Homem trans que se suicidou em Juiz de Fora escreveu: "Como se não bastasse todo o sentimento em relação ao corpo, temos que aguentar a opressão e enfrentar diariamente os olhares esquisitos no banheiro, temos que aguentar nossos nomes desrespeitados e a falta de oportunidades no mercado de trabalho e uma junção disso tudo mata muito"
DADOS SÃO ALARMANTES
66,4% dos homens trans brasileiros pensaram em suicídio, 41,5% já tentaram pelo menos uma vez e 28,2% tiveram duas tentativas. A população em geral, tem o índice de 3% de uma tentativa de suicídio. Apesar desses dados alarmantes não há nenhuma campanha nacional ou políticas públicas que abordem com sensibilidade e eficácia o suicídio de pessoas trans ou LGB. Tampouco campanhas ou ações que visam efetivamente limar as opressões, violações e violências que levam essas pessoas ao suicídio. Ou seja, o Brasil tem a expectativa de vida de 35 anos de uma pessoa trans, continua sendo o país que mais mata essa população e não há nada que sugira que essa situação mude
O preconceito, o fundamentalismo e a invisibilidade continuam matando a população trans de diversas formas. O suicídio é mais uma delas.
Homem trans que se suicidou em Juiz de Fora
Após passar anos lutando contra a transfobia e a opressão, na quarta-feira (05) Nicholas Domingues cometeu suicídio. Nicholas era um jovem homem trans, estudante de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora e militante da União Juventude Comunista (UJC Brasil). Era natural de São José dos Campos, gostava de gatos e tinha um cabelo colorido na capa do Facebook.
O jovem trans brasileiro Nicholas apesar de passar anos lutando contra a transfobia, se sensibilizava com a opressão vivida por outras pessoas trans ou grupos marginalizados. Em um recente relato, publicado no dia 7 de junho em seu Faceboook, Nicholas falou sobre as várias opressões que pessoas sofrem no decorrer da vida. Ele apontou que 144 pessoas trans foram assassinadas em 2016, que 90% das travestis e transexuais se prostituem e que 66% dos homens trans já pensaram em cometer suicídio em algum momento da vida. “Claramente, existe um grande problema”.
NICHOLAS FALOU SOBRE A OPRESSÃO
“Atualmente, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Essa frase, que quando escutada pela primeira vez assusta porque ‘Nossa, eu nunca ouvi falar sobre morte de pessoas trans’. Mas é claro que nunca ouviu, você nunca ouviu falar sobre pessoas trans. Afinal, quem não existe, não trabalha, não ama, não vive e não morre. E para muitos, pessoas trans não existem e se existem, não devem existir, porque é errado , simplesmente por ser, nada mais”, escreveu.
Nicholas também chegou a falar sobre suicídio, dizendo que pensamentos suicidas fazem parte do cotidiano da pessoa que não se identifica com o gênero imposto ao nascer.
"Porque como se não bastasse todo o sentimento em relação ao corpo, temos que aguentar a opressão e enfrentar diariamente os olhares esquisitos no banheiro, temos que aguentar nossos nomes desrespeitados e a falta de oportunidades no mercado de trabalho e uma junção disso tudo, meu querido, mata. E mata muito", lamentou.
https://faizakhalida.blogspot.com.br/2017/07/nicholas-domingues-homem-trans-que-se.html
NLUCON
http://www.nlucon.com/2017/07/jovem-trans-suicidio-e-reabre-transfobia-nicholas.html
https://homofobiamata.wordpress.com/2017/07/05/nicholas-domingues-estudante-suicidio-mg-juiz-de-fora/
SUICÍDIO
A pesquisa “Homens trans no Brasil: as políticas públicas e a luta pela afirmação de suas identidades”, feita pela faculdade de psicologia Mauricio de Nassau, aponta que 66,4% dos homens trans brasileiros pensaram em suicídio, que 41,5% já tentaram pelo menos uma vez e 28,2% tiveram duas tentativas. A população em geral, tem o índice de 3% de uma tentativa de suicídio, informa o CVV.
Dados internacionais da National Gay and Lesbian Task Force apontam que 41% das pessoas trans já tentaram suicídio nos EUA, contra 1,2% da população cisgênero (aquela que se identifica com o gênero designado no nascimento. Uma pesquisa do Instituto Williams de Los Angeles publicada em 2014 estimou que 40% das pessoas trans já tentou cometer suicídio.
Já uma pesquisa da Universidade de Columbia nos Estados informa que o índice de suicídio é 5 vezes mais frequente entre LGBT.
Apesar dos dados alarmantes não há nenhuma campanha nacional ou políticas públicas que abordem com sensibilidade e eficácia o suicídio de pessoas trans ou LGB. Tampouco campanhas ou ações que visam efetivamente limar as opressões, violações e violências que levam essas pessoas ao suicídio. Ou seja, o Brasil tem a expectativa de vida de 35 anos de uma pessoa trans, continua sendo o país que mais mata essa população e não há nada que sugira que essa situação mude.
No texto, Nicholas frisou que é "importante perceber o problema, porque não está certo do jeito que está". O preconceito, o fundamentalismo e a invisibilidade continuam matando a população trans de diversas formas. O suicídio é mais uma delas.
Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.
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domingo, 9 de julho de 2017
Nicholas Domingues - Homem trans que se suicidou em Juiz de Fora escreveu: "Como se não bastasse todo o sentimento em relação ao corpo, temos que aguentar a opressão e enfrentar diariamente os olhares esquisitos no banheiro, temos que aguentar nossos nomes desrespeitados e a falta de oportunidades no mercado de trabalho e uma junção disso tudo mata muito"
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domingo, 15 de janeiro de 2017
PICHAÇÃO HOMOFÓBICA NO BANHEIRO DA UNIVERSIDADE. MONTAGENS FORAM FEITAS na internet TROCANDO A PALAVRA MORTE POR AMOR AOS GAYS.
G1
http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/01/estudante-no-am-registra-pichacao-homofobica-em-universidade-federal.html
http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/01/estudante-no-am-registra-pichacao-homofobica-em-universidade-federal.html
Estudante registrou pichação homofóbica nas
redes sociais (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Um post nas redes sociais de um estudante do curso de artes visuais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ganhou repercussão esta semana por expor um episódio de preconceito e intolerância. Walteric Juur, de 24 anos, registrou uma selfie os dizeres "morte aos gays" pichado na porta de um dos banheiros do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam em Manaus.
Ao G1, Walteric falou que ali também existem pessoas que pensam coisas como o que estava escrito, faz a ficha cair de estarmos numa sociedade cheia de preconceito. Ter algo como "morte aos gays" escrito numa parede é só um fragmento da realidade do dia a dia, com piadinhas no ônibus, na rua e onde quer que se vá.
MONTAGENS FORAM FEITAS TROCANDO A PALAVRA ÓDIO POR AMOR AOS GAYS
Louvado seja O Senhor Jesus Criato para sempre.
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sábado, 2 de julho de 2016
Banheiros transgêneros. As travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas. A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar. Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas. Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio. A ESTUPIDEZ AGRESSIVA DA SOCIEDADE CAUSA MUITO SOFRIMENTO A TRANSGÊNEROS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TODOS OS QUE NÃO SE ENQUADRAM NOS MODELOS CULTURAIS PREVISTOS NO BINÁRIO MASCULINO-FEMININO.
DRAUZIO VARELLA ( FOLHA DE S. PAULO / UOL )
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2016/06/1785298-banheiros-transgeneros.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2016/06/1785298-banheiros-transgeneros.shtml
Volta e meia surgem notícias de que uma travesti criou caso para ter acesso ao banheiro feminino, contra a revolta dos circunstantes.
Isso não acontece apenas aqui. Países em que o nível educacional da população é mais elevado convivem com o mesmo problema.
Nos Estados Unidos, Estados como a Carolina do Norte aprovaram leis para exigir que os usuários de banheiros públicos se dirijam às áreas femininas ou masculinas, em obediência ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer.
Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgênero o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze Estados entraram na Justiça contra essa medida.
Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres, de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros, colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.
Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.
O ultimo número do "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.
A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar.
Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas.
Transgêneros são mulheres e homens com identidade de gênero em discordância com o sexo da certidão de nascimento, escolhido pela aparência dos genitais externos. Os autores do artigo estimam que 700 mil americanos adultos pertençam a essa categoria. Se nossos números forem semelhantes, haveria perto de 500 mil entre nós.
Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio.
Nós, médicos, não temos preparo para lidar com esses transtornos, nem com as questões clínicas, cirúrgicas e hormonais que afligem essas pessoas. O que entendemos da administração de hormônios femininos para quem nasceu com genitais masculinos ou vice-versa? Quantos cirurgiões estão habilitados a realizar cirurgias de readequação dos genitais?
Embora existam protocolos internacionais para o atendimento de transgêneros, quantos médicos sabem da existência deles? Quantos estão preparados para orientar familiares assustados e adolescentes confusos com a identidade sexual?
Aliados ao nosso despreparo, o preconceito, a discriminação e a má vontade dos profissionais intimidam e afastam mulheres e homens "trans" dos serviços de saúde, dificultam diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.
Em pleno século 21, é ignorância inaceitável considerar distúrbios mentais, transtornos de personalidade ou falta de vergonha as expressões de gênero que não se enquadram no comportamento da maioria. Quem escolheria a transexualidade se encontrasse alternativa?
Quando formos mais civilizados, ser transgênero será considerado simples manifestação da diversidade humana, como ser destro ou canhoto. Até lá, a estupidez agressiva da sociedade causará muito sofrimento aos que não se enquadram nos modelos culturais previstos no binário masculino-feminino.
Isso não acontece apenas aqui. Países em que o nível educacional da população é mais elevado convivem com o mesmo problema.
Nos Estados Unidos, Estados como a Carolina do Norte aprovaram leis para exigir que os usuários de banheiros públicos se dirijam às áreas femininas ou masculinas, em obediência ao sexo que lhes foi atribuído ao nascer.
Com o argumento de que essas leis contrariam a legislação federal que rege os direitos civis, a administração Obama abriu processo contra a Carolina do Norte. O presidente foi mais longe: assinou um documento no qual ressalta a obrigação legal das escolas públicas em garantir a estudantes transgênero o direito de usar o banheiro que corresponda às identidades de gênero individuais. Onze Estados entraram na Justiça contra essa medida.
Os defensores de leis restritivas argumentam que são destinadas a proteger as mulheres, de eventuais ataques por parte de homens disfarçados com roupas femininas. Outros, colocam as travestis entre os predadores sexuais, os pedófilos e outras categorias moralmente condenáveis.
Essa gente faz questão de esquecer que as travestis e as mulheres transgênero são abusadas desde a infância, xingadas nas ruas, alvos da violência policial, escorraçadas pela sociedade e assassinadas por psicopatas.
O ultimo número do "The New England Journal of Medicine", a revista de maior circulação entre os médicos, traz uma discussão sobre o tema.
A questão dos banheiros vai além dos direitos civis, porque afeta a saúde. Por interferir com funções fisiológicas essenciais, dificultar o acesso a eles aumenta o risco de infecções urinárias, renais, obstipação crônica, hemorroidas e impede a hidratação adequada de quem evita beber água para conter a necessidade de urinar.
Repressão social e leis restritivas exibem o lado perverso de sociedades que consideram as pessoas "trans" depravadas, indesejáveis nas escolas, no trabalho e no convívio social. Na prática, justificam a violência diária cometida contra elas.
Transgêneros são mulheres e homens com identidade de gênero em discordância com o sexo da certidão de nascimento, escolhido pela aparência dos genitais externos. Os autores do artigo estimam que 700 mil americanos adultos pertençam a essa categoria. Se nossos números forem semelhantes, haveria perto de 500 mil entre nós.
Discriminação, agressões verbais, sexuais e físicas e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde causam problemas que vão muito além do direito de usar banheiros: ansiedade, estresse pós-traumático, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis, abuso de drogas, depressão e taxas altas de suicídio.
Nós, médicos, não temos preparo para lidar com esses transtornos, nem com as questões clínicas, cirúrgicas e hormonais que afligem essas pessoas. O que entendemos da administração de hormônios femininos para quem nasceu com genitais masculinos ou vice-versa? Quantos cirurgiões estão habilitados a realizar cirurgias de readequação dos genitais?
Embora existam protocolos internacionais para o atendimento de transgêneros, quantos médicos sabem da existência deles? Quantos estão preparados para orientar familiares assustados e adolescentes confusos com a identidade sexual?
Aliados ao nosso despreparo, o preconceito, a discriminação e a má vontade dos profissionais intimidam e afastam mulheres e homens "trans" dos serviços de saúde, dificultam diagnósticos precoces e o acompanhamento de doenças crônicas.
Em pleno século 21, é ignorância inaceitável considerar distúrbios mentais, transtornos de personalidade ou falta de vergonha as expressões de gênero que não se enquadram no comportamento da maioria. Quem escolheria a transexualidade se encontrasse alternativa?
Quando formos mais civilizados, ser transgênero será considerado simples manifestação da diversidade humana, como ser destro ou canhoto. Até lá, a estupidez agressiva da sociedade causará muito sofrimento aos que não se enquadram nos modelos culturais previstos no binário masculino-feminino.
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domingo, 12 de junho de 2016
TRANSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSGÊNEROS FALAM SOBRE OS CONSTRANGIMENTOS, PRECONCEITOS, DESRESPEITOS, DESLEGITIMAÇÕES, MARGINALIZAÇÕES E TRANSFOBIAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS, PARTICULARES E ESCOLAS. PROFESSORES CONTINUAM DESPREPARADOS.
VIOLÊNCIA, MARGINALIZAÇÃO E DESEMPREGO
A aluna Karol Castro do TransPondo o Enem tem o sonho é fazer Farmácia e largar as ruas, pois infelizmente não dão emprego no mercado formal de trabalho para as transexuais, travestis e transgêneros de um modo geral e por isso ela tira sustento da rua como profissional do sexo.
Ontem na triagem dos documentos, ela ainda disse que queria tirar carteira de trabalho, pois não aguenta mais ficar na rua.
Essa noite ela foi agredida por 5 homens, levou várias pauladas e e ainda teve 14 pontos na mão direita.
As pessoas trans querem justiça, querem direitos iguais, querem emprego e cidadania.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
A MULHER TRANSEXUAL LARA LINCOLN FOI TRATADA COMO ATRAÇÃO DE CIRCO NA PROVA DO ENEM. A TODO MOMENTO ELA FOI TRATADA NO MASCULINO. Outra mulher transexual, Tifany Stacy, também foi tratada a todo tempo pelo nome masculino e teve negado o seu direito ao uso do banheiro feminino.
O DIA (Felipe Martins)
http://blogs.odia.ig.com.br/lgbt/2015/10/25/estudante-transexual-denuncia-desrespeito-ao-nome-social-no-enem-chamaram-de-nome-ficticio/
http://blogs.odia.ig.com.br/lgbt/2015/10/25/estudante-transexual-denuncia-desrespeito-ao-nome-social-no-enem-chamaram-de-nome-ficticio/
"Atração de circo". Assim a estudante transexual Lara Lincoln, 29 anos, descreveu como se sentiu ao fazer a prova do Enem neste sábado, 24/10/2015 no CIEP Ercília Antônia da Silva, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias.
A confusão começou quando ela assinou a lista de presença com o nome social e não com o nome que a constrange. Lara contou que a partir disso, começou um festival de situações constrangedoras com ações transfóbicas por parte dos fiscais de exame.
Ela relatou que em nenhum momento, antes da prova, os fiscais de prova alertaram que deveria ser o nome do registro na identidade a ser assinado na folha de inscritos. E, para piorar a situação, a situação começou quando a prova já havia se iniciado.
"Uma das fiscais da prova veio até a minha mesa 3 vezes com a prova em andamento. Primeiro, ela queria que eu assinasse a folha de presença do dia seguinte. Na última vez, ela disse: "MEU FILHO, você tem que assinar como no seu documento. NOME FICTÍCIO não pode. Fui exposta com esse absurdo. Uma atração de circo. Todos olhando pra mim", desabafou.
A estudante ainda não tomou posse dos seus documentos novos. (ela conseguiu na Justiça o direito ao uso do nome social nos documentos de identificação).
O embaraço foi ficando ainda maior porque Lara conseguia ouvir o que os fiscais conversavam entre eles.
Ela contou que a todo momento era tratada no masculino. "Teve um momento que uma das fiscais chamou a coordenadora e disse: Temos um problema. Esse rapaz assinou a prova com o nome de Lara, mas a identidade está o nome de fulano", relatou. A estudante contou que a coordenadora deu continuidade ao desrespeito à identidade de gênero iniciada pelos fiscais. "Ela respondeu também me tratando no masculino: "Mas se o nome dele está como fulano na identidade, ele tem que assinar com o nome dele".
Indignada, ela teme que o epsódio tenha tirado a concentração para fazer a prova com tranquilidade e obter um resultado melhor no ENEM.
A estudante Lara Lincoln garantiu que realizou todo o processo de autorização para uso do nome social nos documentos do exame do ENEM.
A organização do exame não se manifestou sobre os problemas apontados pelas estudantes transexuais com os fiscais de prova.
A MULHER TRANS TIFANY STACY TAMBÉM SOFREU CONSTRANGIMENTOS
A estudante Tifany Stacy contou que teve negado seu direito ao uso do nome social nos documentos do exame sem uma justificativa. "Eu mandei todos os documentos pela organização, preenchi o formulário, enviei a foto, tudo dentro do prazo. Recebi por e-mail apenas a resposta de que meu pedido foi negado, sem nenhuma explicação".
A estudante Tifany Stacy contou que teve negado também o direito ao uso do banheiro feminino. "Mesmo com o banheiro vazio, fui orientada pela fiscal a usar o banheiro para deficientes físicos". Isso foi uma violência.
"Tenho cabelo na cintura, prótese de 400 mililitros nos seios, 113 centímetros de bumbum e nenhum pelo no rosto. Vou ter que aumentar minha silhueta para ser reconhecida como mulher trans? Perguntei para a coordenadora se eu tenho alguma deficiência", relatou no sábado, pensando se teria de passar pelos mesmos problemas no domingo. "Amanhã (domingo) estarei aqui de novo, vou passar pelos mesmos problemas, frequentar banheiro de deficiente, ser tratado como ele e ainda vou ouvir chacotas?", questionou.
Na sala de provas, em uma Universidade na Zona Norte do Rio de Janeiro, ela foi tratada também o tempo todo pelo nome masculino, mesmo argumentando com os fiscais. "Lembrei a eles que existe uma portaria que me dá direito ao uso do nome social (um decreto assinado pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad, assegura o direito ao nome social na administração pública direta e indireta), mas nem assim adiantou.
A organização não se manisfestou sobre os problemas apontados pelas estudantes com os fiscais de prova.
EXTRA
http://extra.globo.com/noticias/educacao/transexuais-relatam-discriminacao-durante-primeiro-dia-do-enem-17874492.html
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
MAIS UM EVENTO TRAUMÁTICO comigo ficou impune devido ao meu estado de ABATIMENTO, APATIA e INÉRCIA. Eu fui retirada a força de dentro do banheiro feminino e jogada no chão da escada da Prefeitura por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato. No ano de 2008, eu, professora de Belford Roxo Faiza Khálida, matrículas 5508 e 14725, sofria constrangimentos ilegais como este (Art. 146 - CP) que transtornavam o meu estado mental e psicológico.
Segunda parte do registro de ocorrência na delegacia de polícia da transfobia do subsecretário municipal de Duque de Caxias Paulo Allevato RG 3473270 IFP no banheiro do prédio do IPTU da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias. from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Registro de ocorrência na Delegacia de Polícia da transfobia do subsecretário municipal de Duque de Caxias Paulo Allevato RG 3473270 IFP no banheiro do prédio do IPTU da prefeitura municipal. from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Em meio a essa situação no meu trabalho como professora da rede municipal de Belford Roxo, estando bastante fragilizada psicologicamente, eu me dirigi em 13/10/2008 ao centro da cidade de Duque de Caxias para pagar o imposto do IPTU.
O IPTU é pago no primeiro andar do antigo prédio da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias que fica em uma praça próxima da Delegacia e da Unigranrio.
Consegui chegar lá, conversar com o atendente sobre o pagamento. Peguei o carnê. Saí do prédio, peguei o dinheiro necessário e voltei lá para fazer o pagamento.
Fiz o pagamento ali dentro do prédio da Prefeitura no primeiro andar com uma das caixas. Todas as caixas que trabalhavam ali naquele momento eram mulheres. Eu consegui quitar todo o pagamento que precisava ser feito.
Quando terminei de pagar o IPTU estava precisando ir ao banheiro urinar, tinha passado um bom tempo, estava apertada, necessitando ir ao banheiro. Tenho que fazer uso diário de medicamentos, hormônios e a viagem de ônibus havia consumido tempo. Então, perguntei se havia e onde ficava o banheiro ali. Além disso, com o calor e a movimentação eu estava transpirando. Precisava fazer as minhas necessidades e me recompor.
Depois que eu entrei no banheiro, um senhor que trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias me causou também uma humilhação pública. Ele me disse que eu não podia entrar naquele banheiro e que era para eu sair daquele banheiro feminino.
Na porta do banheiro ele me agarrava e me puxava para fora do banheiro das mulheres, mandava que eu entrasse no banheiro dos homens. Eu estava de vestido, de sandália com salto alto, bolsa feminina, usava maquiagem. Eu dizia para esse senhor se ele gostaria de ver o meu órgão genital feminino. Ele falava alto comigo me dando ordem como que ele mandasse naquele estabelecimento público da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias.
Esse senhor era identificado como sendo Paulo Allevato RG 3473270 IFP. Ele batia na porta do banheiro feminino, forçava a porta, fechava, ficava na frente da porta do banheiro e não me deixava entrar.
Ao contrário de mim, as outras mulheres entravam e saíam do banheiro feminino tranquilamente sem qualquer constrangimento. Ele mesmo abria passagem na porta e permitia que elas entrassem. O senhor Paulo não deixava apenas eu entrar no banheiro feminino. Além destas mulheres, outras pessoas passavam pelo corredor e viam a situação constrangedora que eu passava com este homem falando alto para mim e ordenando que eu entrasse no banheiro dos homens.
Esse senhor Paulo chamou vários guardas-municipais que obedeciam a ele para que eu fosse retirada dali. Ele me falava que ele tinha chamado a polícia e me disse que os guardas municipais eram policiais.
Vários guardas-municipais me pegaram à força e me carregaram descendo as escadas. No meio das escadas, eles me jogaram no chão. Eu fiquei no chão com o vestido suspenso, a minha bolsa também foi jogada no chão aberta. O meu dinheiro e outras coisas que se encontravam dentro da minha bolsa ficaram espalhados pelo chão.
No contexto social, o enfrentamento com as atitudes, gestos e palavras preconceituosas e discriminatórias, atingiram um grau de insuportabilidade e gradativamente, sem recursos internos, Faiza khálida foi adoecendo psiquicamente. LAUDO PSICOLÓGICO from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Eu chorava muito no chão das escadas do prédio da Prefeitura para o pagamento do IPTU em Duque de Caxias, me senti mais uma vez humilhada perante todo mundo, as pessoas passavam por ali, viam aquela situação comigo. Eu estava toda suja com a calcinha à mostra.
Faiza Khálida vivenciou humilhação e constrangimento no ambiente de trabalho, sendo o trabalho fator agravante para a patologia apresentada. TRANSTORNO BIPOLAR. Mantém incapacidade laboral para atividade exercida. PARECER MÉDICO SOBRE QUADRO PSIQUIÁTRICO from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Não sei como eu tive forças para levantar do chão, recolher minhas coisas que estavam no chão, colocá-las na bolsa. Desta vez os guardas municipais permitiram que eu entrasse no banheiro feminino para dar um jeito na minha aparência porque eu estava toda suja e completamente destruída após mais esse evento traumático.
Faiza Khálida após sofrer diversas e documentadas situacoes de constrangimentos em seu ambiente de trabalho teve quadro depressivo com piorados sintomas progressivamente levando ao seu afastamento de funcoes em 2008 por incapacidade laboral (MÉDICA) from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Lá dentro do banheiro eu chorei muito, os meus olhos não deixavam de ficar vermelhos por mais que eu os lavasse com água, eu, então, coloquei óculos escuros para sair dali e desci as escadas.
Lá fora os guardas-municipais me disseram que eles não são policiais como foram identificados para mim. Eles me contaram que eram apenas guardas-municipais. Que eles haviam mentido para mim.
Eu fui até a 59ª Delegacia de Polícia que fica ali perto e falei com o delegado e o inspetor. Eles pediram para ver o meu documento de identidade e a minha certidão de nascimento. Perguntaram se eu havia feito a cirurgia e fizeram um registro de ocorrência. O Delegado que fez o registro foi o Dr. Sergio Luiz Freire Mat. 871.898-3. A matrícula do investigador era 266336-7.
RO 13474/059/2008
PROCESSO 2009.021.019545-5
Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021
Esse Senhor Paulo Allevato trabalhava na Prefeitura de Duque de Caxias, provavelmente, exercendo algum cargo de chefia. O município de Duque de Caxias fica ao lado do município de Belford Roxo onde eu trabalhava nessa época. Ambos os municípios estão localizados na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. O governo de Duque de Caxias e o de Belford Roxo eram do mesmo partido PMDB. É provável que este incidente esteja relacionado a este contexto social no meu trabalho no Município de Belford Roxo.
Na internet escreveram para mim: Você não quis ser travesti e ser professora? Agora aguenta a pressão e segura o seu rabo.
Marcelino santos de araújo (mat. 17994) ofendia professora transexual na internet. Foi descoberto pela delegacia de crimes virtuais . Ele é funcionário público municipal de Belford Roxo no cargo de eletricista de baixa tensão. from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Esses preconceitos, ofensas, situações e constrangimentos devidos a condição de transexual são insuportáveis.
A sua especial condição de transexual lhe trazia inúmeros dissabores aos quais não lhe era dado suportar, injúria, agrura e constrangimento ilegal sofridos. Faiza passou a apresentar depressão, comportamento delirante persecutório e sintomas psicóticos from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Havia todo um processo mental, bioquímico, hormonal acontecendo em meu corpo e em minha mente em busca de uma realidade oposta esta realidade que eu vivenciava, porque eu não estava em processo de readequação de todo o meu corpo, realizando alterações orgânicas definitivas para ser infeliz, excluída, humilhada e receber ameaças. Ao invés de eu me sentir mais feliz, na verdade, eu me sentia mais agredida, perseguida e atingida por esta realidade.
Usuária Faiza Khálida Fagundes Coutinho - "a pressão social e o constrangimento sofridos fizeram com que apresentasse sintomas de depressão, relatados pela psiquiatra no prontuário da usuária, e este fato a fez deixar de comparecer ao trabalho". IEDE from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Depois que os prazos foram esgotados, após eu ter alguma melhora do quadro grave de sintomas psicológicos e mentais em 2011, eu tive a real consciência de que eu deveria deveria ter continuado a acompanhar este caso da discriminação no banheiro da Prefeitura de Duque de Caxias até o fim na Justiça. Eu devia ter constituído um advogado particular especificamente para este caso ou ter sido orientada e ajudada na época por alguma organização LGBT ou até mesmo por alguma ONG de Direitos Humanos a fim de que mais esse ato transfóbico e criminoso não ficasse impune como ele ficou.
Devido à intensificação de transtornos de ordem psicológica, no ano de 2008 a usuária Faiza Khálida faltou sucessivamente. A usuária Faiza Khálida desde maio de 2008 encontrava-se sob os cuidados da médica psiquiatra Dra. - RIO SEM HOMOFOBIA from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Infelizmente eu não me encontrava bem de saúde, cada transfobia me transtornava mais. Estava muito fragilizada emocionalmente. Estava doente, em tratamento com uma médica. Não tinha condições nem mesmo de realizar as minhas tarefas profissionais a contento.
20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Os prazos foram passando nesse processo judicial. Eu não tomava atitudes. Não entrei em contato com advogados, nem entrei na Justiça pedindo indenização pelos danos sofridos. Isso pode ter acontecido talvez pelo fato de que este era apenas mais uma dentre outras tantas situações de desrespeito, preconceito e constrangimento que eu já havia passado e estava passando, principalmente nos meus 13 anos de trabalho como servidora pública municipal de Belford Roxo.
Eu estava apática, desmotivada, ansiosa, deprimida. Eu tinha medo de sofrer essas agressões. Eu já tinha sido ameaçada. Eu respondia a inquérito administrativo. Era prejudicada no trabalho com relatórios, ocorrência, punição administrativa. Via a minha atuação, a minha dedicação e os meus esforços profissionais sendo continuadamente deturpados mesmo por aqueles que deveriam estar ao meu lado me ajudando, incentivando e buscando caminhos para a superação dessas dificuldades. Eu sentia que a máquina e o aparato administrativo da Prefeitura Municipal de Belford Roxo era usado contra mim para me prejudicar. Eu me sentia perseguida, impotente e o pior, incapaz.
Seu prenome masculino sempre lhe causou muito constrangimento, sobretudo atualmente, após a operação de reversão sexual. Seu prenome causa constante ridicularização sendo fonte de risos, chacotas e discriminação. (2005 DEFENSORIA PÚBLICA Faiza Khalida) from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Eu havia perdido a capacidade de dar aula. Eu chorava na sala dos professores da escola mesmo diante dos demais professores e do diretor da escola municipal José Carlos Neto Filho que chamava outras pessoas para ficarem me observando na sala dos professores chorando. Eu estava doente e vivia um quadro de doença mental.
FOLHA 05 - PROCESSO 04/3977/06 - Esse diretor já me fez passar por inúmeros constrangimentos ... sempre usando brincadeiras ridículas perante as pessoas debochando da minha sexualidade e inclusive me proibia de trabalhar de saia ou vestido from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Os prazos se passaram e este incidente não foi punido pela Justiça como deveria. Não houve uma resposta compensatória a contento.
Diversos funcionários da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias sabiam e se lembravam do fato, pois mesmo não presenciando repercutiu como um constrangimento absurdo. O Sr. Paulo Allevato tinha um cargo de confiança, uma espécie de SUB do subsecretário, a matrícula dele era 20528-4 e ele era considerado por funcionários como uma pessoa arrogante. Por causa da influência e conhecimento dele com políticos ele passou depois a trabalhar na Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro. Embora conhecedores da discriminação que ocorreu os funcionários não quiseram depor ou testemunhar por causa da realidade de retaliações no trabalho.
Faiza Khálida paciente em tratamento na UDA de Psiquiatria FCM-HUPE/UERJ apresenta humor disfórico, hipopragmatismo e ideias de ruína. CID 10: F31.3 + F64.0. Em uso de Paroxetina 40 mg/dia e Torval 900 mg/dia. TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR. Dra. Paula Alves. from Ruim no Psicológico .por PRECONCEITO, BULLYING, INJUSTIÇA
Essa discriminação ocorreu no dia 13/10/2008. Eu deveria naquela época ter buscado uma reparação em dinheiro aos responsáveis e quem sabe usado o dinheiro da indenização em uma boa causa para fazer o bem ou mesmo para comprar os remédios inclusive antidepressivos que preciso tomar diariamente. Ou ainda para ajudar a pagar as passagens e a médica psiquiatra que me acompanhava. E quem sabe até para fazer psicoterapias. Infelizmente eu não tive condições de tomar as atitudes nessa época que eu deveria ter tomado. Não tive condições de ter buscado a plena reparação na Justiça desta situação de humilhação pública no banheiro da Prefeitura.
Registro de OCORRÊNCIA número 013474/0059/08 POLÍCIA CIVIL
PROCESSO : 2009.021.019545-5 1 JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL COMARCA DE DUQUE DE CAXIAS
Processo No 0019492-95.2009.8.19.0021
(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)
Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.
Jesus é o caminho.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.
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1- Meus 2 aparelhos portáteis que eu usava em meu trabalho de professora da rede municipal de Belford Roxo foram roubados ao mesmo tempo nas 2 escolas em que eu trabalhava e nem o registro disso foi feito.
2- Eu fui novamente ameaçada de morte no meu trabalho como professora da rede municipal de educação da Prefeitura de Belford Roxo.
3- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Exclusão e isolamento.
4- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.
5- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).
6- A falta de aceitação social, intolerância, maldade e preconceito me causavam sofrimento.
7- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.
8- Meu estado psicológico e mental era ignorado como se me ver mal e transtornada fosse justamente o que se desejasse.
9- Procuradores de Belford Roxo se recusavam a tomar conhecimento de que eu havia sido ameaçada de morte, trabalhava sobre pressão e sofria preconceito; e também a dar acesso a processo a advogada da Secretaria Estadual de Direitos Humanos.
10- O RELATÓRIO TÉCNICO APARECEU para ME chantagear e PARA ME AFASTAR DA ESCOLA MUNICIPAL. 8 supervisores da Secretaria de Educação de Belford Roxo analisaram o relatório. Depois, O RELATÓRIO SUMIU. Depois, O RELATÓRIO nunca EXISTIU na Secretaria de Educação de Belford Roxo. (processo 04/3149/03)
11- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos (PARTE 1).
12- Os problemas ocasionados pelo relatório técnico e procedimento administrativo decorrente nunca foram resolvidos. (PARTE 2)
13- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele.
14- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.
19/10/2008 (Marcelino): Sodomita do caralho deus já te condenou vem pro diabo ele que é bom você tem lugar especial ao lado dele, o demo vai enfiar uma piroca de fogo no seu rabo, gostosoooo!! Faíza aquela professora transexual uma traveca mediana morre from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
22/10/2008 (Marcelino): Sodomita vais queimar no fogo do inferno!uaahsaahuuaha ...olha sou a Faíza a primeira professor professora transexual do Brasil ora pindure uma melancia ou enfie um abacaxi na bunda e diga que é um galo de rinha huuashausausushaush from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
31/10/2008 (Marcelino): "... vou te insultar ... minhas palavras cortarão como a lâmina mais afiada transpassarão o fundo de sua alma farei-te sofrer como um cão abandonado pelo amo ... prepara-te para palavras muito piores!!! ... vou agora machucar ... from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
27/11/2007 - Só na PMBR (Prefeitura Municipal de Belford Roxo) até funcionário TRAVECO. só lá mesmo e não é recarque não seu TRAVESTI RIDÍCULO. - Insulto a professora transexual Faiza Khálida. Teresa- com relação a funcionária que você insiste em insultar from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
6/11/2008 -(funcionário Marcelino da Prefeitura de Belford Roxo): entrei na sacanagem e passei a sacanear ( a professora trans) de todas as formas e modos possíveis ... ele (inspetor Cromwell) me respondeu "é a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi!" from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
30/10/2008 Vou tratar essa cidadão cirurgicamente modificada com respeito visto que ela se queixou a comunidade gay de Belford Roxo e está querendo me processar o Triângulo Rosa de homofóbico quando o cidadão cirurgicamente modificado Faiza a Rosa Cálida from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
18 de nov de 2007 Perfil com foto da professora Faiza Khálida (Faíza) usando palavras constrangedoras sinto falta do seu pênis e do seu gel de suspirar no seu olvidinho cuzinho mais quentinho obrigada pelo prazer que me proporciona seu pênis é grosso from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
15- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.
16- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.
17- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.
18- Em processo administrativo de 2003 arquivado pela PROCURADORIA eu pedi socorro e registrei "que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo sintomas psiquiátricos pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica e psicológica ".
19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.
20- Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.
21- Após sentimento de longo calvário fui demitida em 2010 nas 2 matrículas e excluída do serviço público municipal.
13/03/2008 TRANSFOBIA Procuração eu Faiza Khálida nomeia e constitui Dra Olga Sueli Neme Rios sua procuradora OAB/RJ 52.724 ao qual recebe intimações na Superintendêcia de Direitos Humanos Pálacio Guanabara DEU NENHUMA PALAVRA NO PROCESSO QUE ME DEMITIU from Prof.ª Faiza Khálida da Prefeitura Municipal de Belford Roxo
22- Defesa dos inquéritos disciplinares e administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida (NUDIVERSIS - Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).
23- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.
24- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.
25- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.
26- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.
27- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.
28- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho na Prefeitura Municipal de Belford Roxo.
A Justiça é cega mas a injustiça podemos ver
Você não precisa ser trans para lutar contra a transfobia
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Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza
às
08:55
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