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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A professora transexual Thalia foi avisada pela Vice-diretora da Escola Municipal Mateus Viana em Caiacó, onde ela trabalha, de que a Secretária Municipal de Educação marcou uma reunião com ela para tratar sobretudo do beijo que a professora deu em seu namorado.

A professora Thalia Agnys publicou em seu Facebook uma foto beijando o seu namorado em um dia de feriado,  no dia 2 de novembro, em Natal.
No dia 5 de novembro a professora Thalia Agnys, que é uma mulher TRANSEXUAL, foi informada pela vice-diretora onde ela trabalha, na Escola Municipal Mateus Viana que funciona no Bairro João XXXIII,  de que a Secretária Municipal de Educação marcou uma reunião com ela , na segunda-feira seguinte, dois dias úteis depois, para tratar, sobretudo do beijo que a professora deu em seu namorado e postou no Facebook. O outro assunto seria o tratamento que a professora dispensaria aos seus alunos.

Esta Reunião aconteceu na segunda-feira, dia 09/11/2015, no Centro Administrativo. Estiveram nesta reunião além da professora Thalia e uma amiga, a  Sra. Secretária de Educação, 3 Pedagogas, a diretora e a vice-diretora da escola.

Esse evento causou um enorme desgaste emocional à professora transgênera que luta diariamente para ser quem ela é.

O beijo da professora não aconteceu na escola, não foi em sala de aula ou em seu trabalho. Não há nada demais na demonstração de carinho da professora.

A professora não infringiu nenhuma lei ao postar essa foto em seu Facebook porque beijar não é crime. Não há crime em demonstrar carinho e afeto em público.  As pessoas precisam se conscientizar de que não é um crime uma mulher transexual beijar o seu namorado. Que ninguém deve ter vergonha, nem medo de ser o que se é.

Em um mundo tão carente de afeição, amar parece , nesse caso ser um crime. Uma transexual é gente. Pode amar e ser amada sem medo de ser feliz.

Uma foto no Facebook em que uma professora demonstra amor por intermédio de um beijo não deveria escandalizar uma cidade ou ninguém desta cidade. Talvez o que deveria escandalizar a cidade ou alguém desta cidade fosse a situação que a Educação vem sendo tratada, com escolas sem condições de trabalho. O escândalo é o preconceito, a hipocrisia, a intolerância e o ódio.

Dizem que a cidade de Caiacó é muito avançada, mas ela precisa deixar de ser preconceituosa com a comunidade LGBT.

Esse episódio terminou em protesto nas ruas de Caicó e chamou a atenção da sociedade, da imprensa.
Em entrevista para a radialista Suerda Medeiros, na Rádio Caiacó AM, em 10/11/2015, a professora Thalia contou que no caso dela há a discriminação, sempre há o olhar diferente na relação professor-aluno por alguns.


ASSÉDIO MORAL E TRANSFOBIA DA DIREÇÃO DA ESCOLA
Márcia Araújo é de Caiacó e faz parte do Coletivo ReExistências. Ela contou que a professora Thalia Agnys foi vítima de assédio moral e transfobia por parte da direção da escola.


DÁVILA MEDEIROS , EX-PROFESSORA TRANSEXUAL, TAMBÉM FOI VÍTIMA DA TRANSFOBIA

A ex-professora Dávila Medeiros também já foi vítima da transfobia. Ela trabalhou cinco anos na Educação e ela tem plena consciência de que foi tirada da Educação desde os instantes em que ela começou a usar roupas femininas. Segundo a ex-professora Dávila Medeiros a sociedade condena e julga  tanto as transexuais que trabalham como professora , como as transexuais que trabalham como stripper ou na prostituição.


MAYTE PRADOCAMPOS TEVE QUE ABRIR MÃO DO SEU GRANDE SONHO

Mayte Pradocampos  também já foi professora. Quando ela lecionava, o grande problema era com os pais das crianças que não admitiam que os filhos deles a chamassem de professora. Ela ficou muito triste nessa fase de sua vida porque ser professora era o seu grande sonho. Ela teve que abrir mão de lecionar e buscar outra atividade para viver.



A PRÁTICA SISTEMÁTICA E TRANSFÓBICA DO PRECONCEITO CONTRA PROFESSORAS TRANSEXUAIS. Luíza Coppieters, Camila Godoi, Vitória Bacon, Laysa Carolina Machado, Sangita, Nicolly Bueno, "Natiely", Dávila Medeiros, Mayte Pradocampos, Herbe de Sousa, Thalia Agnys e Faiza Khálida foram algumas dessas professoras 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU, PROFESSORA FAIZA KHÁLIDA, MATRÍCULAS 5508 E 14725, ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.

Quando eu fiz a minha cirurgia de redesignação sexual em 2004, eu me preocupei em não me ausentar das escolas em que eu estava lotada. Por isso eu só viajei por minha conta e risco após o fim dos meus compromissos profissionais, do preenchimento dos diários de classe e da última reunião deste ano que foi realizada por volta do dia 22 de dezembro. No dia 23, eu viajava e no dia 24 eu chegava a Tailândia para realizar o procedimento cirúrgico que foi definitivo em minha vida.



Eu tive de tomar todas as providências práticas para a viagem sozinha e eu fui sozinha fazer esta operação. Eu tinha todos os medos possíveis. Nunca tinha feito uma viagem de avião. Nunca tinha estado em um lugar fora do Brasil. Precisava realizar pagamentos e transferências de grandes quantias. Foi um ano em que eu ouvia das pessoas no meu trabalho que esta cirurgia daria errado, me tiraria o prazer sexual, que eu nunca seria uma mulher porque nunca teria um útero, que eu nunca poderia ser mãe, que as pessoas nunca aceitariam o que eu iria fazer, que eu deveria mudar de emprego, que eu deveria recomeçar a minha vida em um lugar onde as pessoas não me conhecessem antes devido ao preconceito, etc.



Nenhuma brasileira havia se operado antes com o Dr. Kamol Panristum. Eu fui a primeira brasileira a realizar com ele a cirurgia de redesignação sexual, chamada de CRS ou SRS (cirurgia de redesignação sexual). Havia 4 cirurgiões tailandeses confiáveis, mas para mim era ele ou outro cirurgião tailandês 3 vezes mais caro e com muito mais prestígio na época. Se eu tivesse ído me operar com o outro com mais prestígio e mais caro provavelmente não estivesse viva porque o tsunami invadia a Tailândia no momento em que eu realizava a minha cirurgia.



Eu não tive nenhum apoio financeiro para pagar as despesas.  Ninguém também me fez companhia nessa viagem. Desde o momento em que eu saí de casa no final do ano em 2004 eu estava por minha conta e risco.




Os quatro últimos meses de 2004 também foram muito complicados. O médico cirurgião exigiu que eu suspendesse o uso de todos os remédios que eu tomava. Eu usava antidepressivo e calmante inibidor do sistema nervoso para trabalhar desde o ano anterior. Para mim a decisão pela realização da cirurgia transgenital foi de muito sofrimento porque as pessoas com que eu tinha referência eram contra a realização desta cirurgia e outras me diziam que tudo daria errado. Além do mais, foi um procedimento definitivo, sem volta, retorno ou oportunidade de reversão caso houvesse arrependimento.



Para sair do Brasil eu cheguei inclusive a brigar muito feio e chegar às vias da agressão física com pessoas que eu gostava e que eram muito importantes na minha vida, porque eu estava sendo impedida de sair para a viagem no momento da partida.

Eu nunca tive a intenção em ser uma funcionária pública faltosa, ter um número de faltas acima do que era tolerado ou abandonar o meu trabalho, tanto que eu viajei no meu primeiro dia de férias em 2004 para realizar esta cirurgia transexual e retornei ao trabalho no primeiro dia de trabalho do ano, no primeiro dia útil de fevereiro na Escola Municipal Edson Santos e na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, embora ainda prejudicada fisicamente, mas me forçando a subir a rampa da escola e a trabalhar.



Após a realização da cirurgia, eu me sentia ainda mais profundamente atingida também por ser tratada como professor, de forma masculina e por continuar a ser obrigada a usar um nome de homem. Após anunciar que deveria ser tratada por todos pelo meu nome social e como uma mulher professora, eu fui devolvida novamente, desta vez da Escola Municipal Edson Santos em uma matrícula. Na escola municipal Jorge Ayres de Lima, eu era proibida de trabalhar usando saia ou vestido pela direção. Era comentado publicamente que era absurdo ter contato com alunos alguém que seria um homem barbado usando vestido. Os embates diários, desgastantes e constantes pela minha aceitação social e pelo respeito a minha presença enquanto funcionária pública docente permaneciam.



O ano de 2005 também foi de muito constrangimento. Eu não podia assinar o ponto da escola municipal Jorge Ayres de Lima e os diários de classe das turmas em que eu trabalhava com o meu nome real, antes social, e já retificado pela Justiça. Era muito constrangedor para mim eu ser obrigada a assinar o nome de homem nos documentos da Prefeitura e da escola. Antes, nem diários, horário e turmas determinadas eu tinha, trabalhava sem ter como planejar as atividades, sem saber com quais alunos teria de trabalhar e lecionando disciplinas escolares fora da minha competência e formação numa situação de regência humilhante.


Eu tive um desgaste emocional muito grande nessa busca diária pela correção do meu nome e sexo nos meus documentos. Concomitante as atividades profissionais eram ídas a Defensoria Pública no centro do Rio de Janeiro, ídas ao cartório que ficava muito distante do outro lado da cidade, procura por médico especialista em sexualidade humana adequado a fornecer laudo da rede pública de condição transexual, realização detalhada de perícia médica no órgão genital no instituto médico legal com médico legista, acompanhamento e exigências de processo. Muita gente me dizia que eu nunca ía ter uma vagina, que o que eu tinha era um órgão sexual morto, mutilado, que eu era um aberração da natureza. Quando finalmente saiu a decisão, a luta e o desgaste continuavam nos diversos órgãos públicos enfrentando agora as dificuldades, as estranhezas, a ignorância, o preconceito e  a transfobia para fazer cumprir a ordem judicial pela correção nos meus documentos dos registros que me constrangiam.




De posse dos protocolos, eu acompanhava prazos e andamentos até a entrega dos novos documentos. Eu já havia comunicado em processo administrativo a ordem judicial pela alteração de nome para Faiza Khálida e do sexo para feminino em todos os meus documentos e registros que faziam parte da Prefeitura Municipal de Belford Roxo referentes a mim.



Eu estava em um processo que passava pela realização da cirurgia de sexo que é uma das vivências desse processo transexualizador. Tudo isso é uma questão de saúde. É um direito que eu tinha ter a minha dignidade realizada como ser humano. Eu precisava ser respeitada e feliz. Em busca disso eu estava tirando de mim forças que eu não tinha, me machucando muito através da exposição pública de toda a minha intimidade com a falta de conhecimento e respeito das pessoas.



Essa falta de conhecimento do poder público, a falta de capacitação e preparo dos agentes públicos em lidar com a minha transexualidade, a falta de uma assistência social por parte da Prefeitura Municipal de Belford Roxo na época que pudesse reconhecer a minha necessidade de ter uma avaliação e um apoio psicológico e social no meu trabalho me prejudicou bastante. Em tudo o que me acontecia no meu trabalho de professora da rede municipal belforroxense, não era conhecida, nos documentos e relatórios administrativos, essa realidade que eu enfrentava com todos os medos, os embates, as incertezas, as discriminações, os constrangimentos, os prejuízos emocionais e psicológicos dessa caminhada.



No ano de 2004 quando eu fiz a operação de harmonização sexual, a questão do preconceito, homofobia e transfobia sequer era admitida. Não havia nenhuma ONG de Direitos Humanos LGBT no município de Belford Roxo. Não havia nenhuma Parada LGBT na cidade. Nenhuma funcionária pública havia feito a cirurgia de redesignação sexual e mudado a sua documentação pela questão de gênero. Nada disso era colocado em relatórios, relatos, ocorrências e processos, apesar de ser de conhecimento público, de conhecimento corrente de praticamente todos os órgãos e funcionários públicos municipais que eu era a primeira professora transexual e funcionária pública a enfrentar essa realidade. Na escola eu me sentia como um ser de outro mundo em espetáculo circense, alvo do julgamento, conceitos e preconceitos de todos os agentes educativos.




Todas essas dificuldades, exposições, incompreensões, constrangimentos, preconceitos presentes na sociedade e principalmente nos diversos órgãos municipais, e as mudanças hormonais, físicas e cerebrais também não foram levadas em conta quando avaliaram a minha conduta profissional. É como se eu fosse uma pessoa julgada por ser uma funcionária pública municipal fora da minha realidade que eu sou, que eu fui e que eu vivia. Eu era uma pessoa funcionária pública municipal realizando no trabalho uma transição do masculino para o feminino. Externamente essas mudanças visíveis se deram com o crescimento dos cabelos, a afinação e modelamento de sobrancelhas, o desenvolvimentos dos seios, a redistribuição de gordura corporal, a feminização da voz, o uso progressivo de maquiagens, roupas e acessórios femininos e a realização de outros procedimentos. São mudanças contínuas e progressivas. 





Cada situação é uma situação. Cada pessoa é uma pessoa e cada um reage de uma maneira. Em relação as alterações físicas eu também tinha osteopenia, hérnias de disco com irradiações nas pernas e braços, fraturas, grande redução e aumento de peso chegando aos 100 kg, pressão alta e baixa.




Eu atravessava um processo de transexualização. O direito a saúde que eu tinha por ser diagnosticada transexual não era apenas uma questão de cirurgia genital. É um processo de adequação física, psicológica, mental, profissional, afetiva e  social.



A caminhada pela minha adequação sexual não passou apenas pela realização da minha cirurgia genital realizada em 2004 na Tailândia durante o tsunami, mas por tudo o que veio antes e a seguir e culminou na minha demissão dos meus dois cargos de professora da rede municipal de Belford Roxo. A Prefeitura Municipal de Belford Roxo, a Procuradoria do Município e a Secretaria de Educação nunca admitiram ou tornaram conhecida em seus inquéritos sobre mim inclusive nos que me demitiram definitivamente dos quadros do funcionalismo público municipal essa realidade que eu sofria e atravessava.




(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho  matrículas 5508 e 14725 – Prefeitura Municipal de Belford Roxo, identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)


Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.




CLICAR NO LINK ABAIXO CORRESPONDENTE:






























16- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele.  


17- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


18- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.

19-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


20- Atos e processos administrativos de demissão nem levaram em conta a minha realidade psíquica e mental.

21- Defesa da professora em processo transexualizador da Prefeitura de Belford Roxo Faiza Khálida.  



22- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.



23- História - professora Faiza Khálida da rede municipal de educação de Belford Roxo. 


24- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


25- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


26- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


27- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



28- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense. 

A pessoa que pratica o mal precisa de apenas 1 motivo para praticar o preconceito

A síndrome de Burnout é um quadro clínico mental extremo.
 

Desgaste emocional, esgotamento físico, emocional e espiritual, desânimo, sentimento de isolamento, bloqueio emocional, perda do contato com a realidade ocorrem em pessoas que precisam da assistência social, médica e psicológica.



Prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam fez a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA  com Júnior Morais Coordenador de Politicas Publicas LGBT porque ninguém pode ser discriminado por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.



A secretária Sula do Carmo lançou a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA no município de Belford Roxo. O objetivo é sensibilizar da nossa responsabilidade para uma atitude não discriminatória e para denunciar os abusos!


 Júnior Moraes coordenador de políticas públicas LGBT, Sula do Carmo Secretária de Assistência Social e a subsecretária Elaine Medeiros de Direitos Humanos posaram com camiseta contra a discriminação.

A coordenadoria da diversidade sexual de Belford Roxo se fez notícia com a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA!

terça-feira, 5 de agosto de 2003

TRATAMENTO AMBULATÓRIAL PSIQUIÁTRICO É SOLICITADO TAMBÉM POR OUTRA MÉDICA DO SUS para professora transexual Faiza Khálida da rede municipal de educação de Belford Roxo EM 17/07/2003.


MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA DO SUS SOLICITA TRATAMENTO AMBULATORIAL PSIQUIÁTRICO EM 17/07/03




RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL PASSADO PELA MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS
 MEDICAMENTO PARA DEPRESSÃO




REMÉDIO TAMBÉM PASSADO PELA PSIQUIATRA E HOMEOPATA DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS EM 17/07/2003
2 TABLETS MANHÃ / TARDE / NOITE




No Caps de Duque de Caxias a médica psiquiatra no registro de atendimento fez referência aos sintomas depressivos e problemas estressores no meu trabalho profissional no magistério da rede Municipal de Belford Roxo. Mais receitas me foram dadas e novo encaminhamento feito ao atendimento regular na Prefeitura Municipal de Duque de Caxias. Eu deveria comparecer a uma sala no Hospital Infantil da Cidade onde eu seria mais uma vez encaminhada para, enfim, ser acompanhada regularmente por médico psiquiatra e psicólogo.


REGISTRO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL LESLIE CHAVIN
 17/07/2003




NO VERSO DA PRIMEIRA FOLHA DO REGISTRO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL LESLIE CHAVIN DE DUQUE DE CAXIAS A MÉDICA PSIQUIATRA RELATOU POUCA MELHORA COM O ANTIDEPRESSIVO AMYTRIL QUE EU ESTAVA USANDO HÁ 7 DIAS (17/07/2003).





SEGUNDA FOLHA DO REGISTRO DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS MEDICAMENTO DOSE DIÁRIA - DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - ENCAMINHAMENTO - ASSINATURA DA MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA - CRM  (17/07/2003) E CONFERÊNCIA COM O DOCUMENTO ORIGINAL





PREFEITURA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS
Secretaria Municipal de Saúde
Coordenadoria de Saúde Coletiva
Centro de Atenção Psicossocial Leslie Chavin

Data de entrada no serviço 17/07/03

Identificação

Nome: Xxxxxx F. Coutinho
Data de Nascimento 15/09/72 Idade 30 anos
Sexo: (X) Xxxxxxxxx
RG: 09089680-4                   CPF: 024114147-81              Título de Eleitor:
Endereço: Av. N. S. Graças 40
Ponto de Referência:
Sub-Bairro: Xerém                CEP:                  Telefone: Xxxx-xxxx          xxxx-xxxx

Filiação
Mãe: Xxxx Xxxxxxxx Xxxxxxxx
Pai: Xxxx Xxxxxx Xxxxxxxx

Acompanhado por
Encaminhado por CPRJ.

História de adoecimento psíquico


No Hospital Infantil de Duque de Caxias eu enfrentei pela primeira vez a precariedade do atendimento público de saúde no Brasil. A fila para o atendimento estava grande. Demorou longo tempo. Reclamações gerais ocorriam das pessoas na fila. Quando fui atendida me disseram que infelizmente não seria possível que eu tivesse a continuação do atendimento. Não havia como encaixar novos pacientes naquele instante e não havia perspectiva de quando abriria novas vagas no município em que eu morava.

Eu não podia nem me tratar na rede pública no município do Rio de Janeiro onde o atendimento funcionava, nem no município da Baixada Fluminense em que eu morava porque embora a demanda fosse imensa, não havia vagas na prática.

Continuando a buscar ajuda psicológica eu me dirigi novamente ao município do Rio de Janeiro, desta vez para tentar pela via particular, com a Clínica de Reabilitação Casa das Palmeiras em Botafogo. O trabalho deles me chamou atenção porque havia uma abordagem terapêutica através de procedimentos artísticos como pintura. Lá o profissional médico psiquiatra Edgar Tavares novamente me encaminhou  ao IPUB - Serviço de Psiquiatria da UFRJ que me informou novamente que eu não poderia ter o acompanhamento por eles por morar em outra região.

MÉDICO PSIQUIATRA EDGAR TAVARES DA CLÍNICA DE REABILITAÇÃO CASA DAS PALMEIRAS ME ENCAMINHOU PARA PSICOTERAPIA AMBULATORIAL EM 21/07/2003



Daí eu consegui localizar um consultório de um profissional particular na região central de Duque de Caxias possivelmente na localidade 25 de agosto. Eu me recordo que passei a pagar consultas seguidas com ele através do dinheiro do meu salário que eu recebia da Prefeitura de Belford Roxo. O nome dele era Dr. Aguimar. Eu lembro também que eu permanecia deitada na sala e ele me incentiva que eu colocasse para fora as experiências traumáticas que eu vivia no ambiente de trabalho de professor. Eu tinha impressão na época de que ele gravava os meus relatos, mas é apenas uma hipótese. Embora fosse um profissional sério, com uma proposta séria, essa abordagem terapêutica não surtia em mim o efeito desejado. Ao longo das consultas eu não tinha melhora. Os traumas, medos e fobias não se resolviam de forma que eu melhorasse e eu sentia que estava perdendo em vão todo o dinheiro que desembolsava.

Então continuando encontrei uma pessoa que informava ser psicólogo profissional anunciando atender próximo da minha casa, acredito em sua residência na localidade "Beira Serra". Além de todo o problema profissional, mal-estar, depressão, transtorno e sofrimento decorrentes, ele queria abordar também os outros aspectos da minha vida. Eu contava a ele a forma como eu me percebia e me sentia bem de viver e me relacionar plenamente, pois era transexual feminina, mas não havia iniciado o processo de transição. Eu manifestava a ele a minha realidade feminina. Logo de início ele não aceitou essa condição. Embora ele me mandasse sempre e diretamente eu desistir e parar de dizer que eu me sentia uma mulher, que eu era uma mulher, que isso era besteira, o assunto voltava nas próximas "consultas" porque eu levava muito a sério a situação e procurava dizer a verdade. Aqui onde eu moro em Xerém há uma influência muito grande do meio católico e evangélico e o psicólogo era também religioso, de família religiosa conhecida, atendia em casa, andava humildemente de bicicleta - sem desmerecer o fato - , nunca possuiu um consultório fora de sua residência ou atendeu na rede pública. Talvez eu tenha perdido o meu tempo com uma pessoa que nem profissional era. O que ele mandava eu fazer eu não conseguia fazer. O valor das consultas dele era mais adequado ao que eu podia pagar, mas nada deu certo também ou resultou em melhora e bem-estar.

Eu lembro que eu dei entrada em processo administrativo pedindo para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no trabalho da rede municipal de educação em Belford Roxo em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. Eu sentia que faltava interesse em me prestar assistência social, psicológica no órgão de trabalho em que eu me encontrava. De fato, esse tipo de assistência, apoio e ajuda eu nunca tive.

No mesmo parágrafo do processo administrativo endereçado a Prefeitura Municipal de Belford Roxo em 2003 e arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei que inúmeras vezes eu me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica.


PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS
"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".

Xxxxxx Fagundes Coutinho
Professorx de língua inglesa
5508 e 14725










O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO CONSTA DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DE 2003 MEUS ARQUIVADOS PELA PROCURADORIA DE BELFORD ROXO



FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO (CPRJ) DE 10/07/2003


SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
SUBSECRETARIA DE SAÚDE
SUPERINTENDÊNCIA DE SAÚDE
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, 10/07/2003

FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA

Encaminhamos Xxxxxx Fagundes Coutinho
Ao CAPS / LESLIE
Rua/Av. Marechal Deodoro, 147 Centro Bairro 25 de Agosto

Observação: Ambulatório de Psiquiatria

     X Srx Xxxxxx de 30 anos, foi atendidx em nossa emergência e foi orientadx pelo médico a iniciar tratamento c/ atendimento regular no ambulatório.
     Queixa-se muita cefaleia, insônia, muito agressivx, chora c/ facilidade, vontade de se matar, tristeza.
     Solicitamos atendimento em consulta p/ x mesmo que reside na área abrangente deste serviço.
Fizemos contato por tel. X paciente foi agendado p/ Dia 17/7/03 às 13:00hs c/ Dra Rosângela.
     Grata
Assistente Social 

CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
Pça. Coronel Assunção s/n Saúde Rio de Janeiro/RJ
CEP: 20220-480 Tel: 2516-5504 Fax: 2516-9451
CNPJ: 42.498.7170022-80


Data 10/07/03




Após um período de depressão intensa, angústia e sofrimento, eu consegui ir até outro município, só, procurar socorro na emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro  em 10/07/2003 onde eu fui avaliada em um dia por um médico psiquiatra e uma assistente social. Foram constatadas doença, necessidade do uso de medicações psicotrópicas e necessidade de acompanhamento psiquiátrico e tratamento psicológico contínuos.

Sempre sozinha eu fui no centro da cidade de Duque de Caxias onde morava até o CAPs para ter atendimento com nova psiquiatra marcada pelos profissionais da saúde do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro. Eles me explicaram que infelizmente não seria permitido que eu tivesse a sequência do meu tratamento necessário por lá porque a minha residência ficava em outro município. Mas me foram dados muitos remédios gratuitamente graças a Deus suficientes para meses de uso contínuo.

RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
DIAZEPAM 10/07/2003








RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
 PRESCRIÇÃO
AMITRIPTILINA
10/07/03



 

(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus

Jesus é o caminho
Louvado o Senhor Jesus Cristo para sempre.

1- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo me puniram por escrever nos diários de classe que tinha fortes dores de cabeça na escola e que a escola para mim era um lugar de traumas emocionais e profissionais.


2- Havia descaso com meu estado psicológico e mental.



3- Procuradores de Belford Roxo não levavam em conta meu estado mental.




4- A perturbação mental começou em 2002 quando fui ameaçada de ruína e morte pela subsecretária de educação de Belford Roxo após anos sofrendo homofobia em escola municipal.


5- Nova ameaça de morte em escola em 2007 piorou meu quadro psicológico e mental.


6- Roubo dos meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas contribuiu para meu estado de abatimento, desânimo, desmotivação e depressão.


7- Relatório técnico sobre meu desempenho em 2002 me trouxe danos  profissionais e pessoais.


8- Primeira parte - sobre danos gerados pelo relatório técnico de 2002.


9- Segunda parte - sobre danos gerados por relatório técnico de 2002.



10- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.


11- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.


12- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


13- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava, exclusão e isolamento.


14- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


15- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.


16- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


17- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.


18- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica.


19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


20-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.




HOMOFOBIA
AS MARCAS DESSA VIOLÊNCIA NÃO PODEM SER ENCOBERTAS
Por que me julgas se desconheces o que sofro? 

Ninguém precisa ser gay para lutar contra a homofobia