheres e homens "trans" dos serviços de saúde, dificultam diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.

Em pleno século 21, é ignorância inaceitável considerar distúrbios mentais, transtornos de personalidade ou falta de vergonha as expressões de gênero que não se enquadram no comportamento da maioria. Quem escolheria a transexualidade se encontrasse alternativa?

Quando formos mais civilizados, ser transgênero será considerado simples manifestação da diversidade humana, como ser destro ou canhoto. Até lá, a estupidez agressiva da sociedade causará muito sofrimento aos que não se enquadram nos modelos culturais previstos no binário masculino-feminino.

sábado, 10 de outubro de 2015

Bispos do Sínodo da Família não querem respeito à identidade de gênero, nem ao casamento homossexual.

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,bispos-catolicos-criticam-ideologia-de-genero-no-sinodo-da-familia,1777391


09/10/2015 ESTADÃO
Os Bispos católicos que estão reunidos no Sínodo da Família se manifestaram contra as pessoas transgêneras e os homossexuais.

Segundo os Bispos , a convivência com essas pessoas dentro das escolas e das famílias, vivendo às suas vidas normalmente, sendo realizadas e felizes como seres humanos normais, que eles realmente são, é uma ameça a doutrina que os Bispos pregam, que considera ser uma família apenas a família tradicional; que considera ser um casamento, apenas o casamento tradicional, e que não aceita um ambiente escolar , onde as pessoas sejam educadas a respeitar a identidade de gênero e a orientação sexual das pessoas.


Os Bispos católicos se referem ao respeito à identidade de gênero como uma ideologia que deve ser combatida pela igreja na sociedade,  nominando-a como "ideologia de gênero".


Os Bispos também se referem ao casamento entre pessoas homossexuais como uma agressão a Família, porque para eles os homossexuais que constituem famílias e as pessoas transgêneras são criaturas desordenadas e aberrações da natureza.


Para os Bispos católicos a Família deve ter um modelo que seja conforme a doutrina da Igreja Católica, se constituindo entre um homem e uma mulher.

Os gays, homossexuais, lésbicas ficam discriminados na sociedade pela doutrina da Igreja Católica proibidos de constituírem família e condenados a castidade obrigatória. 

O Documento Final deste Sínodo será votado no dia 24/10/2015.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) era mais uma funcionária pública de Belford Roxo ligada a igrejas evangélicas ou católica. Ela recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão em 09/08/2011 e 29/08/2011. FOI CURTA E GROSSA EM SUA DECISÃO DE ME MANTER EXCLUÍDA DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO DESCRITO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO QUE EU, PROFESSORA FAIZA KHÁLIDA (MAT. 5508 E 14725), RELATEI NO TRABALHO RELACIONADOS A HOMOSSEXUALIDADE E A TRANSEXUALIDADE. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


 Olhe!
Olhe de novo e veja ALÉM do PRECONCEITO.

"Quer mesmo se parecer com Cristo?
Abandone os julgamentos e ame mais.


Em 2011, após alguma melhora do quadro alucinatório e psicótico, eu fui orientada por uma pessoa da minha família, que também se abatia com o meu sofrimento e transtorno mental, a buscar ajuda do "Programa Rio sem Homofobia" do governo do estado do Rio de Janeiro onde eu fiquei ciente que havia sido demitida através de contato por telefone da advogada com um funcionário de cargo elevado da secretaria de educação de Belford Roxo. O funcionário da secretaria de educação de Belford Roxo disse para a advogada do programa "Rio sem homofobia" que eu era uma excelente professora. Chegando em casa, eu mesma  liguei a ele e ele me disse que já era para eu ter voltado a trabalhar lá no município de Belford Roxo porque eu havia sofrido PRECONCEITO. Ele me passou os números dos processos e das Portarias publicadas que se referiam a minha demissão. Ele também informou a data em que essas portarias foram publicadas.







Eu superei o pavor também psicótico que antes eu tinha de ir a Belford Roxo e também à Prefeitura do município e lá dentro no protocolo da Prefeitura eu pedi que fosse aberto um processo (04/2006/2011) e (04/3380/2011). Eu informei as minhas matrículas, números dos processos, portarias e data de demissão que o funcionário de cargo elevado da secretaria de educação de Belford Roxo havia me  informado. Eu apresentei o laudo médico psiquiátrico da doutora e receitas médicas. Informei os telefones da médica, CRM, CPF e o endereço onde a doutora psiquiatra atende. Apresentei o período coberto pelo quadro de doença. Além da doença incapacitante, eu informei sobre os problemas sociais, de estresse e de rejeição relacionados a minha condição de gênero (transexual) em meu trabalho.






PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS. "... Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal ..." de Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA

Esse meu processo foi enviado à Procuradora Municipal Débora Fernandes C. Pinto (matrícula 80/28.585) para que ela decidisse. Tecnicamente ele foi chamado de Pedido de Readmissão pela procuradora municipal. A Dr.ª Débora não atendeu ao meu pedido em 09/08/2011. Não comentou sobre o laudo médico apresentado por mim. Não se pronunciou em averiguar com a médica por telefone ou em fazer qualquer outro contato sobre o meu quadro psiquiátrico. Não fez nenhuma referência aos problemas sociais que eu havia relatado sobre o meu trabalho relacionados a transexualidade. A Procuradora foi curta e grossa como dizem as pessoas no popular.



Usuária Faiza Khálida Fagundes Coutinho - "a pressão social e o constrangimento sofridos fizeram com que apresentasse sintomas de depressão, relatados pela psiquiatra no prontuário da usuária, e este fato a fez deixar de comparecer ao trabalho". IEDE from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA



Quando eu li o que a Procuradora Débora havia escrito eu achei que ela não tinha lido o que eu apresentei no processo porque ela ignorou simplesmente. Não deu um parecer sobre o que eu havia apresentado. Simplesmente decidiu negando o meu pedido. Então eu novamente repeti que não tinha condições para trabalhar devido a doença incapacitante e que só depois eu pude dar entrada naquele processo informando a minha condição de saúde após longo período de tratamento e uso de remédios.




Essa pessoa da minha família, muito atingida com a minha situação, soube da decisão injusta e insensível da procuradora Débora. Essa pessoa chegou até a elaborar uma carta e me pediu que eu a anexasse ao processo para atingir o coração dessa criatura. Essa pessoa da minha família sofria muito com o meu sofrimento, chorava por minha causa e queria me tirar daquela realidade de depressão, alucinação e transtorno bipolar.





FOTOS: Procuradora Municipal de Belford Roxo Débora Fernandes Cordeiro Pinto (matrícula 80/28.585)







Nesta carta a pessoa da minha família relatou que eu tive o transtorno bipolar incapacitante. Não podia ficar sem os remédios. Tinha de tomar os remédios na medida e na hora certa. Informou que esta doença vinha se somatizando desde a primeira escola municipal de Belford Roxo em que eu trabalhei.  Afirmou que eu sofri homofobia, desrespeito, humilhação, ameaça de morte, ameaça de ser arruinada profissionalmente, zombarias, injúrias e constrangimentos. Relatou que devido a isso eu entrei em profunda depressão, estresse, traumas, fobias, desequilíbrio emocional e profundo isolamento. Informou que o meu estado mental somente foi "restabelecido" naquele ano. 



Eu ainda relatei para a Procuradora Municipal Débora que eu estava também na condição de transexualidade, que eu fazia uso de medicamentos, procedimentos que alteravam e mexiam no meu estado mental. Eu vinha sentindo a homofobia no meu trabalho desde antes de 2003 quando eu estive na urgência do centro psiquiátrico do Rio de Janeiro com vontade de me matar, muito agressiva, chorando com facilidade e daí, começei a fazer uso de remédios psiquiátricos para conseguir trabalhar. Relatei que isso constou de vários processos administrativos da época.




Eu informei não apenas o uso diário de remédios, mas também a depressão que eu sentia com a discriminação, a rejeição no meio profissional. Falei que trabalhava sendo ofendida de viado, tomava banho de terra na escola, ficava perturbada, sentia tristeza, não conseguia tirar essas coisas da cabeça. Citei que trabalhei como professora tapa-buraco, ouvia que eu tinha que sair da escola porque eu era transexual e essas condenações vinham também através de relatórios, ocorrência, processo. Falei que eu não conseguia nem trabalhar, nem me defender mais porque estava me sentindo muito perseguida e totalmente doente. Declarei que eu já havia procurado o Procurador-Geral, mas ele não quis tomar conhecimento do que eu passava. Disse que o último secretário de educação William Campos não me recebia nem respondia os meus relatos que eu enviava para ele.














A advogada e um psicólogo do projeto Rio sem Homofobia me levaram até a Procuradoria Municipal de Belford Roxo para expor a minha situação e o que havia ocorrido. Nesse momento, eu já estava sendo assistida psicologicamente também pelo projeto. O próprio psicólogo que me atendia regularmente conversou pessoalmente com procuradores da Prefeitura Municipal de Belford Roxo. 



O Processo novamente retornou para a decisão da procuradora municipal Débora Fernandes C. Pinto. Desta vez, ela foi ainda mais curta e grossa como dizem no popular. Simplesmente negou novamente o meu pedido em 29/08/2011.



Eu procurei uma resposta por que motivo poderia uma pessoa agir assim com tanta falta de sensibilidade com relação a aquilo que eu passei, perante uma vida de trabalho com doença, usando remédio, passando preconceito. Não seria ela também um ser humano que pudesse estar doente?




Segundo me informaram a Procuradora Municipal Débora Fernandes C. Pinto que decidiu por 2 vezes manter a minha demissão nos meus 2 empregos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo é evangélica, crente. Muitos crentes e também católicos têm uma opinião fundamentalista religiosa. Eles acreditam que Jesus Cristo e a Bíblia condenam as pessoas transexuais, travestis, lésbicas, transgêneras, homossexuais e todos os LGBTs. Eu me senti infelizmente condenada pela Procuradora Municipal na sua decisão de me manter excluída do serviço público municipal. Ela sabia que eu estava em tratamento de saúde, estava sob acompanhamento médico e como funcionária pública eu tinha todo o direito de ter reconhecido o período em que me apresentava comprometida em meu estado psicológico e mental.




Na minha caminhada de professora em escolas municipais eu recebia a condenação de pessoas religiosas. Eram pessoas que se diziam ser da Igreja Católica e crentes da igreja evangélica. O discurso era o mesmo: que a Bíblia ou Deus me condenava pelo motivo de eu ser homossexual, travesti ou transexual. Era sempre uma situação constrangedora porque as pessoas se colocavam no lugar de juízes e me colocavam no lugar de réu, de eu estar sendo julgada para sofrer alguma punição.



Me foi dito que a Dr.ª Débora é da Igreja Evangélica e tem orgulho de ser cristã. Ser cristã é muito mais que proferir palavras vazias e louvores intensos. É agir verdadeiramente através de suas atitudes de amor a Deus na pessoa do próximo. O próximo é aquele que ninguém ama muitas vezes.





Eu acredito no evangelho, eu acredito em Jesus, mas eu não acredito nas pessoas evangélicas que não vivem o Evangelho. A Dr.ª Débora me fez lembrar essas pessoas que amam entoar louvores a Deus, mas não se decidem em favor do próximo que é aquele que precisa de ajuda, de socorro, de solidariedade, de uma palavra amiga, de uma palavra de conforto em momento de dificuldade, de  situação extrema, de exclusão social, de acepção de pessoas, de desrespeito, de isolamento, de transtorno, de doença. Pessoas assim, se condenam quando condenam o semelhante porque falta amor em suas atitudes.





Existem muito evangélicos que seguem os ensinamentos de pastores, passam horas se dedicando a leitura da Bíblia, mas é uma perda de tempo se eles não têm amor. O amor é a caridade com o próximo. Segundo me informaram a Dr.ª Débora dizia ser louca por Jesus. Eu acho que alguém que quer seguir realmente a Jesus deveria amar o seu próximo como ama a si mesmo. Eu penso que ela como procuradora, funcionária pública não gostaria de ficar desempregada, sem os seus vencimentos e ainda precisando recuperar a sua saúde.
 



As pessoas que são evangélicas e desfazem de seus semelhantes que se encontram em situações de preconceito, discriminação, homofobia, transfobia, isolamento ou transtorno dentro da sociedade como eu me encontrava naquele contexto na Prefeitura Municipal de Belford Roxo, talvez um dia, venham a ser interrogadas por Deus pelo que deixaram de fazer a Ele ou ao próximo enquanto estiveram na terra. Talvez um dia essas pessoas perguntem a Deus após as suas mortes: "quando deixamos de te dar o que comer na pessoa do próximo?", "quando não te demos dignidade e cidadania na pessoa do próximo?", etc. Talvez Deus venha a falar para eles: "quando negastes isso a quem estava oprimido, foi a Mim também que não fizeste".


"Existem aqueles que não têm amor pelo ser humano".



(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - matrículas 5508 e 14725 – PMBR, identidade  09089680-4, CPF 024114147-81)

 "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". 

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.




  Jesus é o caminho.
 Louvado seja O Senhor Jesus Cristo para sempre. 

CLICAR ABAIXO PARA LER TEXTOS E DEPOIMENTOS:

1- Em processo administrativo de 2003 eu pedi para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no serviço público da rede de educação em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. No mesmo parágrafo do processo de 2003 arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei " que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica ".


2- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.



3- Procuradores de Belford Roxo se recusavam a tomar conhecimento de que eu havia sido ameaçada de morte, trabalhava sobre pressão e sofria preconceito; e também a dar acesso a processo a advogada da Secretaria Estadual de Direitos Humanos.



4- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.




5- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 



6- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.




7- Meu estado psicológico e mental era ignorado como se me ver mal e transtornada fosse justamente o que se desejasse. 





8- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).




9- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Exclusão e isolamento.



10- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


 
11- A falta de aceitação social, intolerância, maldade e preconceito me causavam sofrimento.


 
12- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.




13- 5 anos depois eu fui novamente ameaçada de morte no meu trabalho como professora da rede municipal de educação da Prefeitura de Belford Roxo.
 


14- Meus 2 aparelhos portáteis que eu usava em meu trabalho de professora da rede municipal de Belford Roxo foram roubados ao mesmo tempo nas 2 escolas em que eu trabalhava e nem o registro disso foi feito.




15- O RELATÓRIO TÉCNICO APARECEU para ME chantagear e PARA ME AFASTAR DA ESCOLA MUNICIPAL. 8 supervisores da Secretaria de Educação de Belford Roxo analisaram o relatório. Depois, O RELATÓRIO SUMIU. Depois, O RELATÓRIO nunca EXISTIU na Secretaria de Educação de Belford Roxo. (processo 04/3149/03)




16- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos (PARTE 1).



17- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos. (PARTE 2)



18- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.



19- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.


20- A minha Demissão nas 2 matrículas da Prefeitura de Belford Roxo.


21- Defesa dos inquéritos disciplinares e administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida (NUDIVERSIS - Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).


22- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


23- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


24- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


25- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



26- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.


27- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho na Prefeitura Municipal de Belford Roxo.

Ame o seu próximo (seja lá como ele for) !
Mateus 22:37-39
"Seja a mão de Deus para ajudar o seu próximo."
NÃO FIQUE CALADO DIANTE DA HOMOFOBIA E DA TRANSFOBIA

sábado, 2 de julho de 2011

FALTA EDUCAÇÃO. TRAVESTIS E TRANSEXUAIS PRECONCEITOS ABSURDOS NAS ESCOLAS. BOA PARTE SE AFASTA DA ESCOLA AOS 13 ANOS. A ESCOLA É LUGAR DE EXCLUSÃO.


Sem discriminação

JORNAL EXTRA

Travestis e Transexuais USAM NOME SOCIAL MASCULINOS nas escolas .
Elas não são chamadas pelo nome social, nem em documentos escolares.
Não se esclarece o tema da homofobia e a questão de gênero.
A discriminação chega a impedir ainda o uso de roupas e acessórios.

A Educação e o acesso à informação não são garantidas para as travestis e as transexuais. O preconceito no colégio tem muito ainda para diminuir : - A escola, que deveria ser um espaço de inclusão, acaba sendo um lugar de exclusão. Boa parte das travestis abandonam a escola por volta dos 13 anos em razão da discriminação. O prejulgamento se transforma em discriminação. E compromete a qualidade de vida dessas pessoas.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

MAIS UM EVENTO TRAUMÁTICO comigo ficou impune devido ao meu estado de ABATIMENTO, APATIA e INÉRCIA. Eu fui retirada a força de dentro do banheiro feminino e jogada no chão da escada da Prefeitura por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato. No ano de 2008, eu, professora de Belford Roxo Faiza Khálida, matrículas 5508 e 14725, sofria constrangimentos ilegais como este (Art. 146 - CP) que transtornavam o meu estado mental e psicológico.







Em meio a essa situação no meu trabalho como professora da rede municipal de Belford Roxo, estando bastante fragilizada psicologicamente, eu me dirigi em 13/10/2008 ao centro da cidade de Duque de Caxias para pagar o imposto do IPTU.

O IPTU é pago no primeiro andar do antigo prédio da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias que fica em uma praça próxima da Delegacia e da Unigranrio.

Consegui chegar lá, conversar com o atendente sobre o pagamento. Peguei o carnê. Saí do prédio, peguei  o dinheiro necessário e voltei lá para fazer o pagamento.

Fiz o pagamento ali dentro do prédio da Prefeitura no primeiro andar com uma das caixas. Todas as caixas que trabalhavam ali naquele momento eram mulheres. Eu consegui quitar todo o pagamento que precisava ser feito.

Quando terminei de pagar o IPTU estava precisando ir ao banheiro urinar, tinha passado um bom tempo, estava apertada, necessitando ir ao banheiro. Tenho que fazer uso diário de medicamentos, hormônios e a viagem de ônibus havia consumido tempo.  Então,  perguntei se havia e onde ficava o banheiro  ali. Além disso, com o calor e a movimentação eu estava transpirando. Precisava fazer as minhas necessidades e me recompor.

Depois que eu entrei no banheiro, um senhor que trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias me causou também uma humilhação pública. Ele me disse que eu não podia entrar naquele banheiro e que era para eu sair daquele banheiro feminino.

Na porta do banheiro ele me agarrava e me puxava para fora do banheiro das mulheres, mandava que eu entrasse no banheiro dos homens. Eu estava de vestido, de sandália com salto alto, bolsa feminina, usava maquiagem.
Eu dizia para esse senhor se ele gostaria de ver o meu órgão genital feminino. Ele falava alto comigo me dando ordem como que ele mandasse naquele estabelecimento público da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias.

Esse senhor era identificado como sendo Paulo Allevato RG 3473270 IFP. Ele batia na porta do banheiro feminino, forçava a porta, fechava, ficava na frente da porta do banheiro e não me deixava entrar.

Ao contrário de mim, as outras mulheres entravam e saíam do banheiro feminino tranquilamente sem qualquer constrangimento. Ele mesmo abria passagem na porta e permitia que elas entrassem. O senhor Paulo não deixava apenas eu entrar no banheiro feminino. Além destas mulheres, outras pessoas passavam pelo corredor e viam a situação constrangedora que eu passava com este homem falando alto para mim e ordenando que eu entrasse no banheiro dos homens.

Esse senhor Paulo chamou vários guardas-municipais que obedeciam a ele para que eu fosse retirada dali. Ele me falava que ele tinha chamado a polícia e me disse que os guardas municipais eram policiais.

Vários guardas-municipais me pegaram à força e me carregaram descendo as escadas. No meio das escadas, eles me jogaram no chão. Eu fiquei no chão com o vestido suspenso, a minha bolsa também foi jogada no chão aberta. O meu dinheiro e outras coisas que se encontravam dentro da minha bolsa ficaram espalhados pelo chão.




Eu chorava muito no chão das escadas do prédio da Prefeitura para o pagamento do IPTU em Duque de Caxias, me senti mais uma vez humilhada perante todo mundo, as pessoas passavam por ali, viam aquela situação comigo.  Eu estava toda suja com a calcinha à mostra.





Não sei como eu tive forças para levantar do chão, recolher minhas coisas que estavam no chão, colocá-las na bolsa. Desta vez os guardas municipais permitiram que eu entrasse no banheiro feminino para dar um jeito na minha aparência porque eu estava toda suja e completamente destruída após mais esse evento traumático.




Lá dentro do banheiro eu chorei muito, os meus olhos não deixavam de ficar vermelhos por mais que eu os lavasse com água, eu, então, coloquei óculos escuros para sair dali e desci as escadas.

Lá fora os guardas-municipais me disseram que eles não são policiais como foram identificados para mim. Eles me contaram que eram apenas guardas-municipais. Que eles haviam mentido para mim.

Eu fui até a 59ª Delegacia de Polícia que fica ali perto e falei com o delegado e o inspetor. Eles pediram para ver o meu documento de identidade e a minha certidão de nascimento. Perguntaram se eu havia feito a cirurgia e fizeram um registro de ocorrência.
O Delegado que fez o registro foi o Dr. Sergio Luiz Freire Mat. 871.898-3. A matrícula do investigador era 266336-7.

RO 13474/059/2008

PROCESSO 2009.021.019545-5

Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021

Esse Senhor Paulo Allevato trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias, provavelmente, exercendo algum cargo de chefia. O município de Duque de Caxias fica ao lado do município de Belford Roxo onde eu trabalhava nessa época. Ambos os municípios estão localizados na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. O governo de Duque de Caxias e o de Belford Roxo eram do mesmo partido PMDB. É provável que este incidente esteja relacionado a este contexto social no meu trabalho no Município de Belford Roxo.

Na internet escreveram para mim: Você não quis ser travesti e ser professora? Agora aguenta a pressão e segura o seu rabo.




Esses preconceitos, ofensas, situações e constrangimentos devidos a condição de transexual são insuportáveis.




Havia todo um processo mental, bioquímico, hormonal acontecendo em meu corpo e em minha mente em busca de uma realidade oposta esta realidade que eu vivenciava, porque eu não estava em processo de readequação de todo o meu corpo, realizando alterações orgânicas definitivas  para ser infeliz, excluída, humilhada e receber ameaças. Ao invés de eu me sentir mais feliz, na verdade, eu me sentia mais agredida, perseguida e atingida por esta realidade.




Depois que os prazos foram esgotados, após eu ter alguma melhora do quadro grave de sintomas psicológicos e mentais em 2011, eu tive a real consciência de que eu deveria deveria ter continuado a acompanhar este caso da discriminação no banheiro da Prefeitura de Duque de Caxias até o fim na Justiça. Eu devia ter constituído um advogado particular especificamente para este caso ou ter sido orientada e ajudada na época por alguma organização LGBT ou até mesmo por alguma ONG de Direitos Humanos a fim de que mais esse ato transfóbico e criminoso não ficasse impune como ele ficou.



Infelizmente eu não me encontrava bem de saúde, cada transfobia me transtornava mais. Estava muito fragilizada emocionalmente. Estava doente, em tratamento com uma médica. Não tinha condições nem mesmo de realizar as minhas tarefas profissionais a contento.




Os prazos foram passando nesse processo judicial. Eu não tomava atitudes. Não entrei em contato com advogados, nem entrei na Justiça pedindo indenização pelos danos sofridos. Isso pode ter acontecido talvez pelo fato de que este era apenas mais uma dentre outras tantas situações de desrespeito, preconceito e constrangimento  que eu já havia passado e estava passando, principalmente nos meus 13 anos de trabalho como servidora pública municipal de Belford Roxo.

Eu estava apática, desmotivada, ansiosa, deprimida. Eu tinha medo de sofrer essas agressões. Eu já tinha sido ameaçada. Eu respondia a inquérito administrativo. Era prejudicada no trabalho com relatórios, ocorrência, punição administrativa. Via a minha atuação, a minha dedicação e os meus esforços profissionais sendo continuadamente deturpados mesmo por aqueles que deveriam estar ao meu lado me ajudando, incentivando e buscando caminhos para a superação dessas dificuldades. Eu sentia que a máquina e o aparato administrativo da Prefeitura Municipal de Belford Roxo era usado contra mim para me prejudicar. Eu me sentia perseguida, impotente e o pior, incapaz.




Eu havia perdido a capacidade de dar aula. Eu chorava na sala dos professores da escola mesmo diante dos demais professores e do diretor da escola municipal José Carlos Neto Filho que chamava outras pessoas para ficarem me observando na sala dos professores chorando. Eu estava doente e vivia um quadro de doença mental.



Os prazos se passaram e este incidente não foi punido pela Justiça como deveria. Não houve uma resposta compensatória a contento.


Diversos funcionários da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias sabiam e se lembravam do fato, pois mesmo não presenciando repercutiu como um constrangimento absurdo. O Sr. Paulo Allevato tinha um cargo de confiança, uma espécie de SUB do subsecretário, a matrícula dele era 20528-4 e ele era considerado por funcionários como uma pessoa arrogante. Por causa da influência e conhecimento dele com políticos ele passou depois a trabalhar na Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro. Embora conhecedores da discriminação que ocorreu os funcionários não quiseram depor ou testemunhar por causa da realidade de retaliações no trabalho.



Essa discriminação ocorreu no dia 13/10/2008. Eu deveria naquela época ter buscado uma reparação em dinheiro aos responsáveis e quem sabe usado o dinheiro da indenização em uma boa causa para fazer o bem ou mesmo para comprar os remédios inclusive antidepressivos que preciso tomar diariamente. Ou ainda para ajudar a pagar as passagens e a médica psiquiatra que me acompanhava. E quem sabe até para fazer psicoterapias. Infelizmente eu não tive condições de tomar as  atitudes nessa época que eu deveria ter tomado. Não tive condições de ter buscado a plena reparação na Justiça desta situação de humilhação pública no banheiro da Prefeitura.

Registro de OCORRÊNCIA número 013474/0059/08 POLÍCIA CIVIL


PROCESSO : 2009.021.019545-5 1 JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL COMARCA DE DUQUE DE CAXIAS

Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021



(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.




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1- Meus 2 aparelhos portáteis que eu usava em meu trabalho de professora da rede municipal de Belford Roxo foram roubados ao mesmo tempo nas 2 escolas em que eu trabalhava e nem o registro disso foi feito.


2- Eu fui novamente ameaçada de morte no meu trabalho como professora da rede municipal de educação da Prefeitura de Belford Roxo.


3- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Exclusão e isolamento.

4- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.


5- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


6- A falta de aceitação social, intolerância, maldade e preconceito me causavam sofrimento.


7- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.


8- Meu estado psicológico e mental era ignorado como se me ver mal e transtornada fosse justamente o que se desejasse. 


9- Procuradores de Belford Roxo se recusavam a tomar conhecimento de que eu havia sido ameaçada de morte, trabalhava sobre pressão e sofria preconceito; e também a dar acesso a processo a advogada da Secretaria Estadual de Direitos Humanos.


10- O RELATÓRIO TÉCNICO APARECEU para ME chantagear e PARA ME AFASTAR DA ESCOLA MUNICIPAL. 8 supervisores da Secretaria de Educação de Belford Roxo analisaram o relatório. Depois, O RELATÓRIO SUMIU. Depois, O RELATÓRIO nunca EXISTIU na Secretaria de Educação de Belford Roxo. (processo 04/3149/03)




11- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos (PARTE 1).


12- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos. (PARTE 2)



13- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


14- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.

















15- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.


16- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


17- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho. 


18-  Em processo administrativo de 2003 arquivado pela PROCURADORIA eu pedi socorro e registrei "que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo sintomas psiquiátricos  pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica e psicológica ".


19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


20-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


21- Após sentimento de longo calvário fui demitida em 2010 nas 2 matrículas e excluída do serviço público municipal.




22- Defesa dos inquéritos disciplinares e administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida (NUDIVERSIS - Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).


23- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


24- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


25- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


26- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



27- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.
 


28- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho na Prefeitura Municipal de Belford Roxo.

 A Justiça é cega mas a injustiça podemos ver

 Você não precisa ser trans para lutar contra a transfobia