domingo, 22 de março de 2009

O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR. (professora Faiza Khálida)





Em 2007 eu participei de um Conselho de Classe realizado no turno da tarde na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima que foi presidido pela orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira, chamada pelo apelido Conceição, funcionária contratada sem concurso público, que foi colocada para trabalhar na escola, segundo informações, por intermédio do vereador Badia (Obadias da Motta).


FOTO: Vereador de Belford Roxo Badia
(Obadias da Motta)

Eu não deveria ter participado desta reunião porque em nada esta reunião contribuiu para a melhora da minha atividade profissional nesta escola. Ao contrário, ter participado desta reunião foi uma experiência extremamente negativa e prejudicial.



Aconteceu que na primeira oportunidade posterior esta reunião, que foi provavelmente o segundo Conselho de Classe realizado em 2007, assim que cheguei na escola, eu fui abordada pelo supervisor escolar  Leandro Oliveira da Silva que se encontrava visivelmente constrangido de estar sendo obrigado a falar comigo naquele instante.




Eu estranhei muito essa abordagem porque eu trabalhava na escola municipal Jorge Ayres de Lima sem nenhuma interferência do supervisor escolar, mas com a chegada da orientadora Conceição à escola Jorge Ayres isso mudou. Ela me ameaçava nesta escola continuadamente que eu iria me ver com o supervisor Leandro Oliveira da Silva e com a Secretária de Educação Maíses Rangel Suhett.  Eu escutava constantemente essas ameaças e me sentia muito mal,  porque, além de outras consequências que ocorriam no meu estado psicológico e mental,  isso era concretizado com o acompanhamento de relatório, relato, procedimento, ocorrência, encaminhamento para outras instâncias, inquérito administrativo disciplinar.



A orientadora Conceição conversava com alunos da Escola Municipal Jorge Ayres de Lima (EMJAL)  sobre mim e dizia para eles que não havia nenhum motivo para que eles gostassem de mim. Ela não entendia isso. Os alunos me contavam que ela perguntava isso para eles como se fosse errado que os alunos da Escola nutrissem afeto e respeito por mim.




FOTO: orientadora pedagógica Conceição
(Maria da Conceição da Silva Pereira)


A Conceição, na posição de orientadora, não deveria questionar os alunos que gostavam de mim por que eles tinham essa conduta, porque todos os seres humanos são dignos de serem amados.




A orientadora Conceição neste ano, em 2007, me ameaçou de morte pessoalmente dentro da sala dela na escola municipal  Jorge Ayres de Lima.



Antes de me ameaçar de morte a orientadora Conceição me disse que eu tinha que sair daquela escola porque eu sou transexual, porque ela conhecia a Bíblia e porque a Bíblia me condenava.






A orientadora Conceição se utilizou de uma pessoa da localidade para danificar a minha câmera digital que eu tirava fotos com os alunos dentro da escola municipal Jorge Ayres. Logo a seguir o aparelho de som portátil que eu utilizava para dar aulas na Escola Municipal Jorge Ayres foi roubado.




Voltando ao assunto, eu fui abordada pelo supervisor Leandro na escola em um dia útil após a realização deste Conselho de Classe. Antes de me dizer o que se tratava, ele me pediu desculpas, me disse que foi pressionado pela orientadora pedagógica Conceição e teria de realizar uma reunião comigo por exigência dela.

Esta reunião com o supervisor foi realizada porque a orientadora Conceição elaborou um relatório sobre o Conselho de Classe. Neste relatório que deveria ser sobre o Conselho de Classe, ela relatava o meu comportamento durante a reunião e fazia afirmações que me deixavam em uma situação onde eu deveria ser punida. Não se tratou de um relatório comum sobre um conselho de classe. Foi um documento elaborado com o objetivo de me prejudicar.




Esse relatório que me prejudicava foi entregue ao supervisor Leandro. O supervisor Leandro Oliveira da Silva atendeu a solicitação da orientadora pedagógica Conceição e me perguntou onde eu gostaria que fosse realizada a reunião. Ele me perguntou se eu gostaria que a reunião fosse realizada na secretaria da escola Municipal Jorge Ayres que ficava ao lado da sala dos professores ou dentro da sala da orientadora pedagógica Conceição.




FOTO: Supervisor escolar Leandro Oliveira da Silva

Eu disse ao supervisor Leandro que eu preferia que a reunião fosse realizada na secretaria da escola porque eu já havia sido ameaçada pela orientadora Conceição dentro da sala dela, então, eu não conseguia entrar mais na sala dela.

A reunião realizada pelo supervisor Leandro Oliveira da Silva contou com a minha presença, mais a presença da orientadora pedagógica Conceição e a secretária da escola Rose (Rosimere Bittencourt Silva de Oliveira). A secretária da escola Rose fazia o registro desta reunião. O supervisor Leandro falou nesta reunião sobre o documento elaborado pela orientadora pedagógica Conceição. Ele afirmou que este relatório elaborado pela Conceição  era um documento sem valor porque esse documento não deveria ter sido feito pela orientadora pedagógica Conceição e porque a orientadora Conceição acumulou os cargos de presidente do conselho, orientadora pedagógica e escrivã neste Conselho de Classe.

A orientadora pedagógica havia dito no Conselho de Classe através de uma dinâmica esquisita que mais parecia um ritual de magia negra que era para nós professores pensarmos que ela era deus. Nós tivemos que queimar numa lixeira os nossos desejos e os nossos sonhos e passar a pensar que a nossa vida  estava na mão dela. Ela realmente agiu como deus nesse conselho, com onipotência. Ela presidiu o Conselho de Classe, ela foi a única orientadora do Conselho  e ela foi a pessoa que fez o relatório do conselho de classe escrevendo exatamente apenas o que ela desejou escrever.

O supervisor Leandro também disse na reunião que o relatório do Conselho de Classe feito pela orientadora Conceição não era válido porque o diretor José Carlos Neto Filho e a Coordenadora do turno da tarde Cássia Conceição Fernandes de Oliveira não participaram deste Conselho. Além disso, este Conselho não contou com a presença de representantes dos funcionários de apoio e dos alunos.

Apesar do supervisor educacional Leandro Oliveira da Silva ter colocado que a situação estava encerrada ali e o problema resolvido definitivamente, a orientadora pedagógica Conceição não se deu por vencida nesta reunião. Ela, visivelmente querendo me atingir, disse que era para o supervisor Leandro ler em voz alta aquele relatório preparado por ela para que eu tomasse conhecimento do que ela havia feito contra mim.




O supervisor Leandro já havia falado que o problema morreria ali naquela reunião e já havia dito para a orientadora Conceição que aquele relatório não tinha valor legal, mas a orientadora Conceição levou este relatório ilegal adiante para outras esferas da Prefeitura Municipal de Belford Roxo, passando pela SEMED (Secretaria Municipal de Educação) e indo parar na Procuradoria Municipal de Belford Roxo para análise de inquérito administrativo disciplinar.





O supervisor Leandro teve que ler em voz alta, visivelmente constrangido, todo aquele relatório preparado por ela que ele já havia anunciado ser ilegal. Após ler o relatório da OP Conceição sobre o II Conselho de Classe realizado na escola Municipal Jorge Ayres, o supervisor Leandro de Oliveira da Silva disse que a orientadora Maria da Conceição Silva Pereira deveria RASGAR AQUELE RELATÓRIO NA MINHA FRENTE E ME PEDIR DESCULPAS POR TODA AQUELA SITUAÇÃO CONSTRANGEDORA. Naquela reunião na frente da secretária da escola Rose (Rosimere Bittencourt de Oliveira) e do supervisor Leandro, a orientadora pedagógica Conceição RASGOU O RELATÓRIO E me pediu desculpas, mas infelizmente, as desculpas dela eram falsas porque ela continuou a me prejudicar E LEVOU O RELATÓRIO ADIANTE. Essas desculpas foram dadas por ela para mim naquela reunião apenas para atender a decisão do supervisor Leandro Oliveira da Silva naquele momento e ela não sofrer nenhuma consequência naquela reunião.




A secretária da escola Rosimery Bitencourt de Oliveira, que estava fazendo o registro da reunião não se segurou e falou ao término da reunião para a orientadora Conceição que ela não devia trabalhar oprimindo professores da escola que trabalhavam. Percebendo a intenção da orientadora Conceição em  prejudicar a mim apenas, mostrando um tratamento diferenciado e  discriminatório diante do comportamento de outros professores, ela interrogou a Conceição o que ela faria então com o professor José Carlos Neto Filho porque ele largava os alunos na sala de aula sem professor durante o horário de suas aulas e  até saía da escola. O professor Neto era professor de história e diretor da escola naquele instante.



(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - matrículas 5508 e 14725 , identidade 09089680-4, CPF 024114147-81, Prefeitura Municipal de Belford Roxo)



Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre. 




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17- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.


18- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


19-  Em processo administrativo de 2003 arquivado pela PROCURADORIA eu pedi socorro e registrei "que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo sintomas psiquiátricos  pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica e psicológica ".


20-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


21- Processos e Atos administrativos de Demissão nas 2 matrículas municipais de Belford Roxo em 2010.


22- Defesa de inquéritos e procedimentos administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.
 

23- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


24- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.



25- História - professora Faiza Khálida da rede municipal de educação de Belford Roxo. 


26- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


27- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


28- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


29- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



30- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.
A pessoa que pratica o mal precisa de apenas 1 motivo para praticar o preconceito


 "Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las".

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU, PROFESSORA FAIZA KHÁLIDA, MATRÍCULAS 5508 E 14725, ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.

Quando eu fiz a minha cirurgia de redesignação sexual em 2004, eu me preocupei em não me ausentar das escolas em que eu estava lotada. Por isso eu só viajei por minha conta e risco após o fim dos meus compromissos profissionais, do preenchimento dos diários de classe e da última reunião deste ano que foi realizada por volta do dia 22 de dezembro. No dia 23, eu viajava e no dia 24 eu chegava a Tailândia para realizar o procedimento cirúrgico que foi definitivo em minha vida.



Eu tive de tomar todas as providências práticas para a viagem sozinha e eu fui sozinha fazer esta operação. Eu tinha todos os medos possíveis. Nunca tinha feito uma viagem de avião. Nunca tinha estado em um lugar fora do Brasil. Precisava realizar pagamentos e transferências de grandes quantias. Foi um ano em que eu ouvia das pessoas no meu trabalho que esta cirurgia daria errado, me tiraria o prazer sexual, que eu nunca seria uma mulher porque nunca teria um útero, que eu nunca poderia ser mãe, que as pessoas nunca aceitariam o que eu iria fazer, que eu deveria mudar de emprego, que eu deveria recomeçar a minha vida em um lugar onde as pessoas não me conhecessem antes devido ao preconceito, etc.



Nenhuma brasileira havia se operado antes com o Dr. Kamol Panristum. Eu fui a primeira brasileira a realizar com ele a cirurgia de redesignação sexual, chamada de CRS ou SRS (cirurgia de redesignação sexual). Havia 4 cirurgiões tailandeses confiáveis, mas para mim era ele ou outro cirurgião tailandês 3 vezes mais caro e com muito mais prestígio na época. Se eu tivesse ído me operar com o outro com mais prestígio e mais caro provavelmente não estivesse viva porque o tsunami invadia a Tailândia no momento em que eu realizava a minha cirurgia.



Eu não tive nenhum apoio financeiro para pagar as despesas.  Ninguém também me fez companhia nessa viagem. Desde o momento em que eu saí de casa no final do ano em 2004 eu estava por minha conta e risco.




Os quatro últimos meses de 2004 também foram muito complicados. O médico cirurgião exigiu que eu suspendesse o uso de todos os remédios que eu tomava. Eu usava antidepressivo e calmante inibidor do sistema nervoso para trabalhar desde o ano anterior. Para mim a decisão pela realização da cirurgia transgenital foi de muito sofrimento porque as pessoas com que eu tinha referência eram contra a realização desta cirurgia e outras me diziam que tudo daria errado. Além do mais, foi um procedimento definitivo, sem volta, retorno ou oportunidade de reversão caso houvesse arrependimento.



Para sair do Brasil eu cheguei inclusive a brigar muito feio e chegar às vias da agressão física com pessoas que eu gostava e que eram muito importantes na minha vida, porque eu estava sendo impedida de sair para a viagem no momento da partida.

Eu nunca tive a intenção em ser uma funcionária pública faltosa, ter um número de faltas acima do que era tolerado ou abandonar o meu trabalho, tanto que eu viajei no meu primeiro dia de férias em 2004 para realizar esta cirurgia transexual e retornei ao trabalho no primeiro dia de trabalho do ano, no primeiro dia útil de fevereiro na Escola Municipal Edson Santos e na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, embora ainda prejudicada fisicamente, mas me forçando a subir a rampa da escola e a trabalhar.



Após a realização da cirurgia, eu me sentia ainda mais profundamente atingida também por ser tratada como professor, de forma masculina e por continuar a ser obrigada a usar um nome de homem. Após anunciar que deveria ser tratada por todos pelo meu nome social e como uma mulher professora, eu fui devolvida novamente, desta vez da Escola Municipal Edson Santos em uma matrícula. Na escola municipal Jorge Ayres de Lima, eu era proibida de trabalhar usando saia ou vestido pela direção. Era comentado publicamente que era absurdo ter contato com alunos alguém que seria um homem barbado usando vestido. Os embates diários, desgastantes e constantes pela minha aceitação social e pelo respeito a minha presença enquanto funcionária pública docente permaneciam.



O ano de 2005 também foi de muito constrangimento. Eu não podia assinar o ponto da escola municipal Jorge Ayres de Lima e os diários de classe das turmas em que eu trabalhava com o meu nome real, antes social, e já retificado pela Justiça. Era muito constrangedor para mim eu ser obrigada a assinar o nome de homem nos documentos da Prefeitura e da escola. Antes, nem diários, horário e turmas determinadas eu tinha, trabalhava sem ter como planejar as atividades, sem saber com quais alunos teria de trabalhar e lecionando disciplinas escolares fora da minha competência e formação numa situação de regência humilhante.


Eu tive um desgaste emocional muito grande nessa busca diária pela correção do meu nome e sexo nos meus documentos. Concomitante as atividades profissionais eram ídas a Defensoria Pública no centro do Rio de Janeiro, ídas ao cartório que ficava muito distante do outro lado da cidade, procura por médico especialista em sexualidade humana adequado a fornecer laudo da rede pública de condição transexual, realização detalhada de perícia médica no órgão genital no instituto médico legal com médico legista, acompanhamento e exigências de processo. Muita gente me dizia que eu nunca ía ter uma vagina, que o que eu tinha era um órgão sexual morto, mutilado, que eu era um aberração da natureza. Quando finalmente saiu a decisão, a luta e o desgaste continuavam nos diversos órgãos públicos enfrentando agora as dificuldades, as estranhezas, a ignorância, o preconceito e  a transfobia para fazer cumprir a ordem judicial pela correção nos meus documentos dos registros que me constrangiam.




De posse dos protocolos, eu acompanhava prazos e andamentos até a entrega dos novos documentos. Eu já havia comunicado em processo administrativo a ordem judicial pela alteração de nome para Faiza Khálida e do sexo para feminino em todos os meus documentos e registros que faziam parte da Prefeitura Municipal de Belford Roxo referentes a mim.



Eu estava em um processo que passava pela realização da cirurgia de sexo que é uma das vivências desse processo transexualizador. Tudo isso é uma questão de saúde. É um direito que eu tinha ter a minha dignidade realizada como ser humano. Eu precisava ser respeitada e feliz. Em busca disso eu estava tirando de mim forças que eu não tinha, me machucando muito através da exposição pública de toda a minha intimidade com a falta de conhecimento e respeito das pessoas.



Essa falta de conhecimento do poder público, a falta de capacitação e preparo dos agentes públicos em lidar com a minha transexualidade, a falta de uma assistência social por parte da Prefeitura Municipal de Belford Roxo na época que pudesse reconhecer a minha necessidade de ter uma avaliação e um apoio psicológico e social no meu trabalho me prejudicou bastante. Em tudo o que me acontecia no meu trabalho de professora da rede municipal belforroxense, não era conhecida, nos documentos e relatórios administrativos, essa realidade que eu enfrentava com todos os medos, os embates, as incertezas, as discriminações, os constrangimentos, os prejuízos emocionais e psicológicos dessa caminhada.



No ano de 2004 quando eu fiz a operação de harmonização sexual, a questão do preconceito, homofobia e transfobia sequer era admitida. Não havia nenhuma ONG de Direitos Humanos LGBT no município de Belford Roxo. Não havia nenhuma Parada LGBT na cidade. Nenhuma funcionária pública havia feito a cirurgia de redesignação sexual e mudado a sua documentação pela questão de gênero. Nada disso era colocado em relatórios, relatos, ocorrências e processos, apesar de ser de conhecimento público, de conhecimento corrente de praticamente todos os órgãos e funcionários públicos municipais que eu era a primeira professora transexual e funcionária pública a enfrentar essa realidade. Na escola eu me sentia como um ser de outro mundo em espetáculo circense, alvo do julgamento, conceitos e preconceitos de todos os agentes educativos.




Todas essas dificuldades, exposições, incompreensões, constrangimentos, preconceitos presentes na sociedade e principalmente nos diversos órgãos municipais, e as mudanças hormonais, físicas e cerebrais também não foram levadas em conta quando avaliaram a minha conduta profissional. É como se eu fosse uma pessoa julgada por ser uma funcionária pública municipal fora da minha realidade que eu sou, que eu fui e que eu vivia. Eu era uma pessoa funcionária pública municipal realizando no trabalho uma transição do masculino para o feminino. Externamente essas mudanças visíveis se deram com o crescimento dos cabelos, a afinação e modelamento de sobrancelhas, o desenvolvimentos dos seios, a redistribuição de gordura corporal, a feminização da voz, o uso progressivo de maquiagens, roupas e acessórios femininos e a realização de outros procedimentos. São mudanças contínuas e progressivas. 





Cada situação é uma situação. Cada pessoa é uma pessoa e cada um reage de uma maneira. Em relação as alterações físicas eu também tinha osteopenia, hérnias de disco com irradiações nas pernas e braços, fraturas, grande redução e aumento de peso chegando aos 100 kg, pressão alta e baixa.




Eu atravessava um processo de transexualização. O direito a saúde que eu tinha por ser diagnosticada transexual não era apenas uma questão de cirurgia genital. É um processo de adequação física, psicológica, mental, profissional, afetiva e  social.



A caminhada pela minha adequação sexual não passou apenas pela realização da minha cirurgia genital realizada em 2004 na Tailândia durante o tsunami, mas por tudo o que veio antes e a seguir e culminou na minha demissão dos meus dois cargos de professora da rede municipal de Belford Roxo. A Prefeitura Municipal de Belford Roxo, a Procuradoria do Município e a Secretaria de Educação nunca admitiram ou tornaram conhecida em seus inquéritos sobre mim inclusive nos que me demitiram definitivamente dos quadros do funcionalismo público municipal essa realidade que eu sofria e atravessava.




(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho  matrículas 5508 e 14725 – Prefeitura Municipal de Belford Roxo, identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)


Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.




CLICAR NO LINK ABAIXO CORRESPONDENTE:






























16- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele.  


17- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


18- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.

19-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.


20- Atos e processos administrativos de demissão nem levaram em conta a minha realidade psíquica e mental.

21- Defesa da professora em processo transexualizador da Prefeitura de Belford Roxo Faiza Khálida.  



22- 2002 foi o ano em que pela primeira vez eu senti que havia ficado doente por causa do trabalho.



23- História - professora Faiza Khálida da rede municipal de educação de Belford Roxo. 


24- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.


25- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


26- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


27- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



28- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense. 

A pessoa que pratica o mal precisa de apenas 1 motivo para praticar o preconceito

A síndrome de Burnout é um quadro clínico mental extremo.
 

Desgaste emocional, esgotamento físico, emocional e espiritual, desânimo, sentimento de isolamento, bloqueio emocional, perda do contato com a realidade ocorrem em pessoas que precisam da assistência social, médica e psicológica.



Prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam fez a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA  com Júnior Morais Coordenador de Politicas Publicas LGBT porque ninguém pode ser discriminado por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.



A secretária Sula do Carmo lançou a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA no município de Belford Roxo. O objetivo é sensibilizar da nossa responsabilidade para uma atitude não discriminatória e para denunciar os abusos!


 Júnior Moraes coordenador de políticas públicas LGBT, Sula do Carmo Secretária de Assistência Social e a subsecretária Elaine Medeiros de Direitos Humanos posaram com camiseta contra a discriminação.

A coordenadoria da diversidade sexual de Belford Roxo se fez notícia com a campanha DISCRIMINAÇÃO É GOL CONTRA!