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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Erros de avaliação para o trabalhador com depressão em perícias do INSS se multiplicam pelo país. MÉDICO PSIQUIATRA ALBERTO CARVALHO COORDENADOR DA COMISSÃO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA (ABP) CONTOU QUE EXISTE DESPREPARO DE MÉDICOS PERITOS DO INSS NO QUE SE REFERE À CAPACIDADE DE ATESTAR OU NÃO A CAPACIDADE PARA O TRABALHO. Segundo especialistas, milhares de trabalhadores com transtornos psiquiátricos sem condições de trabalhar devido ao agravamento dos transtornos lutam contra o despreparo dos médicos peritos do INSS em atestar a capacidade laborativa desses pacientes. Os problemas dos pacientes são estigmatizados pela Previdência Social no momento de analisar uma concessão. SEGURADA DIAGNOSTICADA COM BIPOLARIDADE, SÍNDROME DO PÂNICO, DEPRESSÃO E SINTOMAS OBSESSIVOS COMPULSIVOS QUE A IMPEDEM DE TRABALHAR COMO ATESTOU PSIQUIATRAS E SEM CONDIÇÕES DE RETORNAR AO TRABALHO PERDEU O AUXÍLIO-DOENÇA EM PERÍCIA DO INSS.

Adriana Marcia Batista, de 45 anos, passa dificuldades após cancelamento do benefício Foto: Guilherme Pinto

JORNAL EXTRA (Bruno Dutra)
JORNAL O GLOBO


A batalha de doentes psiquiátricos contra o INSS


“Tudo à minha volta me causa medo, pânico. Não consigo me relacionar com as pessoas, e sair de casa é sempre um desafio. Pessoas ao redor me causam fobia, o que me deixa completamente descontrolada”. O relato é da ex-contadora Adriana Márcia Batista, de 45 anos, diagnosticada com bipolaridade, síndrome do pânico, depressão e sintomas obsessivos compulsivos, em 1998. As doenças a impedem de trabalhar, como atestam psiquiatras. No entanto, a segurada INSS, após ficar afastada entre 2010 e 2015, perdeu o auxílio-doença em sua última perícia.

Agora, sem condições de retornar ao trabalho, devido ao agravamento dos transtornos, ela luta na Justiça para ter de volta o benefício. E Adriana não está sozinha. Segundo especialistas, milhares de trabalhadores com transtornos psiquiátricos enfrentam a mesma dificuldade. O motivo, dizem os psiquiatras, é o despreparo dos médicos peritos do INSS em atestar a capacidade laborativa desses pacientes.

Segundo dados obtidos pelo EXTRA, entre 2013 e 2015, 318.044 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, foram concedidos em todo o país a segurados com doenças psiquiátricas. No entanto, afirmam os especialistas, o número seria maior, caso os problemas não fossem estigmatizados pela Previdência Social no momento de analisar uma concessão.

— A maior queixa é em relação ao tratamento dado pelos peritos. Na minha visão, existe despreparo desses médicos no que se refere à capacidade de atestar ou não a capacidade para o trabalho — avaliou o psiquiatra Alberto Carvalho, coordenador da Comissão de Ética da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Depressão é líder entre as concessões

Entre os benefícios concedidos pelo INSS nos últimos dois anos, 80.425 foram liberados a segurados com depressão. Somente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de dez milhões de pessoas sofrem com o problema. Apesar de não escolher sexo nem faixa etária, a incidência maior da doença se dá entre os 20 e os 40 anos, justamente no auge da vida profissional. Para o psiquiatra Alberto Carvalho, é necessário que o INSS repense a perícia para o paciente com algum tipo de transtorno mental.

— Sabemos que é impossível uma perícia especial para este tipo de paciente, mas seria interessante que um perito psiquiatra pudesse atender esse trabalhador, para evitar erros de avaliação, que se multiplicam pelo país — disse.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão ocupa o segundo lugar dentre as doenças que mais causam incapacidade no trabalho, e a projeção é que, até 2020, esteja no topo da lista.

Em linha com essa afirmação, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revela que 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias do trabalho sofrem com algum transtorno mental, sendo a depressão o principal deles.

sábado, 17 de abril de 2004

Eu também informei à Prefeitura Municipal de Belford Roxo através de processos administrativos em 2003 que eu não me encontrava bem de saúde, tinha problemas, fazia uso de remédios para doença mental, precisava de ajuda psiquiátrica e psicológica, tudo isso de forma escrita, muito confusa e muito abatida. Mostrei nesses processos administrativos inclusive o relato do atendimento da emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro realizado em mim em 2003. Neste relato, o médico, que me atendeu na urgência, manifestava a necessidade de tratamento, acompanhamento psiquiátrico e a presença de doença mental. (professora Faiza Khálida)

"Consequências do Preconceito

Quem pratica o preconceito pode até achar essa palavra comum e não se importar com o que ela pode causar a quem o sofre.


A maioria das vítimas tentam suicídio, se escondem, se calam, vivem num mundo de transtorno, causando uma deterioração a saúde física e mental".



Quando eu comecei a trabalhar em Belford Roxo dando aulas na Escola Municipal São Bento no início do ano em 1995 após ser aprovada no concurso público do município, era muito difícil trabalhar, eu não conseguia nem mesmo circular pela escola devido as manifestações de hostilidade com relação a minha sexualidade. Era um ambiente extremamente hostil comigo porque as pessoas me consideravam homossexual e se manifestavam com preconceito. Eu ouvia inclusive durante as aulas ofensas por parte dos alunos da escola, eu recebia apelido, dava aulas sendo chamada de viado conforme informei à administração pública municipal em processos de 2003. Era alvo de chacotas não apenas dos alunos, outros profissionais da escola riam de mim, me chamavam por apelido, debochavam, ridicularizavam, compactuavam e faziam parte daquela realidade. Por muitos anos eu conseguia heroicamente enfrentar essa situação, mas chegou um momento em que o meu estado mental foi sendo fragilizado apresentando sintomas depressivos, principalmente no período após eu começar a ser tratada mal  pela diretora Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) da Escola Municipal São Bento ostensivamente. Eu era todos os dias chamada à sala da direção. Nada estava bom com o meu trabalho. Tudo o que eu fazia era considerado um lixo. As exigências e as responsabilidades eram muitas. Eu tinha que refazer o ponto equivocadamente todos os dias em que a diretora se encontrava na escola. Ela se recusava a entender até que a coordenadora do turno da noite Iranildes havia trocado o meu dia da terça-feira para a sexta-feira para que houvesse aluno na escola nesse dia à noite já que antes a escola ficava vazia; porque eles preferiam ficar "curtindo" na praça do Wona.  Eu era acusada dia a dia de ser uma péssima profissional pela diretora Vera Lúcia. A diretora me culpava até do preconceito que eu sofria na escola e, por fim, com o apoio da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira não  aceitou mais a minha presença na escola municipal São Bento onde eu trabalhava por quase 8 anos.

 FOTO: diretora municipal de Belford Roxo
Vera Lúcia Castelar

Eu trabalhava em sala de aula com pessoas entrando dentro da escola me jogando coisas. Muitas pessoas jogavam coisas para me acertar pelo lado de fora da escola. Muitas entravam dentro da escola para me agredir: me jogavam pedras, lama, cocô ... banho de terra conforme relatei em processos administrativos de 2003 arquivados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo e o Presidente da Comissão Permanente de Inquérito Administrativo (CPIA) José Domingos Lucena. Quando a diretora entrava na sala de aula e via essa situação humilhante acontecendo, ela parava de falar, virava as costas e ía embora como se nada estivesse acontecendo. Quando eu pedia um posicionamento da diretora Vera, ela me dizia que aquilo acontecia por causa do meu jeito de ser. Aquilo parecia ser normal para a direção ou aquilo era exatamente o que a direção desejava que ocorresse.

 Escola Municipal São Bento
em Belford Roxo


Uma equipe de aproximadamente 8 supervisores da Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo (SEMED) chegou a determinar que fossem colocadas proteções de madeira nos buracos das paredes em sala de aula da Escola Municipal São Bento devido a essas situações de constrangimento que ocorriam. Pena que isso só foi feito depois que eu fui obrigada, chantageada e coagida a sair desta escola.

Síndrome depressiva e depressão bipolar

PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS
"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".

Xxxxxx Fagundes Coutinho
Professorx de língua inglesa
5508 e 14725




Eu também informei à Prefeitura Municipal de Belford Roxo através de processos administrativos em 2003 que eu não me encontrava bem de saúde, tinha problemas, fazia uso de remédios para doença mental, precisava de ajuda psiquiátrica e psicológica, tudo isso de forma escrita, muito confusa e muito abatida. Mostrei nesses processos administrativos inclusive o relato do atendimento da emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro realizado em mim em 2003. Neste relato, o médico, que me atendeu na urgência, manifestava a necessidade de tratamento, acompanhamento psiquiátrico e a presença de doença mental.

EMERGÊNCIA NO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO - 10/07/2003





A doença mental informada e o relato médico informados nesses processos foram sempre ignorados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo e a Secretaria Municipal de Educação.



NECESSIDADE DE TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO 17/07/2003




Mesmo anos depois, cada fato do presente em um determinado momento no meu trabalho de professora em  Belford Roxo estava ligado na minha mente a cada fato do passado realizado durante o meu trabalho profissional no município. Era como se as duas realidades fossem uma coisa só, as situações se repetiam.



Violencia Psicológica - Sequelas - Falta de disposição para realizar tarefas / Medo de enfrentar desafios / Raiva alimentada por si próprio / Tentativa de suicídio / Descrença em seu desempenho pessoal / Depressão permanente
 


Quando a subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira me disse que eu iria morrer em 2002, eu acreditava que iria tomar um tiro, assim como eu passei a acreditar que eu estava marcada para ser executada a tiro quando a orientadora pedagógica Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira) me disse que eu tomaria um tiro dentro da sala dela na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima em 2007.

 FOTO: orientadora pedagógica Conceição
(Maria da Conceição da Silva Pereira)


A partir do instante em que a orientadora Conceição me falou que eu ía morrer em 2007, eu não conseguia mais me dedicar adequadamente, planejar aulas, dar aulas, pensar mais no futuro. Eu acreditava que eu era uma mártir, que eu era uma pessoa que já estava no fim da minha vida. Eu acreditava que o fim da minha vida já havia sido determinado e que eu nada poderia fazer quanto a isso. A minha realidade passou a ser outra diante dessa sentença de morte.


DECLARAÇÃO MÉDICA
20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO
(Isabela Vieira - Médica - CRM 52 68631-0)




Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico a partir daquele fato em 2007.

Em um dia em 2002 que eu estava diante da subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira na Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo e ela me disse que poria um fim na minha vida, eu vi a manifestação plena do mal  em um ser humano.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria mostrava que me odiava, que deseja o pior para mim. Ela fez o que pôde para que eu eu trabalhasse no lugar mais longe da minha residência, onde eu enfrentaria maior dificuldade para chegar à escola e consequentemente fosse mais difícil a realização do meu trabalho. Esse lugar era Nova Aurora.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira fez questão de me dizer que a partir daquele instante em 2002 eu teria de ser perfeita para continuar a ser professora porque se eu cometesse qualquer errinho que fosse, ela teria o motivo que desejava para que eu perdesse o meu emprego, fosse demitida e além disso, nunca mais arrumasse emprego em lugar nenhum. Ela queria me ver arruinada para sempre.

FOTO:
 subsecretária de Educação de Belford Roxo
Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira


Após a ameaça de morte e ruína completa da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira, eu não morri fisicamente, morria psicologicamente, mas um professor da Escola Municipal São Bento que tornou público o que a Subsecretária de Educação Rosângela Maria e a diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) faziam comigo naquela época, inclusive a ameaça de morte, e também através de reuniões na escola e abaixo-assinado contra o preconceito, foi assassinado com tiros.

Quando esse professor, que era homossexual, foi assassinado, eu fui informada de que eu não deveria ir ao enterro dele, pois eu poderia ser assassinada também se fosse.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria não conseguindo me enviar para o lugar que ela dizia ser o fim do mundo para mim, me colocou em uma matrícula na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, onde havia o caso de outro professor que era homossexual, que penava, surtava e foi assassinado.


Chegando na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, eu trabalhava em situação de regência humilhante. Era anunciada na unidade escolar da rede de educação de Belford Roxo como o professor tapa-buraco, que não tinha diário nem poderia reprovar. Tinha de entrar e sair das turmas sem hora certa, mal começando ou cortando o assunto, colocando em descrédito tudo o que eu fazia. Eu tinha de dar aulas para crianças do antigo nível "primário" em que eu não tinha especialização. Tinha de dar aulas de matemática, estudos sociais, ciências também sem ter formação e em desvio de função. Também tinha de dar aulas de história que deveriam ser dadas pelo futuro diretor da escola municipal Jorge Ayres de Lima José Carlos Neto Filho (matrícula 11/05236). Permanecia 6 tempos de aula na pior turma da escola em que todos os professores faltavam quando a carga horária da minha disciplina era de apenas 2 tempos SEMANAIS. Eu surtava na sala de aula.


A Secretária de Educação seguinte Maíses Rangel Suhett pôs um fim a processos administrativos onde eu pedia justiça pelo preconceito que eu passei, que teve como "pano de fundo" um relatório mentiroso e discriminatório elaborado pela diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165). A Secretária de Educação Maíses disse que o relatório técnico havia sumido dentro da Secretaria Municipal de Educação em Belford Roxo, logo segundo ela o relatório técnico da diretora Vera Castelar era inexistente, consequentemente nada seria feito; e disse também  que eu era um homossexual estigmatizado. Foi a segunda vez que documentos sobre mim foram extraviados ou desapareceram no âmbito da secretaria municipal de educação de Belford Roxo. O meu planejamento que eu havia entregado na Escola Municipal São Bento juntamente com a professora Rosemar, de ciências, nas mãos da orientadora pedagógica Fátima já havia sumido na escola municipal São Bento, sendo registrado falsamente como inexistente no relatório técnico discriminatório da diretora Vera de 2002. A própria professora Rosemar de Ciências, muito indignada na época, indagou a orientadora pedagógica Fátima, na escola, por que ela fez essa sacanagem comigo confirmando a mentira no relatório técnico da diretora Vera de que eu não havia entregado o planejamento, se ela mesma imprimiu o planejamento para mim e viu eu o entregando juntamente com ela em mão à orientadora Fátima. Em 2009, ofício sobre mim também foi extraviado na secretaria municipal de educação de Belford Roxo.

http://faizakhalida.blogspot.com.br/2009/05/extavio-de-oficios-e-processos-na.html

 FOTO: Secretária Municipal de Educação de Belford Roxo
Maíses Rangel Suhett

Para dizer que os problemas ocasionados pelo relatório mentiroso e discriminatório haviam sido resolvidos, a Secretária Municipal de Educação Maíses Rangel Suhett justificou que eu era homossexual. A Secretária de Educação Maíses afirmou erradamente a minha realidade. A minha realidade era feminina e transexual. Eu me encontrava realizando alterações bioquímicas e hormonais no meu organismo em processo transexualizador. Já havia inclusive passado mais de 7 meses que eu havia me submetido a uma cirurgia de adequação sexual chamada por um procurador de Belford Roxo como mudança de sexo.

Também para justificar os problemas ocasionados a mim por este relatório técnico, a secretária de educação Maíses disse que eu sentia o estigma da homossexualidade. A secretária de educação Maíses justificou erradamente a minha realidade. Na realidade eu não tinha as minhas condições emocionais, psicológicas e mentais inclusive para exercer a minha atividade profissional precisando de tratamento psiquiátrico e psicológico desde 2002.



17/07/2003
 - DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - SÍNDROME DEPRESSIVA
 (Rosângela Ribeiro da Silva
 - CRM 52 56514-3)



"QUANDO A DIFERENÇA NÃO PRODUZ UMA DIFERENÇA NO OLHAR A EXCLUSÃO DA ESCOLA DÁ LUGAR À EXCLUSÃO NA ESCOLA".

A Secretária de educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett disse em processos que eu havia comparecido na secretaria de educação e havia dito que os problemas ocasionados a mim pelo relatório técnico da diretora Vera Lúcia Castelar de 2002 foram resolvidos com a minha transferência para uma outra unidade escolar. Ela mentiu. Eu não falei isso. Eu fui obrigada, chantageada, ameaçada e coagida pela subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira a nunca mais pisar na Escola Municipal São Bento onde eu dava aulas por mais de 7 anos, tendo 2 matrículas, caso contrário esse relatório técnico seria usado para acabar com a minha vida. Esses problemas e esses traumas ocasionados pelo relatório técnico  discriminatório e os procedimentos administrativos discriminatórios decorrentes deste relatório técnico nunca foram resolvidos. A decisão de me excluir daquela escola municipal de Belford Roxo foi da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira e da diretora da escola Vera Lúcia Castelar contra a minha vontade e contra a vontade daqueles que denunciavam o preconceito até na forma documental de abaixo-assinado entregue na secretaria municipal de educação de Belford Roxo. Os problemas ocasionados pelo relatório técnico da diretora Vera Castelar sobre o meu desempenho em 2002 nunca foram reconhecidos pela Secretaria de Educação e pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo.

Quase cinco anos depois eu fui novamente ameaçada de morte, desta vez pela orientadora pedagógica Conceição
na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima que me disse que eu tomaria um tiro, depois disso nada foi como antes.

Escola Municipal Jorge Ayres de Lima
em Belford Roxo
 
Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico, muita coisa era realmente real, muita coisa era irreal e sobrenatural.

 
Essas experiências me tiraram completamente dessa realidade que me ocorria e que eu já não conseguia suportar. A minha mente não tinha mecanismos para enfrentar essa situação apresentando inclusive depressão, comportamento delirante persecutório e sintomas psicóticos observando piora de quadro psiquiátrico e agravamento dos sintomas durante meu período laboral no quadro de servidora pública da Prefeitura Municipal de Belford Roxo com posterior diagnóstico de Transtorno Bipolar.





(Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.

1- Em 2002 eu passei a ter depressão E DEPOIS A FAZER USO DE REMÉDIOS PSICOTRÓPICOS PARA TRABALHAR após ser ameaçada de morte pela subsecretária municipal de Educação de Belford Roxo e impedida de chegar a 100 metros da escola municipal em que eu sofria preconceito.


2- Relatório técnico usado para me ameaçar e tratar com discriminação elaborado pela diretora da escola municipal em que eu lecionava por quase 8 anos sumiu e foi anunciado como se não tivesse existido.


3- Em 2007 fui ameaçada de morte novamente em meu trabalho de professora da rede educacional de Belford Roxo pela orientadora pedagógica que me dizia que eu não poderia ser professora da escola municipal por ser transexual.


4- Em processo administrativo de 2003 eu pedi para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no serviço público da rede de educação em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. No mesmo parágrafo do processo de 2003 arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei " que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica ".


5- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica. 


6- Procurador de Belford Roxo da Comissão de Inquérito Administrativo Disciplinar se negava tomar conhecimento de que eu passava preconceito, constrangimento, ameaça e não conseguia mais trabalhar. Disse que tinha mais o que fazer. Outro procurador mentiu dizendo que eu recebi cópia de processo. 


7- Os meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas sumiram nas 2 escolas municipais de Belford Roxo ao mesmo tempo. 


8- Meu quadro de adoecimento psíquico e mental era ignorado em relatórios técnicos e avaliações sobre mim na Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo.


9- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.


10- A minha presença em escolas era condenada e julgada por pessoas religiosas e interpretações bíblicas.



11- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.


12- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


13- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Vivência da exclusão e do isolamento.


14- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.


15- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.


16- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


17- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.


18- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


19- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


20-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.

É preciso combater o
 ASSÉDIO MORAL
 na Administração Pública
ASSÉDIO não
DENUNCIE O ASSÉDIO MORAL
CALAR-SE DIANTE DE UMA INJUSTIÇA NÃO É SER DA PAZ. É SER OMISSO.
Não fique calado diante da homofobia

Ninguém precisa ser trans para lutar contra a transfobia

Discriminação é gol contra !

Louvado o Senhor Jesus Cristo para sempre.

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

MÉDICO PSIQUIATRA EDGAR TAVARES DA CLÍNICA DE REABILITAÇÃO CASA DAS PALMEIRAS TAMBÉM ENCAMINHOU PROFESSORA TRANSEXUAL DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELFORD ROXO FAIZA KHÁLIDA PARA PSICOTERAPIA AMBULATORIAL EM 21/07/2003


MÉDICO PSIQUIATRA EDGAR TAVARES DA CLÍNICA DE REABILITAÇÃO CASA DAS PALMEIRAS ME ENCAMINHOU PARA PSICOTERAPIA AMBULATORIAL EM 21/07/2003





NO VERSO do encaminhamento do médico Edgar Tavares da Clínica Casa das Palmeiras FOI ESCRITO O TELEFONE E O ENDEREÇO DO AMBULATÓRIO DO IPUB (Ufrj)



No Hospital Infantil de Duque de Caxias eu enfrentei pela primeira vez a precariedade do atendimento público de saúde no Brasil. A fila para o atendimento estava grande. Demorou longo tempo. Reclamações gerais ocorriam das pessoas na fila. Quando fui atendida me disseram que infelizmente não seria possível que eu tivesse a continuação do atendimento. Não havia como encaixar novos pacientes naquele instante e não havia perspectiva de quando abriria novas vagas no município em que eu morava.

Eu não podia nem me tratar na rede pública no município do Rio de Janeiro onde o atendimento funcionava, nem no município da Baixada Fluminense em que eu morava porque embora a demanda fosse imensa, não havia vagas na prática.

Continuando a buscar ajuda psicológica eu me dirigi novamente ao município do Rio de Janeiro, desta vez para tentar pela via particular, com a Clínica de Reabilitação Casa das Palmeiras em Botafogo. O trabalho deles me chamou atenção porque havia uma abordagem terapêutica através de procedimentos artísticos como pintura. Lá o profissional médico psiquiatra Edgar Tavares novamente me encaminhou  ao IPUB - Serviço de Psiquiatria da UFRJ que me informou novamente que eu não poderia ter o acompanhamento por eles por morar em outra região.

Daí eu consegui localizar um consultório de um profissional particular na região central de Duque de Caxias possivelmente na localidade 25 de agosto. Eu me recordo que passei a pagar consultas seguidas com ele através do dinheiro do meu salário que eu recebia da Prefeitura de Belford Roxo. O nome dele era Dr. Aguimar. Eu lembro também que eu permanecia deitada na sala e ele me incentiva que eu colocasse para fora as experiências traumáticas que eu vivia no ambiente de trabalho de professor. Eu tinha impressão na época de que ele gravava os meus relatos, mas é apenas uma hipótese. Embora fosse um profissional sério, com uma proposta séria, essa abordagem terapêutica não surtia em mim o efeito desejado. Ao longo das consultas eu não tinha melhora. Os traumas, medos e fobias não se resolviam de forma que eu melhorasse e eu sentia que estava perdendo em vão todo o dinheiro que desembolsava.

Então continuando encontrei uma pessoa que informava ser psicólogo profissional anunciando atender próximo da minha casa, acredito em sua residência na localidade "Beira Serra". Além de todo o problema profissional, mal-estar, depressão, transtorno e sofrimento decorrentes, ele queria abordar também os outros aspectos da minha vida. Eu contava a ele a forma como eu me percebia e me sentia bem de viver e me relacionar plenamente, pois era transexual feminina, mas não havia iniciado o processo de transição. Eu manifestava a ele a minha realidade feminina. Logo de início ele não aceitou essa condição. Embora ele me mandasse sempre e diretamente eu desistir e parar de dizer que eu me sentia uma mulher, que eu era uma mulher, que isso era besteira, o assunto voltava nas próximas "consultas" porque eu levava muito a sério a situação e procurava dizer a verdade. Aqui onde eu moro em Xerém há uma influência muito grande do meio católico e evangélico e o psicólogo era também religioso, de família religiosa conhecida, atendia em casa, andava humildemente de bicicleta - sem desmerecer o fato - , nunca possuiu um consultório fora de sua residência ou atendeu na rede pública. Talvez eu tenha perdido o meu tempo com uma pessoa que nem profissional era. O que ele mandava eu fazer eu não conseguia fazer. O valor das consultas dele era mais adequado ao que eu podia pagar, mas nada deu certo também ou resultou em melhora e bem-estar.

Eu lembro que eu dei entrada em processo administrativo pedindo para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no trabalho da rede municipal de educação em Belford Roxo em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. Eu sentia que faltava interesse em me prestar assistência social, psicológica no órgão de trabalho em que eu me encontrava. De fato, esse tipo de assistência, apoio e ajuda eu nunca tive.

No mesmo parágrafo do processo administrativo endereçado a Prefeitura Municipal de Belford Roxo em 2003 e arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei que inúmeras vezes eu me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica.


PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS
"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".

Xxxxxx Fagundes Coutinho
Professorx de língua inglesa
5508 e 14725




Após um período de depressão intensa, angústia e sofrimento, eu consegui ir até outro município, só, procurar socorro na emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro  em 10/07/2003 onde eu fui avaliada em um dia por um médico psiquiatra e uma assistente social. Foram constatadas doença, necessidade do uso de medicações psicotrópicas e necessidade de acompanhamento psiquiátrico e tratamento psicológico contínuos.


O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO CONSTA DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DE 2003 MEUS ARQUIVADOS PELA PROCURADORIA DE BELFORD ROXO



FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA DO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO (CPRJ) DE 10/07/2003


SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
SUBSECRETARIA DE SAÚDE
SUPERINTENDÊNCIA DE SAÚDE
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro, 10/07/2003

FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA

Encaminhamos Xxxxxx Fagundes Coutinho
Ao CAPS / LESLIE
Rua/Av. Marechal Deodoro, 147 Centro Bairro 25 de Agosto

Observação: Ambulatório de Psiquiatria

     X Srx Xxxxxx de 30 anos, foi atendidx em nossa emergência e foi orientadx pelo médico a iniciar tratamento c/ atendimento regular no ambulatório.
     Queixa-se muita cefaleia, insônia, muito agressivx, chora c/ facilidade, vontade de se matar, tristeza.
     Solicitamos atendimento em consulta p/ x mesmo que reside na área abrangente deste serviço.
Fizemos contato por tel. X paciente foi agendado p/ Dia 17/7/03 às 13:00hs c/ Dra Rosângela.
     Grata
Assistente Social 

CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
Pça. Coronel Assunção s/n Saúde Rio de Janeiro/RJ
CEP: 20220-480 Tel: 2516-5504 Fax: 2516-9451
CNPJ: 42.498.7170022-80


Data 10/07/03




Sempre sozinha eu fui no centro da cidade de Duque de Caxias onde morava até o CAPs para ter atendimento com nova psiquiatra marcada pelos profissionais da saúde do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro. Eles me explicaram que infelizmente não seria permitido que eu tivesse a sequência do meu tratamento necessário por lá porque a minha residência ficava em outro município. Mas me foram dados muitos remédios gratuitamente graças a Deus suficientes para meses de uso contínuo.

RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
DIAZEPAM 10/07/2003








RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL
CENTRO PSIQUIÁTRICO RIO DE JANEIRO
 PRESCRIÇÃO
AMITRIPTILINA
10/07/03




No Caps de Duque de Caxias a médica psiquiatra no registro de atendimento fez referência aos sintomas depressivos e problemas estressores no meu trabalho profissional no magistério da rede Municipal de Belford Roxo. Mais receitas me foram dadas e novo encaminhamento feito ao atendimento regular na Prefeitura Municipal de Duque de Caxias. Eu deveria comparecer a uma sala no Hospital Infantil da Cidade onde eu seria mais uma vez encaminhada para, enfim, ser acompanhada regularmente por médico psiquiatra e psicólogo.


REGISTRO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL LESLIE CHAVIN
 17/07/2003




NO VERSO DA PRIMEIRA FOLHA DO REGISTRO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL LESLIE CHAVIN DE DUQUE DE CAXIAS A MÉDICA PSIQUIATRA RELATOU POUCA MELHORA COM O ANTIDEPRESSIVO AMYTRIL QUE EU ESTAVA USANDO HÁ 7 DIAS (17/07/2003).





SEGUNDA FOLHA DO REGISTRO DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS MEDICAMENTO DOSE DIÁRIA - DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - ENCAMINHAMENTO - ASSINATURA DA MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA - CRM  (17/07/2003) E CONFERÊNCIA COM O DOCUMENTO ORIGINAL





RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL PASSADO PELA MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS
 MEDICAMENTO PARA DEPRESSÃO




REMÉDIO TAMBÉM PASSADO PELA PSIQUIATRA E HOMEOPATA DO CAPS DE DUQUE DE CAXIAS EM 17/07/2003
2 TABLETS MANHÃ / TARDE / NOITE



MÉDICA PSIQUIATRA TÉCNICA DO SUS SOLICITA TRATAMENTO AMBULATORIAL PSIQUIÁTRICO EM 17/07/03




PREFEITURA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS
Secretaria Municipal de Saúde
Coordenadoria de Saúde Coletiva
Centro de Atenção Psicossocial Leslie Chavin

Data de entrada no serviço 17/07/03

Identificação

Nome: Xxxxxx F. Coutinho
Data de Nascimento 15/09/72 Idade 30 anos
Sexo: (X) Xxxxxxxxx
RG: 09089680-4                   CPF: 024114147-81              Título de Eleitor:
Endereço: Av. N. S. Graças 40
Ponto de Referência:
Sub-Bairro: Xerém                CEP:                  Telefone: Xxxx-xxxx          xxxx-xxxx

Filiação
Mãe: Xxxx Xxxxxxxx Xxxxxxxx
Pai: Xxxx Xxxxxx Xxxxxxxx

Acompanhado por
Encaminhado por CPRJ.

História de adoecimento psíquico


(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus

Jesus é o caminho
Louvado o Senhor Jesus Cristo para sempre.

1- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo me puniram por escrever nos diários de classe que tinha fortes dores de cabeça na escola e que a escola para mim era um lugar de traumas emocionais e profissionais.


2- Havia descaso com meu estado psicológico e mental.



3- Procuradores de Belford Roxo não levavam em conta meu estado mental.




4- A perturbação mental começou em 2002 quando fui ameaçada de ruína e morte pela subsecretária de educação de Belford Roxo após anos sofrendo homofobia em escola municipal.


5- Nova ameaça de morte em escola em 2007 piorou meu quadro psicológico e mental.


6- Roubo dos meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas contribuiu para meu estado de abatimento, desânimo, desmotivação e depressão.


7- Relatório técnico sobre meu desempenho em 2002 me trouxe danos  profissionais e pessoais.


8- Primeira parte - sobre danos gerados pelo relatório técnico de 2002.


9- Segunda parte - sobre danos gerados por relatório técnico de 2002.



10- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.


11- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.


12- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


13- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava, exclusão e isolamento.


14- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


15- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.


16- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


17- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.


18- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


19-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


20- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica.

HOMOFOBIA
AS MARCAS DESSA VIOLÊNCIA NÃO PODEM SER ENCOBERTAS
Por que me julgas se desconheces o que sofro? 

Ninguém precisa ser gay para lutar contra a homofobia