Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Todas as políticas públicas devem promover os direitos de todo ser humano, agindo nos princípios da democracia , cidadania e justiça social. A Lei. A Constituição Federal. Não cabem o preconceito, a intolerância e a discriminação em um Estado Democrático de Direito.
No Twitter, Silas Malafaia defende discurso de Fidelix
DISCURSO DE ÓDIO
A fala de Levy Fidelix contra os homossexuais foi classificada por diversas entidades, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como um discurso de ódio.
Fidelix fez uma associação entre homossexualidade e pedofilia, classificou a homossexualidade como algo "contagioso" e ainda categorizou os homossexuais como doentes mentais. Ele se recusou pedir desculpas para a comunidade LGBT.
CANDIDATOS CONDENARAM A INTOLERÂNCIA, DESRESPEITO E DISCRIMINAÇÃO DE LEVI FIDELIX
A candidata Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), classificou o discurso de Fidelix como "uma visão de completa intolerância com a diversidade social, cultural, que caracteriza o nosso País, com o respeito que se deve ter às pessoas, independente da condição social, cor e orientação sexual." Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), repudiou as declarações e classificou o episódio como "lamentável", além de defender que "todo tipo de discriminação é crime." Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou que "o Brasil já atingiu um patamar de civilidade suficientemente alto para não conviver mais com a discriminação que leve à violência" e disse que "a homofobia tem que ser criminalizada".
Levy Fidelix é condenado em R$ 25 mil por frase homofóbica em debate de 2014
Então candidato pelo PRTB, político afirmou que 'órgão excretor não reproduz' e associou homossexualidade à pedofilia e doenças mentais
ESTADÃO CONTEÚDO
São Paulo - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo manteve a condenação do presidente do PRTB, Levy Fidelix, foi multado por "prática de discriminação homofóbica". Fidelix deverá pagar R$ 25.070 por ter feito declarações homofóbicas durante debate das eleições de 2014.
A multa foi estipulada em 1.000 UFESPs. O valor da UFESP para o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017 é de R$ 25,07. A denúncia de discriminação homofóbica foi formulada pela Coordenação de Política para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo contra Levy Fidelix.
Durante o debate de 2014, a candidata Luciana Genro (PSOL) fez uma pergunta a Fidelix sobre suas políticas para a defesa dos direitos da chamada comunidade LGBT, de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, no caso de ser eleito. Na resposta, o candidato do PRTB associou a homossexualidade à pedofilia e a doenças mentais e fez uma espécie de conclamação da maioria para um "enfrentamento" da minoria sexual.
"Aparelho excretor não reproduz", disse Fidelix. "Como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar - fez muito bem - do Vaticano um pedófilo."
Mais à frente, afirmou: "Então, gente, vamos ter coragem. Nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer 'sou pai, uma mãe, vovô', e o mais importante é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá."
Tatiana Lozano, gerente de supermercado, de 32 anos, confessou para a polícia que matou filho, Itaberli Lozano, de 17 anos, a facadas durante briga. O tio paterno do adolescente morto disse que ela não aceitava a homossexualidade do jovem. O corpo foi achado carbonizado em um canavial. O padrastro, o tratorista Alex Pereira, de 30 anos, disse que levou o corpo até o canavial onde foi incendiado.
Facas usadas no crime e pulseira encontrada junto ao corpo foram apreendidas (Foto: Reprodução/EPTV)
Já havia a desconfiança sobre a mãe porque ela não quis prestar queixa. O rapaz morto era educado, trabalhava e haveria decidido ir morar com a avó paterna por discutir muito com a mãe em 27 de dezembro do ano passado. Dia 29 de dezembro, teria voltado para casa após receber uma ligação da mãe no celular, depois não foi mais visto.
Os pais contaram que levaram o corpo porque não queriam ficar com isso em casa.
Itaberli Lozano foi encontrado morto em canavial na Rodovia José Fregonezi (Foto: Reprodução/Facebook)
Mãe confessou à Polícia Civil ter matado o filho, Itaberlly Lozano, na madrugada do dia 29 de dezembro (Foto: Reprodução / Facebook)
HOMOFOBIA
JOVEM DISSE ANTES DE MORRER QUE FOI AGREDIDO PELA MÃE POR SER GAY
Em post no Facebook, adolescente diz que foi espancado pela mãe por ser gay (Foto: Reprodução/Facebook)
Dois dias antes de ser morto, o adolescente Itaberly Lozano de 17 anos, afirmou em uma postagem no Facebook que foi agredido pela mãe por ser homossexual. As imagens da publicação acabou sendo apagada depois, mas foram recuperadas por amigos do jovem e entregues ao Ministério Público.
O promotor acredita que foi a própria mãe, Tatiana, quem apagou a postagem quando ele foi assassinado, porque ela estava com o celular dele na madrugada do crime.
Na publicação, o adolescente relata que foi espancado pela mulher que chamava de mãe por ser gay e que Tatiana colocou uma renca de moleques para agredi-lo. Lozano diz ainda que foi para a casa de amigos em Franca (SP) para fugir das ameaças.
Em depoimento, a mãe contou que havia aliciado dois jovens para darem um corretivo no filho. Um dos rapazes confessou ter espancado Lozano. Uma testemunha afirmou que ambos espancaram e enforcaram a vítima. Em seguida, a mãe esfaqueou o próprio filho.
O promotor Wanderley Trindade afirmou que denunciará a gerente de supermecado Tatiana Lozano Pereira, de 32 anos, por crime de homofobia.
Um jovem gay de 15 anos denunciou uma escola particular da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Bruno Oliveira relatou que a coordenação da unidade Campo Grande II do Colégio Elite pediu que ele mantivesse uma distância segura de outro amigo que também é homossexual.
O estudante contou que começou a ser repreendido pela escola no ano passado após dar um selinho no colega quando ambos foram levados para a coordenação:
"Era fim do ano letivo, estava todo mundo já mais tranquilo com o término das atividades escolares. Nós sentamos no meio da sala de estudos. Tinha mais gente por lá, inclusive um casal hétero logo atrás de nós se beijando. Eu e esse meu amigo demos um selinho. Um selinho, repito. Apareceu uma funcionária da escola e levou a gente para a coordenação. Disse que a gente não podia fazer aquilo".
Após o caso, o aluno contou que a escola passou a vigiá-lo e diante da aproximação com outro estudante do mesmo sexo acabava parando na diretoria.
"Mês passado eu estava na porta da escola com uma amiga e outro amigo chegou. Nos cumprimentamos com um abraço, sentamos em roda e ficamos conversando. Uma funcionária da coordenação foi lá na roda chamar eu e esse amigo para ir na sala dela. Chegamos lá e a diretora foi convocada a participar da reunião. O motivo era que alguns pais estavam reclamando que a gente estava se beijando na frente da escola. A gente tinha dado um abraço."
_A gente sai de casa para estudar e chega no lugar e sofre isso. Pintei o cabelo de rosa, mas com tudo isso perdi a vontade e queria até mudar de cor. Depois que pintei o cabelo tudo ficou pior, me sinto bastante perseguido. Chegou no limite.
Bruno contou que foi acusado pela escola de ter xingado o pai de um aluno. A mãe de Bruno contou que Bruno sequer estava na porta do colégio quando o xingamento teria ocorrido.
Mãe de Bruno, Maria Emília de Oliveira contou que ano passado ligaram para ela dizendo que o Bruno tinha beijado um amigo na escola e eu perguntei: Qual é o problema? Disseram que eu tinha que conversar com ele para saber sobre a sexualidade dele, sobre a opção sexual, usaram esse termo. Passou um ano e começaram as perseguições - diz Maria Emília.
A atitude da escola em relação ao aluno que é gay está repercutindo no facebook.
Silas Malafaia acredita que a maçonaria não é para os crentes, para as pessoas que têm Jesus e que são da Luz e também não concorda que um cristão pertença a maçonaria. Mas ele não ousa pregar o que ele acredita porque ele teme perder o seu programa na TV. Será que ele é tão santo assim quando demonstra coragem e destemor para atacar os gays na TV?
Segundo Silas Malafaia para quem é luz a maçonaria não presta. O que então estão fazendo os pastores que estão na maçonaria lá dentro? Se o Silas Malafaia sabe desses pastores que estão lá na maçonaria, então porque o Pastor Silas Malafaia se cala diante dessa realidade de tantos pastores, bispos envolvidos com a maçonaria? Por que ele não alerta esses pastores, não fala a realidade, a verdade e o nome dessas pessoas envolvidas com o oculto? Por que o Pastor Silas Malafaia não faz pregação contra a maçonaria? Por que o Pastor Silas Malafaia não alerta os seus irmãos sobre esse perigo?
Ele disse que ele não é louco de falar sobre a maçonaria porque se falar vai perder seus privilégios e inclusive o seu horário na TV. Ele é um OMISSO diante dessa realidade da qual VIVEM esses pastores.
Não estaria o Silas Malafaia preocupado com a alma desses pastores?
Ele é capaz de permitir que os seus irmão vão para o inferno, segundo a sua visão, do que perder o seu privilégio na televisão.
Por que ele teme os homens que podem só fazer mal ao corpo? Ele não é tão santo assim.
Silas Malafaia pediu a permanência do Presidente da Câmara Eduardo Cunha que foi denunciado na operação Lava Jato como receptor de 5 milhões de reais em propina
Jesus não estaria em uma "Marcha para Jesus" com um Defensor da Pena de Morte
Pastor Silas Malafaia sempre falou bem e pedia voto para o Crivela. Depois passou a fazer vídeo para falar mal do Crivela de quem sempre falou bem antes
Mestre em Genética prova as coisas erradas que Pastor Silas Malafaia fala sobre orientação sexual
Existe uma contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual e da identidade de gênero. Há mais de 90 estudos, mais de 90 fontes na genéticas.
São conhecidas 1500 espécies de animais que manifestam comportamento homossexual.
O Ex- padre João Marcos Porto Maciel responde processo criminal por estupro de vulnerável e posse irregular de arma de fogo (ele tinha o registro de duas espingardas apreendidas no mosteiro onde vivia, mas eles estavam vencidos).
Em fevereiro deste ano, também foi indiciado pelo delegado Fabrício de Santis Conceição por curandeirismo e estelionato.
Ele ainda responde a outro processo por racismo contra um funcionário, negro, de uma madeireira da cidade.
O Ex-padre atuava no município de Caçapava do Sul. Ele é conhecido como Dom Marcos de Santa Helena. Foi preso em 9 de dezembro de 2014 por estupro de adolescentes desde 1961. Foi membro das Igrejas Católica e Anglicana, e, atuava em um monastério da Igreja Veterodoxa antes de ser preso.
2 Jovens e 4 Homens afirmaram ter sido vítimas do religioso , que, fazia carícias, beijava os meninos na boca e os obrigava a praticar sexo oral e, em alguns casos, anal.
Os 2 garotos, hoje com 17 e 18 anos sofreram abusos em forma de carícias, beijos na boca e masturbação. Tinham menos de 14 anos, um deles era órfão.
O violoncelista Alexandre Diel, 42, de São Leopoldo, também relatou à polícia ter sido vítima na juventude, ao participar de um coral dirigido por Dom Marcos.
Um agricultor de 61 anos, em Santana da Boa Vista, contou que foi abusado há mais de 50 anos, entre 1961 e 1964, quando tinha entre 8 e 11 anos. Era coroinha da Igreja e queria aprender a tocar flauta com o irmão João, então nome usado por Dom Marcos que ainda não era padre. Hoje é casado, mas, disse chorando, que até os 30 anos, não teve coragem de se relacionar com uma mulher.
Uma empregada doméstica de um homem que tem hoje 42 anos, que foi aluno de Dom Marcos, e está internado em uma clínica psiquiátrica relatou em depoimento que o homem foi dopado e violentado pelo religioso.
O livro Sem medo de falar - Relato de uma vítima de pedofilia, do empresário Marcelo Ribeiro, 49 anos, contou em detalhes, os abusos que sofreu dos 12 aos 15 anos.
O delegado contou que todas as pessoas que não se conhecem relataram a mesma conduta, com assédio à noite, no quarto do suspeito ou da vítima.
O livro "Sem Medo de Falar _ Relato de Uma Vítima de Pedofilia" do empresário Marcelo Ribeiro, 49 anos, conta em detalhes como foram os abusos sexuais que sofreu dos 12 aos 15 anos. O assédio começou aos 9 anos quando participava de um coral da Igreja Católica da Cidade de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
"Tudo começou em uma viagem, quando eu acordei com ele na minha cama. Eu já tinha uma obediência total por ele, ele era o nosso maestro" ... "Não havia desejo, era obediência. Ele já havia me beijado escondido várias vezes quando fizemos sexo pela primeira vez, na casa paroquial. O maestro dizia que a nossa história era de amor".
Um violoncelista contou que também foi vítima do ex-padre.
Ex-padre cobrava entre R$ 100 e R$ 500 por rituais pela internet
Em depoimento ao delegado Dom Marcos contou que realizava exorcismos, e conseguia tirar o demônio do corpo das pessoas.
Dois monges revelaram ao delegado que o ex-padre João Marcos Porto Maciel, mais conhecido como Dom Marcos de Santa Helena, fazia atendimentos de parapsicologia à distância e recebia entre R$ 100 e R$ 500 pelo serviço.
Dom Marcos cobrava por rezas que eram uma espécie de exorcismo do demônio. Essa prática ocorria com frequência e era uma das principais fontes de renda da Ordem de Santa Cecília, fundada por Dom Marcos e ligada à Igreja Veterodoxa.
No dia da prisão, foram apreendidos R$ 6 mil, além de 400 dólares no local. Isso pode explicar a origem do dinheiro.
O Ex-padre foi excomungado da Igreja Católica em 2009 por apostasia (afastar-se da doutrina) e expulso da Anglicana em 2011 por "alta traição e atitudes sorrateiras".
O Padre católico Gino Flaim, de 75 anos, da Diocese da Cidade de Trento, afirmou que as crianças eram em parte responsáveis pelos casos de pedofilia envolvendo religiosos. Ele disse que compreende alguns padres que cometem o crime.
"Infelizmente, há crianças que procuram afeto, porque eles não têm em casa e se encontram algum padre, este pode cair em tentação. Eu entendo isso", disse o padre em entrevista ao canal italiano "La7". Perguntado se as crianças eram em parte responsáveis pelos casos de pedofilia, Flaim respondeu: "Em muitos casos, sim".
Nos últimos 15 anos, a Igreja Católica Romana tem sido abalada por escândalos sexuais envolvendo sacerdotes. A instituição foi duramente criticada por não excomungar os religiosos que cometeram esse tipo de crime.
Italiano entende a pedofilia, mas não os gays
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-10-06/padre-e-afastado-apos-dizer-que-entende-pedofilia-mas-nao-os-gays.html O Padre Gino Flaim é colaborador na Igreja San Pio X, em Trento.
PADRE GINO FLAIM ATACOU HOMOSSEXUALIDADE, MAS DEFENDEU PEDOFILIA
Em outra declaração o Padre classificou a homossexualidade como uma doença e disse que a Igreja é uma comunidade de pecadores. O Padre Gino Flaim disse que está acostumado a lidar com essas situações.
Em
2011, após alguma melhora do quadro alucinatório e psicótico, eu fui orientada por uma pessoa da minha família, que também se abatia com o meu sofrimento e transtorno mental, a buscar ajuda do "Programa Rio sem
Homofobia" do governo do estado do Rio de Janeiro onde eu fiquei ciente
que havia sido demitida através de contato por telefone da advogada com um
funcionário de cargo elevado da secretaria de educação de Belford Roxo. O funcionário da secretaria de educação de Belford Roxo disse para a advogada do programa "Rio sem homofobia" que eu era uma excelente professora. Chegando em casa, eu mesma
liguei a ele e ele me disse que já era para eu ter voltado a trabalhar lá
no município de Belford Roxo porque eu havia sofrido PRECONCEITO. Ele me passou os números dos
processos e das Portarias publicadas que se referiam a minha demissão.
Ele também informou a data em que essas portarias foram publicadas.
Eu
superei o pavor também psicótico que antes eu tinha de ir a Belford Roxo e também à Prefeitura do município e
lá dentro no protocolo da Prefeitura eu pedi que fosse aberto um
processo (04/2006/2011) e (04/3380/2011). Eu informei as minhas matrículas, números dos processos,
portarias e data de demissão que o funcionário de cargo elevado da secretaria de educação de Belford Roxo havia me informado. Eu
apresentei o laudo médico psiquiátrico da doutora e receitas médicas.
Informei os telefones da médica, CRM, CPF e o endereço onde a doutora psiquiatra atende. Apresentei o período coberto pelo quadro de doença. Além da
doença incapacitante, eu informei sobre os problemas sociais, de estresse
e de rejeição relacionados a minha condição de gênero (transexual) em
meu trabalho.
Esse meu processo foi enviado à Procuradora
Municipal Débora Fernandes C. Pinto (matrícula 80/28.585) para que ela
decidisse. Tecnicamente ele foi chamado de Pedido de Readmissão pela
procuradora municipal. A Dr.ª Débora não atendeu ao meu pedido em
09/08/2011. Não comentou sobre o laudo médico apresentado por mim. Não se
pronunciou em averiguar com a médica por telefone ou em fazer qualquer outro contato sobre
o meu quadro psiquiátrico. Não fez nenhuma referência aos problemas
sociais que eu havia relatado sobre o meu trabalho relacionados a
transexualidade. A Procuradora foi curta e grossa como dizem as pessoas
no popular.
Quando eu li o que a Procuradora Débora havia escrito
eu achei que ela não tinha lido o que eu apresentei no processo porque
ela ignorou simplesmente. Não deu um parecer sobre o que eu havia apresentado. Simplesmente decidiu negando o meu pedido. Então eu novamente
repeti que não tinha condições para trabalhar devido a doença
incapacitante e que só depois eu pude dar entrada naquele processo
informando a minha condição de saúde após longo período de tratamento e
uso de remédios.
Essa pessoa da minha família, muito atingida com a minha situação, soube da decisão
injusta e insensível da procuradora Débora. Essa pessoa chegou até a
elaborar uma carta e me pediu que eu a anexasse ao processo
para atingir o coração dessa criatura. Essa pessoa da minha família sofria
muito com o meu sofrimento, chorava por minha causa e queria me tirar
daquela realidade de depressão, alucinação e transtorno bipolar.
Nesta
carta a pessoa da minha família relatou que eu tive o transtorno bipolar incapacitante.
Não podia ficar sem os remédios. Tinha de tomar os remédios na medida e
na hora certa. Informou que esta doença vinha se somatizando desde a
primeira escola municipal de Belford Roxo em que eu trabalhei. Afirmou que eu sofri
homofobia, desrespeito, humilhação, ameaça de morte, ameaça de ser
arruinada profissionalmente, zombarias, injúrias e constrangimentos.
Relatou que devido a isso eu entrei em profunda depressão, estresse,
traumas, fobias, desequilíbrio emocional e profundo isolamento. Informou
que o meu estado mental somente foi "restabelecido" naquele ano.
Eu
ainda relatei para a Procuradora Municipal Débora que eu estava também na
condição de transexualidade, que eu fazia uso de medicamentos,
procedimentos que alteravam e mexiam no meu estado mental. Eu vinha
sentindo a homofobia no meu trabalho desde antes de 2003 quando eu estive
na urgência do centro psiquiátrico do Rio de Janeiro com vontade de me
matar, muito agressiva, chorando com facilidade e daí, começei a fazer uso
de remédios psiquiátricos para conseguir trabalhar. Relatei que isso constou de vários processos
administrativos da época.
Eu informei não apenas o uso diário de remédios, mas
também a depressão que eu sentia com a discriminação, a rejeição no meio
profissional. Falei que trabalhava sendo ofendida de viado, tomava
banho de terra na escola, ficava perturbada, sentia tristeza, não
conseguia tirar essas coisas da cabeça. Citei que trabalhei como professora
tapa-buraco, ouvia que eu tinha que sair da escola porque eu era
transexual e essas condenações vinham também através de relatórios,
ocorrência, processo. Falei que eu não conseguia nem trabalhar, nem me
defender mais porque estava me sentindo muito perseguida e totalmente
doente. Declarei que eu já havia procurado o Procurador-Geral, mas ele não
quis tomar conhecimento do que eu passava. Disse que o último secretário
de educação William Campos não me recebia nem respondia os meus relatos
que eu enviava para ele.
A advogada e um psicólogo do projeto Rio sem Homofobia me levaram até a Procuradoria Municipal de Belford Roxo para expor a minha situação e o que havia ocorrido. Nesse momento, eu já estava sendo assistida psicologicamente também pelo projeto. O próprio psicólogo que me atendia regularmente conversou pessoalmente com procuradores da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.
O Processo novamente retornou para a
decisão da procuradora municipal Débora Fernandes C. Pinto. Desta vez,
ela foi ainda mais curta e grossa como dizem no popular.
Simplesmente negou novamente o meu pedido em 29/08/2011.
Eu procurei uma
resposta por que motivo poderia uma pessoa agir assim com tanta falta de
sensibilidade com relação a aquilo que eu passei, perante uma vida de
trabalho com doença, usando remédio, passando preconceito. Não seria ela
também um ser humano que pudesse estar doente?
Segundo me
informaram a Procuradora Municipal Débora Fernandes C. Pinto que decidiu
por 2 vezes manter a minha demissão nos meus 2 empregos na Prefeitura
Municipal de Belford Roxo é evangélica, crente. Muitos crentes e também católicos têm uma
opinião fundamentalista religiosa. Eles acreditam que Jesus Cristo e a
Bíblia condenam as pessoas transexuais, travestis, lésbicas, transgêneras, homossexuais e todos os LGBTs. Eu me senti infelizmente
condenada pela Procuradora Municipal na sua decisão de me manter
excluída do serviço público municipal. Ela sabia que eu estava em tratamento de
saúde, estava sob acompanhamento médico e como funcionária pública eu
tinha todo o direito de ter reconhecido o período em que me apresentava comprometida em meu estado psicológico e mental.
Na
minha caminhada de professora em escolas municipais eu recebia a
condenação de pessoas religiosas. Eram pessoas que se diziam ser da
Igreja Católica e crentes da igreja evangélica. O discurso era o mesmo:
que a Bíblia ou Deus me condenava pelo motivo de eu ser homossexual, travesti ou
transexual. Era sempre uma situação constrangedora porque as pessoas se
colocavam no lugar de juízes e me colocavam no lugar de réu, de eu estar
sendo julgada para sofrer alguma punição.
Me foi dito que a Dr.ª Débora é da
Igreja Evangélica e tem orgulho de ser cristã. Ser cristã é muito mais
que proferir palavras vazias e louvores intensos. É agir verdadeiramente
através de suas atitudes de amor a Deus na pessoa do próximo. O próximo é
aquele que ninguém ama muitas vezes.
Eu acredito no evangelho, eu acredito em Jesus,
mas eu não acredito nas pessoas evangélicas que não vivem o Evangelho. A
Dr.ª Débora me fez lembrar essas pessoas que amam entoar louvores a
Deus, mas não se decidem em favor do próximo que é aquele que precisa
de ajuda, de socorro, de solidariedade, de uma palavra amiga, de uma palavra de conforto em momento de
dificuldade, de situação extrema, de exclusão social, de acepção de pessoas, de desrespeito, de isolamento, de transtorno, de doença. Pessoas assim, se condenam quando condenam o semelhante
porque falta amor em suas atitudes.
Existem muito evangélicos que
seguem os ensinamentos de pastores, passam horas se dedicando a leitura
da Bíblia, mas é uma perda de tempo se eles não têm amor. O amor é a
caridade com o próximo. Segundo me informaram a Dr.ª Débora dizia ser louca
por Jesus. Eu acho que alguém que quer seguir realmente a Jesus deveria
amar o seu próximo como ama a si mesmo. Eu penso que ela como
procuradora, funcionária pública não gostaria de ficar desempregada, sem
os seus vencimentos e ainda precisando recuperar a sua saúde.
As
pessoas que são evangélicas e desfazem de seus semelhantes que se
encontram em situações de preconceito, discriminação, homofobia, transfobia, isolamento ou
transtorno dentro da sociedade como eu me encontrava naquele contexto na
Prefeitura Municipal de Belford Roxo, talvez um dia, venham a ser
interrogadas por Deus pelo que deixaram de fazer a Ele ou ao próximo enquanto
estiveram na terra. Talvez um dia essas pessoas perguntem a Deus após as
suas mortes: "quando deixamos de te dar o que comer na pessoa do próximo?", "quando não te
demos dignidade e cidadania na pessoa do próximo?", etc. Talvez Deus venha a falar para eles:
"quando negastes isso a quem estava oprimido, foi a Mim também que não
fizeste".
"Existem aqueles que não têm amor pelo ser humano".