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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Letra - Não Vou Me Calar (INTÉRPRETE: CASSIANE)

Olho e vejo, a descomunal muralha
Olho e vejo, tão forte é o inimigo
Zombam de mim, pensando que estou sozinho na guerra
Mas sigo em frente, meus passos estão firmes
Vou adiante, jamais vou recuar
A promessa que Deus me fez, eu sei cumprirá

E por mais que o sonho pareça impossível
Eu não vou negociar a minha adoração

O louvor de um fiel, tem o poder de uma explosão
O louvor de um fiel, faz muralha ir ao chão

Eu não vou me calar
Eu não vou me calar
Ao erguer a minha adoração o inferno cairá
Eu não vou me calar
Eu não vou me calar
Ao erguer a minha adoração
O inimigo saberá que Deus comigo está

O inimigo esta pensando (ele vai desistir)
O inimigo esta dizendo (ela não vai conseguir)
Debaixo dos meus pés a muralha eu vou pisar
Debaixo dos meus pés o inimigo vai estar

Levanta-te e passar o Jordão
Entra na terra que te darei
Todo lugar que pisar a planta do seu pé
Será seu por herança, diz o Senhor
Ninguém vos poderá resistir
Em todos os dias da sua vida
Eu serei contigo e não te deixarei
Nem te desampararei!

Louvado O Senhor Jesus Cristo para sempre.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Erros de avaliação para o trabalhador com depressão em perícias do INSS se multiplicam pelo país. MÉDICO PSIQUIATRA ALBERTO CARVALHO COORDENADOR DA COMISSÃO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA (ABP) CONTOU QUE EXISTE DESPREPARO DE MÉDICOS PERITOS DO INSS NO QUE SE REFERE À CAPACIDADE DE ATESTAR OU NÃO A CAPACIDADE PARA O TRABALHO. Segundo especialistas, milhares de trabalhadores com transtornos psiquiátricos sem condições de trabalhar devido ao agravamento dos transtornos lutam contra o despreparo dos médicos peritos do INSS em atestar a capacidade laborativa desses pacientes. Os problemas dos pacientes são estigmatizados pela Previdência Social no momento de analisar uma concessão. SEGURADA DIAGNOSTICADA COM BIPOLARIDADE, SÍNDROME DO PÂNICO, DEPRESSÃO E SINTOMAS OBSESSIVOS COMPULSIVOS QUE A IMPEDEM DE TRABALHAR COMO ATESTOU PSIQUIATRAS E SEM CONDIÇÕES DE RETORNAR AO TRABALHO PERDEU O AUXÍLIO-DOENÇA EM PERÍCIA DO INSS.

Adriana Marcia Batista, de 45 anos, passa dificuldades após cancelamento do benefício Foto: Guilherme Pinto

JORNAL EXTRA (Bruno Dutra)
JORNAL O GLOBO


A batalha de doentes psiquiátricos contra o INSS


“Tudo à minha volta me causa medo, pânico. Não consigo me relacionar com as pessoas, e sair de casa é sempre um desafio. Pessoas ao redor me causam fobia, o que me deixa completamente descontrolada”. O relato é da ex-contadora Adriana Márcia Batista, de 45 anos, diagnosticada com bipolaridade, síndrome do pânico, depressão e sintomas obsessivos compulsivos, em 1998. As doenças a impedem de trabalhar, como atestam psiquiatras. No entanto, a segurada INSS, após ficar afastada entre 2010 e 2015, perdeu o auxílio-doença em sua última perícia.

Agora, sem condições de retornar ao trabalho, devido ao agravamento dos transtornos, ela luta na Justiça para ter de volta o benefício. E Adriana não está sozinha. Segundo especialistas, milhares de trabalhadores com transtornos psiquiátricos enfrentam a mesma dificuldade. O motivo, dizem os psiquiatras, é o despreparo dos médicos peritos do INSS em atestar a capacidade laborativa desses pacientes.

Segundo dados obtidos pelo EXTRA, entre 2013 e 2015, 318.044 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, foram concedidos em todo o país a segurados com doenças psiquiátricas. No entanto, afirmam os especialistas, o número seria maior, caso os problemas não fossem estigmatizados pela Previdência Social no momento de analisar uma concessão.

— A maior queixa é em relação ao tratamento dado pelos peritos. Na minha visão, existe despreparo desses médicos no que se refere à capacidade de atestar ou não a capacidade para o trabalho — avaliou o psiquiatra Alberto Carvalho, coordenador da Comissão de Ética da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Depressão é líder entre as concessões

Entre os benefícios concedidos pelo INSS nos últimos dois anos, 80.425 foram liberados a segurados com depressão. Somente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de dez milhões de pessoas sofrem com o problema. Apesar de não escolher sexo nem faixa etária, a incidência maior da doença se dá entre os 20 e os 40 anos, justamente no auge da vida profissional. Para o psiquiatra Alberto Carvalho, é necessário que o INSS repense a perícia para o paciente com algum tipo de transtorno mental.

— Sabemos que é impossível uma perícia especial para este tipo de paciente, mas seria interessante que um perito psiquiatra pudesse atender esse trabalhador, para evitar erros de avaliação, que se multiplicam pelo país — disse.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão ocupa o segundo lugar dentre as doenças que mais causam incapacidade no trabalho, e a projeção é que, até 2020, esteja no topo da lista.

Em linha com essa afirmação, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revela que 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias do trabalho sofrem com algum transtorno mental, sendo a depressão o principal deles.