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sexta-feira, 1 de julho de 2011

QUINTEC RECEBEU R$ 48 MIL DA FUNDAÇÃO SARNEY PARTE DO DINHEIRO REPASSADO PELO GOVERNO DO MARANHÃO PARA A FUNDAÇÃO SARNEY. ABOM RECEBEU R$ 198 MIL

EM 2004 FUNDAÇÃO SARNEY RECEBEU R$ 960 MIL DO ESTADO DO MARANHÃODocumentos do Ministério Público Estadual apontam desvio de dinheiro do governo do Maranhão pela Fundação José Sarney em 2004, quando a entidade recebeu R$ 960 mil do Estado.

QUINTEC RECEBEU R$ 48 MIL DA FUNDAÇÃO SARNEY, PARTE DO DINHEIRO DO REPASSADO PELO GOVERNO DO MARANHÃO
Uma empresa de instalação elétrica chamada Quintec recebeu R$ 48,5 mil da fundação, ou seja, parte do dinheiro repassado pelo governo.
NA CASA EM QUE FUNCIONARIA A QUINTEC NÃO HÁ NO LOCAL NENHUMA EMPRESA
O endereço da Quintec é o da casa da pedagoga Conceição de Maria Martins Pereira, vice-presidente da Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), entidade que tem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), como "presidente de honra e perpétuo". Sarney também é presidente vitalício da fundação que leva seu nome e foi criada para abrigar o acervo da carreira política e pessoal dele.

Na casa em que funcionaria a Quintec, uma moradora informou que não há no local nenhuma empresa. Conceição não estava no local.
José Carlos Sousa Silva, presidente da Fundação José Sarney, não quis falar.
FUNDAÇÃO SARNEY JÁ HAVIA DESVIADO MAIS DE 1 MILHÃO REPASSADO PELA PETROBRAS DE 2005 A 2008

Criada por Sarney, a fundação já era investigada por suposto desvio de R$ 1,34 milhão da Petrobras repassado de 2005 a 2008. Surgiu agora que isso ocorreu também com verba estadual.
A fundação recebeu dinheiro do governo do Maranhão para preservação e divulgação do acervo de livros e do museu.

O Ministério Público tabulou os pagamentos feitos pela fundação com a verba. Na relação, aparece que a Quintec recebeu pagamentos mensais de R$ 5.000 a R$ 6.000 em 2004, totalizando os R$ 48,5 mil. 
FUNDAÇÃO USOU O DINHEIRO PARA PRESERVAÇÃO DE LIVROS PARA BANCAR DESPESAS ADMINISTRATIVAS O QUE É UMA IRREGULARIDADE.

A fundação empregou os R$ 960 mil recebidos do governo para bancar despesas administrativas, o que, é uma irregularidade.
O correto é que os recursos sejam restituídos ao governo do Maranhão.
Ainda houve o repasse de R$ 198 mil em 2004 da fundação para a Abom. O dinheiro público foi usado para manter uma associação privada.

EM 2004 HOUVE O REPASSE DE R$ 198 MIL PARA MANTER EMPRESA PRIVADA. DONO DA EMPRESA PRIVADA É FUNCIONÁRIO DE GABINETE DO SENADO
O presidente da Abom, Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, afirmou que não falaria sobre o caso da empresa Quintec e o repasse da fundação. Raimundo Nonato é funcionário do gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-AP), filho e suplente de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia e aliado do presidente do Senado.

A Fundação Sarney funciona no prédio do antigo Convento das Mercês, doado à entidade pelo Estado do Maranhão.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

EMPRENTEIRA ASSUMIU CONTRATO DE 46 MILHÕES PARA FERROVIA SEM TER CONDIÇÕES DE FAZER A EMPREITADA. FERNANDO SARNEY É O MENTOR INTELECTUAL DA QUADRILHA.

Agência Folha, em São Luís
Agência Folha, em Imperatriz (MA)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u603764.shtml

Elo de firmas com Fundação José Sarney

Três empresas investigadas na Operação Boi Barrica funcionam no mesmo endereço da MC Consultoria, que desviou verba da Petrobras repassada à Fundação José Sarney. As empreiteiras Lupama, Planor e Proplan integram um esquema de desvio de recursos públicos em estatais. 
A fraude era comandada pelo empresário Fernando Sarney, principal alvo da Boi Barrica (rebatizada de Faktor) e indiciado no dia 15. Ele é filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que dá nome à fundação.

A empreiteira Lupama não possui estrutura para fazer construções. Mas, por meio de sub-empreitada, assumiu contrato de R$ 46 milhões para trecho da ferrovia Norte-Sul, sob responsabilidade da estatal Valec-Engenharia, Construções e Ferrovias.
Conforme a PF, Fernando era o "mentor intelectual" de uma quadrilha que incluiria dois empresários ligados a ele, Gianfranco Vitorio Artur Perasso e Flávio Barbosa Lima. Os dois são os donos da Lupama, da Proplan e da Planor.

Fernando fazia tráfico de influência na Valec em "contatos promíscuos" com o diretor de engenharia, Ulisses Assad. Aí entra a conexão com a Fundação José Sarney. A Petrobras repassou R$ 1,34 milhão à entidade de 2005 a 2008 para recuperação de livros e acervo do museu da entidade.
Para tocar os projetos, a fundação contratou várias empresas. Uma delas foi a MC Consultoria, que recebeu R$ 40 mil, mas o seu proprietário, Marco Aurélio Bastos Cavalcanti, não sabe explicar com clareza que trabalho prestou à entidade.


O Ministério Público Estadual, que reprovou as contas da fundação nesta semana, diz que MC Consultoria foi contratada para serviços que não têm a ver com área de contabilidade. Contador e advogado, Cavalcanti trabalha na TV Mirante, que pertence à família Sarney. Ele disse ter alugado a sede da MC de Flávio Lima, o empresário que atuaria com Fernando. O contador afirmou ainda que faz contabilidade da Proplan.

Com sede em São Paulo, conforme cadastro da Receita Federal, a Proplan desviou R$ 2,6 milhões da obra de despoluição da lagoa de Jansen em São Luís. A PF interceptou um e-mail da empresa que faz menção a documentos de "Fernando J. M. Sarney" no arquivo da Proplan.
Além do endereço em São Luís, a Lupama tem sede, segundo a Receita, em Imperatriz. O local fica num bairro pobre e sem saneamento básico.

Durvalina Pessoa da Silva, 55, que mora na pequena casa de alvenaria há 20 anos, disse que seu marido, Modesto de Freitas, apenas cedeu o endereço a Flávio Lima. Segundo ela, na casa não há atividades da empresa. "Aqui só chega a correspondência."


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

O presidente do Senado, José Sarney, decidiu fechar as portas da fundação que leva o seu nome, no Maranhão. Por que vai fechar? Pendurada nas manchetes como ninho de irregularidades, a fundação já não encontra quem se disponha a financiá-la. Custa, segundo Sarney, algo como R$ 70 mil por mês. “Não temos mais dinheiro”, diz o senador. "Sonhei um dia que o Brasil poderia ter uma grande biblioteca com documentos históricos de um ex-presidente. Mas eu estava errado".- Em tempo: O Ministério da Cultura deve uma resposta ao contribuinte brasileiro. Que fim levou a auditoria do patrocínio de R$ 1,3 milhão que a Petrobras borrifara nas arcas da Fundação Sarney?

FOLHA ON LINE
Fábio Pozzebom/ABr


26/10/2009

Sarney decide fechar as portas da Fundação Sarney

O presidente do Senado, José Sarney, decidiu fechar as portas da fundação que leva o seu nome, no Maranhão.


A notícia ganhou as páginas da Folha. Está na coluna da repórter Mônica Bergamo.

Assentada no convento das Mercês em São Luís, a Fundação José Sarney guarda o acervo da época em que seu fundador foi presidente do Brasil.

Armazena também livros e papéis colecionados por Sarney ao longo de 50 anos de política. De resto, abriga um mausoléu onde o senador pretendia ser enterrado.


Por que vai fechar? Pendurada nas manchetes como ninho de irregularidades, a fundação já não encontra quem se disponha a financiá-la.

Custa, segundo Sarney, algo como R$ 70 mil por mês. “Não temos mais dinheiro”, diz o senador. "Sonhei um dia que o Brasil poderia ter uma grande biblioteca com documentos históricos de um ex-presidente. Mas eu estava errado".- Em tempo: O Ministério da Cultura deve uma resposta ao contribuinte brasileiro. Que fim levou a auditoria do patrocínio de R$ 1,3 milhão que a Petrobras borrifara nas arcas da Fundação Sarney? 



O GLOBO

Após denúncias


Sarney decide fechar Fundação José Sarney por falta de verbas, diz jornal

Publicada em 26/10/2009 às 09h23m

O Globo RIO - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu fechar a Fundação José Sarney no convento das Mercês, no Maranhão, informou nesta segunda-feira a colunista Mônica Bergamo do jornal "Folha de S.Paulo". O senador informou que, após denúncias de irregularidades na entidade, colaboradores pararam de doar dinheiro para a fundação. Criada para manter o museu com o acervo do período em que foi presidente da República, a entidade teria um gasto mensal de R$ 70 mil.

" Não temos mais dinheiro "
- Não temos mais dinheiro - afirmou o senador.

- Sonhei um dia que o Brasil poderia ter uma grande biblioteca com documentos históricos de um ex-presidente. Mas eu estava errado - completou.

Em julho deste ano, a Fundação José Sarney foi acusada de desviar recursos de patrocínio da Petrobras para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador. Seriam R$ 500 mil transferidos para companhias terceirizadas com endereços fictícios em São Luís, contas bancárias paralelas ao projeto e para emissoras de rádio e TV de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais. Na época, o presidente do Senado divulgou nota dizendo que não participava da administração da fundação que leva seu nome, nem tinha responsabilidade sobre ela. A entidade abriga 220 mil documentos e 37 mil livros doados, além de um mausoléu onde Sarney queria ser enterrado. O senador afirmou que vai "procurar uma instituição para doar todo o acervo".

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.