Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Todas as políticas públicas devem promover os direitos de todo ser humano, agindo nos princípios da democracia , cidadania e justiça social. A Lei. A Constituição Federal. Não cabem o preconceito, a intolerância e a discriminação em um Estado Democrático de Direito.
Um vídeo muito compartilhado nas redes sociais, esta semana, mostra uma
pedagoga xingando e humilhando outra mulher, numa praia do Rio de
Janeiro. Eram ofensas racistas, que provocaram repulsa geral. A vítima
desse crime contou como a discussão começou.
MC BIEL ESTÁ ERRADO. A REPÓRTER NÃO ESTAVA LÁ PARA SER DESRESPEITADA. ESTAVA TRABALHANDO. TRANSFORMAR A VÍTIMA EM RÉ É COVARDIA. https://www.youtube.com/watch?v=FRdSkC1kYDM
MC BIEL SE ENVOLVEU EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. FOI EMBORA E NÃO PRESTOU SOCORRO
O cantor se envolveu em um acidente de trânsito em 7/6/2016 na cidade de Lorena, no interior de São Paulo. O carro de Biel teria, de acordo com a denúncia, fechado a moto da vítima. A motociclista teria caído ao tentar se desviar do veículo.
No depoimento prestado no começo da tarde desta quarta-feira (8), Biel admitiu que estava ao volante na hora do acidente. O cantor teria ido embora sem prestar socorro.
DEPUTADO JAIR BOLSONARO SE TORNA RÉU NO STF EM 21/06/2016 POR APOLOGIA AO CRIME E POR INJÚRIA.
Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Roberto Barroso votaram favor de que Bolsonaro se torne réu. Bolsonaro declarou: "Ela (Maria do Rosário) não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece". Dias depois da primeira declaração de Bolsonaro em que ele criticou Maria do Rosário, numa entrevista ao jornal “Zero Hora” ele justificou a fala. “Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, disse o deputado.
Desprezo por vítimas de estupro e ofensa a honra.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na terça-feira (21/06/2016) abrir duas ações penais contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Com a decisão, o deputado se torna réu na Corte pela suposta prática de apologia ao crime e por injúria. Ao analisar denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e queixa da própria deputada, a Primeira Turma da Corte entendeu, por quatro votos a um, que além de incitar a prática do estupro, Bolsonaro ofendeu a honra da colega. Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Roberto Barroso votaram favor de que Bolsonaro se torne réu.
A decisão de abrir a ação penal significa que Bolsonaro passa a ser considerado formalmente acusado no caso.
Voto do relator
Relator do caso, o ministro Luiz Fux argumentou que as falas de Bolsonaro representam desprezo pelas vítimas de estupro, no sentido de que teriam sido violentadas porque mereceriam. Em seu voto, ele também citou frases de apoiadores do deputado publicadas em redes sociais afirmando que estuprariam a deputada.
“A manifestação teve o potencial de incitar homens a vulnerar a fragilidade de outras mulheres […]. ‘Se ela merecesse, eu estupraria’. É o que está dito em suas palavras implicitamente. Então, deve haver merecimento para ser vítima de estupro. As palavras do parlamentar podem ser interpretadas no sentido de que uma mulher não merece ser estuprada se é feia. Estaria em posição de avaliar quando a mulher mereceria ser estuprada. Atribui às vítimas merecimento do sofrimento que lhe seja infligido”, afirmou.
Denúncia
A denúncia contra Bolsonaro por suposta apologia ao crime foi apresentada em dezembro de 2014 pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko. A acusação faz referência a declarações em plenário e ao jornal “Zero Hora” sobre a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
Caso condenado, Bolsonaro pode ser punido com pena de 3 a 6 meses de prisão, mais multa
Dias depois da primeira declaração de Bolsonaro em que ele criticou Maria do Rosário, numa entrevista ao jornal “Zero Hora” ele justificou a fala. “Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, disse o deputado.
Para Ela Wiecko, “ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”.
A vice-procuradora diz, ainda, que Bolsonaro “abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não serão vítimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal”, segundo informou a PGR.
Jair Bolsonaro leva cusparada em manifestação por dizer que não estuprava Maria do Rosário porque ela não merecia
O deputado federal Jair Bolsonaro foi hostilizado em Niterói por um grupo de manifestantes, quando tentava ir a um compromisso. Sob o grito de ‘estuprador, uma manifestante deu uma cusparada na janela do carro do deputado Além dele e do motorista, estava no carro Flavio Bolsonaro, que é o filho do parlamentar e também deputado federal.
Em 2014, dentro do plenário, Jair Bolsonaro disse a colega de Parlamento Maria do Rosario(PT-RS) que não estuprava a parlamentar porque ela "não merece".
DEFENSORES DA MORAL E DOS BONS COSTUMES NA CASA DO PASTOR CONDENADO POR ESTUPRO PELA JUSTIÇA
Muita hipocrisia! Pastor condenado pela justiça vai tirar foto com Jair Bolsonaro e Marco Feliciano.
Pastor
Marcos Pereira recebendo na sua casa os deputados Jair Bolsonaro, Marco
Feliciano (defensores da família tradicional) e prefeito de Nova Iguaçu
Nelson Bornier entre outros amigos.
FOTO 17 DE JANEIRO DE 2016. https://www.facebook.com/liberdadeediversidade/photos/a.403841166447137.1073741828.403369783160942/515049078659678/?type=3&theater https://www.facebook.com/pastormarcospereiraoficial/photos/a.429952553750997.98941.428715660541353/929718477107733/?type=3&theater http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/12/pastor-marcos-pereira-ganha-habeas-corpus-no-rio-na-vespera-do-natal.html http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/457424-PROJETO-AUMENTA-PENAS-E-CONDICIONA-LIBERDADE-DE-ESTUPRADOR-A-CASTRACAO-QUIMICA.html http://gq.globo.com/Prazeres/Poder/noticia/2014/09/jair-bolsonaro-o-lingua-solta.html
O Pastor Marcos Pereira da Silva estava preso desde o dia 8 de
maio de 2013 no Complexo Penitenciário de Gericinó em Bangu e é acusado
por pelo Ministério Público Estadual por 2 crimes de estupro e coação.
Ele foi colocado em liberdade dia 24 de dezembro através de um habeas
corpus. Ele foi condenado a 15 anos de prisão por estupro pela 2
(segunda) Vara Criminal de São João de Meriti na Baixada Fluminense. O
crime foi cometido no final de 2006 contra uma fiel da igreja. As
testemunhas disseram que o Pastor Marcos Pereira da Silva é uma pessoa
manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para
satisfazer seus instintos primitivos e de forma promíscua e utiliza a
boa fé das pessoas para enganá-las, disse a juíza Ana Helena Mota Lima
Vale na sentença.
A testemunha disse que tinha medo de ser morta por ele.
A
Polícia divulgou gravações do Pastor Marcos Pereira. Para a polícia o
material prova culpa dele. A Polícia disse que o Pastor promovia ORGIAS
SEXUAIS no apartamento de Copacabana avaliado em 8 milhões de reais.
O
Pastor líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias Marcos Pereira que
ficou preso e recebeu o Deputado Jair Bolsonaro em sua casa é acusado de
vários crimes, entre eles ESTUPRO e ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO DE DROGAS.
Luiz PauloUé... Mas bandido bom não é bandido morto?
João GuilhermeQue
lindo o Bolsonaro tirando foto com um pastor condenado por estrupo,
depois ele fala de projeto de castração química para estrupadores. #Hipocrisia
Alifer GuerreiroUe
o Bolsonojo não é favoravel a castração quimica de estupradores ? pq
nao castra o seu amigo tambem (que foi PRESO E CONDENADO PELA JUSTIÇA ?
Ah esqueci , a direita é hipocrita igual a esquerda.
A Justiça do Distrito Federal condenou o Deputado Federal Jair Bolsonaro a pagar indenização a Deputada Federal Maria do Rosário. Maria do Rosário teve a honra atacada. A deputada disse que daria o dinheiro para organização que combata a VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.
deputado Jair Bolsonaro foi condenado a indenizar Maria do Rosário
Em 2007 e 2008 eu fazia parte da Comunidade dos Funcionários Públicos da Prefeitura de Belford Roxo na antiga rede social chamada ORKUT. Nessa comunidade as pessoas faziam denúncias sobre irregularidades e outras coisas erradas que havia na Prefeitura Municipal de Belford Roxo também. Muitas denúncias eram anônimas porque existia medo dos funcionários públicos relatarem as práticas erradas que ocorriam e depois sofrerem as retaliações danosas como assédio moral, perseguições administrativas e arruinamento profissional. Eu lembro que havia um tópico onde se comentava sobre a prepotência da Secretária de Educação Maíses Rangel Suhett. Havia comentários denunciando os concursos trem da alegria de Belford Roxo citando os casos de políticos, vereadores, familiares e outras pessoas ligadas a políticos que foram efetivadas como funcionários públicos municipais dessa forma, etc.
Nesta comunidade dos funcionários públicos de Belford Roxo foram escritas também várias ofensas a mim. Eu fui chamada de galinha, diziam que por toda a minha vida eu havia dado o rabo, dado o cu (me desculpe o termo extremamente baixo, mas era nesse nível que me tratavam).
Diziam nessa comunidade que eu sou uma sodomita, uma pecadora, uma pessoa condenável a arder no fogo do inferno. Que este lugar estava reservado para mim.
Era muito doloroso ler tudo isso porque eu já não conseguia trabalhar adequadamente por estar doente. Eu estava psicologicamente frágil, abalada. Tentava usar os medicamentos, mas os medicamentos não estavam surtindo efeito.
Eu já tinha feito a minha cirurgia de redesignação sexual, já tinha feito a correção nos documentos. Mas era anunciado também nessa comunidade, por exemplo, que eu era homem.
Apesar de ter sido aceito a decisão judicial que determinava que todos os meus registros civis fossem retificados em relação ao prenome e ao sexo, a Prefeitura Municipal de Belford Roxo mantinha 21 processos meus com nome e sexo masculinos que eram acessados inclusive na secretaria de educação de Belford Roxo. Também na secretaria de educação foto com aparência masculina era pretexto para a disseminação de piadas homofóbicas e transfóbicas inclusive do diretor da escola em que eu lecionava.
Na SEMED, nome que era dado a secretaria municipal de educação de Belford Roxo, também comigo havia tratamento no masculino, me diziam o professor, o senhor professor. Eu me sentia desrespeitada com o tratamento dado a mim no gênero masculino. Na internet os comentários eram com a intenção realmente de me agredir mais ainda.
Era afirmado que eu era a sodomita número 1 do município de Belford Roxo. Que eu era um travesti ridículo, um FUNCIONÁRIO TRAVECO. Que iria queimar no fogo do inferno.
Querendo me agredir me chamavam de travesti ridículo. Um equívoco é uma pessoa pensar que uma travesti deve ser tratada no masculino. Outro equívoco é acreditar que uma travesti é um ser humano menor do que os outros. Mais outro equívoco era dizer que eu sou um travesti. Eu passava por um processo transexualizador. Quatro anos antes havia me submetido a uma cirurgia de transgenitalização. Certamente existem mulheres travestis que são lindas, inteligentes, talentosas, honestas, respeitáveis e dignas. Não devemos ter preconceitos com relação a identidade de gênero das pessoas. Os funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam, infelizmente, a identidade de gênero das pessoas travestis e transexuais quando as tratavam dessa forma constrangedora.
Uma destas pessoas que me ofendia na internet foi descoberta pela Delegacia de Crimes Virtuais que ficava próxima ao sambódromo no Centro do Rio de Janeiro. Ele se chama Marcelino Santos de Araújo (mat. 17994) e é funcionário público da Prefeitura Municipal de Belford Roxo. Trabalha na Secretaria de Administração e Serviços Públicos SEMASP em regime efetivo no cargo de eletricista de baixa tensão.
FOTO: Marcelino Santos de Araújo
(funcionário público da Prefeitura Municipal de Belford Roxo no cargo de eletricista de baixa tensão mat. 17994)
Esse servidor público municipal de Belford Roxo anunciava que eu me apresentava como uma prostituta, como alguém que estava querendo fazer sexo, que eu tinha passado toda a minha vida dando o rabo.
Além do preconceito, do deboche, dos escárnios, do bullying com as pessoas transexuais, as mulheres travestis, os homossexuais, as lésbicas, pessoas transgêneras, bissexuais, LGBTs. Existe ainda o preconceito com as profissionais do sexo chamadas de prostitutas. As profissionais do sexo também não são pessoas que devem ser discriminadas. Esse costume de submeter pessoas ao ridículo social por questões relacionadas a sexualidade não deveria acontecer. Isso é coisa de alguém que tem a mente preconceituosa.
O funcionário da Prefeitura de Belford Roxo Marcelino Santos de Araújo que escrevia essas barbaridades sobre mim na internet tinha durante esse período uma relação de intimidade dentro da Secretaria de Educação de Belford Roxo com o diretor José Carlos Neto Filho da escola Escola Municipal Jorge Ayres de Lima onde eu trabalhava.
FOTO: diretor José Carlos Neto Filho (mat. 11/05236)
Conforme eu declarei no processo 04/3977/2006 Fls 05, o diretor José Carlos Neto Filho já me fez passar por inúmeros constrangimentos sempre usando brincadeiras ridículas perante as pessoas debochando da minha SEXUALIDADE. Proibiu até onde pôde de assinar o meu NOME SOCIAL no registro de frequência da escola e inclusive me PROIBIA de trabalhar de SAIA ou VESTIDO utilizando roupa feminina. Debochava da foto em meus assentos funcionais que se encontrava na Secretaria Municipal de Educação. Eu precisava ser respeitada em meus direitos como pessoa e como funcionária pública.
Em uma conversa na Secretaria de Educação o funcionário Marcelino Santos de Araújo e o diretor José Carlos Neto Filho apontavam para mim e diziam alto que a minha presença na escola municipal Jorge Ayres de Lima era constrangedora, que a minha presença na escola era um problema.
Em outra afirmação falando sobre mim esse servidor municipal Marcelino disse que com jeitinho eu MORRO. Eu já estava muito apavorada, mal conseguia ir para a escola trabalhar depois que havia sido AMEAÇA DE MORTE dentro da escola.
Mesmo depois que Marcelino Santos de Araújo que fazia parte da comunidade dos funcionários públicos compareceu a Delegacia, ele escreveu na comunidade dos funcionários públicos de Belford Roxo dizendo que eu era o Sr. Fagundes Coutinho e um cidadão cirurgicamente modificado informando além do meu sobrenome, o endereço de onde moro em Xerém. Nem com a intervenção da polícia ele passou a me tratar com respeito, sem constrangimento. Não deixou de ser preconceituoso.
Nessa época eram criados perfis com o meu nome e as minhas fotos na rede social do ORKUT também. Vários alunos meus, vários funcionários de Belford Roxo interagiam e acessavam o ORKUT.
Um dos perfis que trazia minhas fotos tinha o nome "ROGER E ROGÉRIA". Trazendo fotos minhas de rosto e de corpo inteiro perfis se relacionavam com outros homens de forma extremamente vulgar, trocando mensagens de uma forma que depreciava a minha imagem. Os perfis traziam dados referindo-se a mim, como escolas onde trabalhei e local onde moro.
Uma das funcionárias públicas de Belford Roxo chegou a se manifestar indignada sobre essa falta de respeito comigo na rede social. Ela dizia que havia desrespeito total, que eu era sim uma PESSOA, não um "TRAVECO", que era para as pessoas me respeitarem.
A própria orientadora pedagógica da escola Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira) já tinha me falado que eu era transexual e que eu tinha que sair da escola por causa disso. Ela era mais uma das pessoas que afirmavam conhecer a Bíblia e saber que a Bíblia condenava a transexualidade. Essa pedagoga chamada de Conceição dizia que a Bíblia me condenava, fazia reuniões com os pais dos alunos para tratar da minha saída da escola municipal, induzindo que os pais assinassem abaixo-assinado para me retirar da escola. Quando ela não conseguia elaborar um documento feito ou endossado pelos pais dos meus alunos em uma tentativa, ela insistia em nova tentativa nesse seu objetivo.
FOTO: PEDAGOGA Maria da Conceição da Silva Pereira
Assim como a ORIENTADORA Conceição que dizia conhecer a Bíblia e que a Bíblia me condenava. Outros funcionários públicos da Prefeitura Municipal de Belford Roxo ligados a Igrejas evangélicas, protestantes e a Igreja católica também citavam a Bíblia, pregações de pastores e posições da igreja para justificar condenar o fato de eu ser uma professora, de eu ser aceita como uma professora. Várias citações bíblicas eram escritas na internet me condenando em referência a homossexualidade e a transexualidade.
Desde 2003 eu relatava para a equipe pedagógica da Secretaria de Educação de Belford Roxo que a escola era para mim um ambiente doentio, que eu não aguentava, que assim como eu, uma travesti, uma transexual ou um menino homossexual afeminado ou assumido seria apedrejado na escola como eu fui humilhada muitas vezes. (Processo 04/001497/03 Fls 03).
Eu relatava que devido a minha condição sexual me era dito que eu deveria ser perfeita se quisesse continuar tendo o meu emprego, ou seja, que não haveria tolerância comigo e compreensão. Que tudo que eu dizia era usado contra mim. (Processo 04/001497/03 Fls 03).
Desde 2003 eu relatava ao Consultor-geral Lorival Almeida de Oliveira (mat. 54739) que eu era chamada de VIADINHO dentro da escola no exercício da minha função, me sentia apavorada, tinha problemas emocionais, quase me suicidei e sofria perseguições no trabalho. (Processo 04/411/03).
FOTO: Lorival Almeida de Oliveira(mat 54739) Consultor-geral do Município de Belford Roxo
Desde 2003 eu declarava para a Procuradoria Geral do Município de Belford Roxo que estava sendo submetida a tratamento psiquiátrico e psicológico, me encontrava com muita dor de cabeça, muito agressiva, chorava com facilidade, tinha vontade de me matar e sentia tristeza apresentando o registro da emergência do Hospital Psiquiátrico e remédios que eu usava para conseguir trabalhar. Que a minha depressão só poderia ser curada quando solucionada a discriminação no trabalho.
Desde 2003 eu pedia providências pela DISCRIMINAÇÃO ao Procurador José Domingos Lucena (Presidente da CPIA Comissão Permanente de Inquérito Administrativo mat. 11/20972). Dizia a ele que eu ficava perturbada, fragilizada, desorientada, paranoica e com DEPRESSÃO com as pessoas que ficavam debochando da minha sexualidade. (Processo 04/2743/03 Fls 03).
Desde 2003 eu registrava que era vítima de perseguição homofóbica, citando o exemplo da professora Leila Bonine que se empenhava em me prejudicar dizendo que a Igreja Católica condena a homossexualidade e por ela ser muito católica que eu deveria ser CONDENADA. A professora Leila procurava alunos da escola para induzir que os mesmos relatassem afirmações que incriminasse a minha conduta em sala de aula aproveitando-se do meu estado de transtorno e fragilidade. Que eu dava aulas sendo chamada de VIADO, DISCRIMINADA, me jogavam terra. (Processo 04/2743/03 Fl 04)
Foto: professora Leila Bonine
A pressão social e os constrangimentos sofridos fizeram que eu apresentasse sintomas de DEPRESSÃO relatados pela psiquiatria de um HOSPITAL público estadual conforme relatório do Serviço Social.
Mesmo após ser submetida ao procedimento cirúrgico que corrigiu a minha genitália em 2004 e a decisão judicial determinando a retificação civil de nome e sexo em 2005 eu apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com alunos na atividade de professora, insônia, ansiedade, cefaleias frequentes e dificuldades para cumprir minhas tarefas no trabalho motivo pelo qual continuaram a me ser prescritos medicamentos psicotrópicos conforme declarações médicas.
Ao retornar ao trabalho após a cirurgia eu sentia uma intensificação do preconceito e da discriminação que já sofria antes da cirurgia. Eu me sentia perseguida, sem condições de realizar minhas tarefas a contento. Havia perseguição de parte de colegas de trabalho.