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terça-feira, 15 de setembro de 2015

ANDRÉ CHUPETA MATOU O PRODUTOR CULTURAL ADRIANO DA SILVA PEREIRA POR HOMOFOBIA. Adriano não tinha vergonha de usar roupas femininas e às vezes saía de casa em Belford Roxo de vestido. ADRIANO FOI ENCONTRADO EM UM CÓRREGO COM VÁRIAS LESÕES NO ROSTO, TÓRAX E PESCOÇO. O CORPO APRESENTAVA PERFURAÇÕES PARECIDAS COM FACADAS E MARCAS DE ESPANCAMENTO. ANDRÉ DEU UMA JOELHADA NO QUEIXO DA VÍTIMA E PARTIU PARA CIMA DELE COM SOCOS. DURANTE A AÇÃO ELE REPETIA QUE ODIAVA HOMOSSEXUAIS. O CRIME FOI PREMEDITADO. ANDRÉ FLERTOU E ATRAIU ADRIANO.

Assassino de Adriano Cor confessa crime na DHBF

 BELFORD ROXO - Vieira, procurado como autor do assassinato do produtor cultural Adriano da Silva Pereira, de 33 anos, ocorrido no dia 5 de julho, no bairro de Cabuçu, em Nova Iguaçu. O criminoso, conhecido como André Chupeta, confessou o crime na delegacia especializada, após ser capturado na cidade de Viçosa, em Alagoas, com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil do estado do Nordeste. Ele chegou ao Rio de Janeiro sob custódia da Polícia Civil no início da noite de sexta-feira.

Segundo a Polícia Civil, os agentes da DHBF chegaram até André Chupeta através de uma denúncia anônima feita por um morador de Viçosa. “A denúncia indicava o local onde o suspeito estava escondido. Embarcamos ontem (quinta-feira) e fizemos a prisão. A captura do André oferece uma resposta para a sociedade”, esclareceu o delegado titular da DHBF, Fabio Cardoso. O suspeito estava foragido desde agosto, quando teve a prisão temporária decretada pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.
 
 As investigações da Divisão de Homicídios confirmaram que o motivo do crime seria homofobia. O produtor cultural estava indo para Nova Iguaçu se encontrar com amigos em uma casa noturna no centro de Nova Iguaçu. Através de imagens de câmeras de segurança obtidas pela DHBF, foi possível ver quando André e dois amigos passam de carro e em seguida abordam Adriano. “Eles estavam em um forró (na Rua Coronel Francisco Soares), o Adriano estava passando quando se conheceram e começaram a conversar. Dali eles marcaram de sair e seguiriam para uma festa em Cabuçu”, contou o delegado na época que a especializada identificou André como autor do crime. Ainda segundo o delegado, as testemunhas que estavam no carro contaram em depoimento que quando chegaram ao bairro, André desembarcou com Adriano e apesar das declarações homofóbicas que fazia normalmente, eles estariam flertando.
 
Adriano foi encontrado morto com várias lesões no rosto, tórax e pescoço em um pequeno córrego próximo da Estrada Passa Vinte, em Cabuçu. O corpo da vítima apresentava perfurações parecidas com facadas e marcas de espancamento por diversas partes. De acordo com o delegado Fabio Cardoso, André usou o flerte para atrair a Adriano até o bairro de Cabuçu. Segundo as testemunhas, o acusado aproveitou um momento de distração do produtor e iniciou a agressão. “André deu uma joelhada no queixo da vítima e partiu para cima dele com socos. Antes de desmaiar, Adriano chegou a questionar o que tinha feito ao autor do crime”, informou Fabio Cardoso. Ainda segundo ele, as testemunhas contaram que durante a ação, o agressor repetia que odiava homossexuais. A Polícia Civil concluiu que o crime foi premeditado. André flertou com Adriano no centro de Nova Iguaçu e o atraiu para Cabuçu.
 
Adriano não tinha vergonha de usar roupas femininas. Artista e produtor, às vezes saía de casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, de vestido. "Roupa não tem gênero", costumava dizer aos amigos.
 
http://noticiasdebelfordroxo.blogspot.com.br/2015/09/assassino-de-adriano-cor-confessa-crime-na-dhbf.html#more
 
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O grupo que agrediu três jovens na avenida Paulista na manhã deste domingo agiu em ataques diferentes, segundo as vítimas. Os três rapazes agredidos são homossexuais. Uma das vítimas disse que OS AGRESSORES não tinham a aparência característica de skinheads, como cabeças raspadas, e estavam bem vestidos.

Grupo agrediu jovens gays na avenida Paulista em dois ataques diferentes





Gays são agredidos em novo caso na região da Paulista. POLICIAIS NÃO CHAMARAM REFORÇO. FUNCIONÁRIOS DO POSTO TAMBÉM NÃO ATENDERAM AS VÍTIMAS , NÃO DERAM NEM ÁGUA , NEM PANO PARA LIMPAR A FERIDA. Um estudante de 27 anos recebeu uma garrafada na madrugada de terça-feira (25). O outro rapaz levou um soco no peito e notou que um dos agressores tinha a cabeça raspada, outro tinha tatuagens, e que todo o grupo vestia roupas pretas.

publicado em 29/01/2011 às 08h57
no portal R7 RECORD

Gays são agredidos em novo caso na região da Paulista
Um estudante de 27 anos recebeu uma garrafada na madrugada de terça-feira (25)

...Um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de mais um ataque homofóbico na região da avenida Paulista, na madrugada de terça-feira (25), aniversário de São Paulo. Com esse, são pelo menos cinco casos desde 14 de novembro, quando quatro adolescentes e um jovem de 19 anos cometeram agressões na mesma avenida.

Por volta das 4h, Fábio (nome fictício) e o amigo caminhavam na rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a rua Frei Caneca, quando ele levou uma garrafada no olho direito. O estudante conta que não viu os agressores se aproximarem. Ao tomar a garrafada, ouviu o amigo que o acompanhava gritando para que corresse. O outro rapaz levou um soco no peito e notou que um dos agressores tinha a cabeça raspada, outro tinha tatuagens, e que todo o grupo vestia roupas pretas.

Fábio é homossexual e mora na zona oeste. Seu marido está na Alemanha, onde casaram - o país permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz estar convicto de que o ataque teve motivação homofóbica porque as roupas que usa e a entonação da voz indicariam sua orientação sexual. Ele lamenta o fato e diz não compreender a motivação para agressões gratuitas como as que têm acontecido na região da Paulista.

- Não sei se isso é estimulado por comportamento familiar, programas na TV... Não sei interpretar o que acontece na cabeça da pessoa para ter um comportamento desse tipo.


DESAMPARO
...Após a agressão, Fábio correu para um posto de gasolina com sangramento no olho e no rosto. Foi nesse momento que o estudante teve, pela primeira vez naquele dia, o sentimento de desamparo. Não foi atendido pelos funcionários do posto quando pediu água e um pano para limpar a ferida.

O amigo tentou ligar para a polícia, mas não foi atendido. Fábio então procurou a base móvel da Polícia Militar na Paulista, nas proximidades com a rua Haddock Lobo. Ele se queixa que os policiais não chamaram reforço para tentar buscar os agressores.

- Pelo jeito, pensaram que tinha sido uma briga de balada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.