Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Todas as políticas públicas devem promover os direitos de todo ser humano, agindo nos princípios da democracia , cidadania e justiça social. A Lei. A Constituição Federal. Não cabem o preconceito, a intolerância e a discriminação em um Estado Democrático de Direito.
Policiais da 34ª DP (Bangu) prenderam o líder de uma igreja presbiteriana por abusar sexualmente, durante cinco anos, de uma menina de 13 anos que frequentava a mesma congregação, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
O presbítero começou a ser investigado pelos policiais, em junho, após denúncias registradas por familiares da vítima. Os parentes desconfiaram do que estava acontecendo e questionaram a menina, que revelou os abusos.
Segundo informações da 34° DP, os abusos aconteciam na igreja e na casa de Barbosa, que fica ao lado do templo. A família deixava a menina na residência do presbítero para ficar ao cuidados da mulher dele. Quando a mulher deixava a casa, ele praticava os abusos.
Barbosa, que mantinha um comércio na sua casa, oferecia balas e doces, além de uma pequena quantia de dinheiro para a menina.
Depois que o caso começou a ser apurado, Barbosa fugiu do local onde mora, mas voltou depois de um mês e teve a prisão temporária decretada. Os policiais foram avisados da volta de José e realizaram a prisão nesta sexta-feira.
Servidores municipais de Belford Roxo fizeram uma manifestação nesta quinta-feira no Centro do município e depois seguiram para a Avenida Presidente Dutra, interditando parcialmente um trecho na altura do km 173, sentido São Paulo. De acordo com o sindicato, a greve anunciada pelo funcionalismo na segunda-feira segue por tempo indeterminado. No ato, profissionais de Educação, Saúde, Administração, Obras e Conservação protestaram contra atrasos de salários — alguns disseram que estão sem receber desde setembro de 2016 — e o não cumprimento do parcelamento dos pagamentos, proposto pela prefeitura.
A passeata durou cerca de três horas, tendo a sede da prefeitura como ponto de partida, às 10h. Na Dutra, o grupo permanceu por volta de uma hora, antes de seguir de volta ao órgão, às 13h.
O diretor do sindicato Ventura Arno, de 55 anos, diz que a incerteza de pagamento compromete sua organização financeira:
— Não basta estarmos endividados, agora a prefeitura não respeita nem as datas que nos deu. Assim fica impossível planejarmos o pagamento de nossas dívidas.
O funcionalismo de Belford Roxo decidiu entrar em greve depois da aprovação do pacote que tirou benefícios dos servidores. Uma das reclamações é sobre o fim do triênio.
Prefeitura diz que 14 mil ALUNOS estão sem aula.
Greve reúne várias categorias entre Saúde e Educação
Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo
Os servidores municipais de Belford Roxo iniciariam uma greve geral na cidade . A decisão, que reúne representantes dos sindicatos da Saúde, Educação, Fiscais, Limpeza Urbana, entre outros, foi anunciada durante um protesto pelas ruas do Centro do município. O ato terminou na porta da sede do governo municipal.
— O sentimento é de revolta. Na campanha, ele (o prefeito Waguinho) repetia toda hora que iria valorizar o servidor. Agora, além de não pagar em dia, está tirando os nossos benefícios — criticou Edilson Gonçalves, de 55 anos, presidente do sindicato dos servidores de Belford Roxo.
Servidores fizeram manifestação na porta da Prefeitura de Belford Roxo
Foto: Cléber Júnior / Extra
O Prefeito Waguinho aumentou o número de secretarias e tem uma folha de R$ 5 milhões em cargos comissionados.
A diretora da Escola Municipal Airton Senna, no bairro Bela Vista, Vera Lucia Castellar, disse que é a primeira vez que vê um prefeito próximo ao magistério e democrático.
Tirando o Vereador Cristiano Santos todos os outros votaram contra os servidores municipais
15 MILHÕES PARA GRÁFICA
TOTAL DESSE CABIDE DE EMPREGO
na Prefeitura de Belford Roxo: 4.547.500,00 ( QUATRO MILHÕES QUINHENTOS E QUARENTA E SETE MIL E QUINHENTOS REAIS )
01- Casa Civil 195.000
02- Ciência e tecnologia 67.300
03- Conservação 364.200
04- Assistência social 226.600
05- Ordem urbana 50.300
06-Cultura 40.200
07- Compras e suprimentos 94.500
08-Habitação e Urbanismo 97.300
09- Fazenda 116.600
10- Educação 510.500
11- Proteção aos animais 24.700
12- Sec da Mulher 55.200
13- Meio Ambiente 69.800
14- Previde 125.900
15-Sec governo 37.000
16- Mobilidade urbana 76.500
17- Assuntos comunitários 28.000
18- Desenvolvimento e saneamento 46.300
19- Deficiência física 36.000
20- Fumbel 81.000
21- Vigilância sanitária 41.700
22- Esporte e lazer 116.500
23- Obras 129.100
24- Trabalho e emprego 39.700
25- Turismo 43.200
26- Comunicação social 85.800
27- Sec do tesouro 36.000
28- Sec idoso 31.600
29- Serviços públicos 321.300
30- Segurança pública 76.000
31- Captação de recursos 37.700
32- Fundo de saúde 70.500
33-Gabinete do prefeito 298.300
34- Saúde 433.100
35- Administração 187.h000
36- Articulação política 34.600
37- Procuradoria 142.600
38- Indústria e comércio 28.600
39- Controladoria 51.300
CÂMARA DE BELFORD ROXO FOI OCUPADA POR SERVIDORES
Servidores lotaram a câmara em protesto Foto: Divulgação / Reprodução JORNAL EXTRA
FIM DO triênio, plano de carreira, licenças, vale-transporte e benefícios por formação.
300 funcionários da Prefeitura de Belford Roxo invadiram a Câmara Municipal da cidade na noite da última terça-feira (18). Eles cobram do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, e do presidente da Câmara, Reinaldo Gandra, a revogação da lei publicada na última sexta-feira (14) e votada ao apagar das luzes, na véspera do feriado de Semana Santa, pela Casa Legislativa.
Os servidores protestam contra lei aprovada pela Câmara que extingue vários benefícios conquistados pela categoria
Fotos: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Pequenos grupos de manifestantes se revezam na ocupação da Casa Legislativa desde terça-feira
Fotos: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Os servidores se revezam na ocupação e dizem que o ato é por tempo indeterminado.
"fim de vários direitos já conquistados pelos servidores municipais, tais como adicional por tempo de serviços, triênio, vale transporte, licenças, plano de carreira e benefícios por formação.
“Também estamos cobrando do prefeito os salários atrasados de setembro a dezembro do ano passado e o pagamento do 13º salário, como é nosso direito assegurado por lei”, contam. Outras categorias também estão com os vencimentos atrasados.
O plenário da Câmara está ocupado e não estão sendo realizadas sessões.
Os servidores estão se revezando em grupos de cerca de 10 a 15 pessoas para impedir o funcionamento da casa até que a situação seja resolvida.
Servidores de Belford Roxo ocupam Câmara após corte de benefícios
Foto: Reprodução Servidores da saúde e segurança também foram à Câmara Municipal
RIO - Um grupo de servidores municipais ocupa a Câmara de Vereadores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, desde a noite desta terça-feira. A medida foi tomada em protesto, entre outras reivindicações, ao pacote que foi votado no plenário que acaba com o plano de carreira dos profissionais e outros benefícios.
— Tudo isso começou na última quinta-feira. A Câmara dos Vereadores votou um "pacote de maldades", que tira o nosso triênio, acabou com o plano de carreira dos funcionários e mexe com uma série de outras situações. Além disso, estamos, desde janeiro, recebendo o pagamento sem o auxílio-transporte — afirmou Maria José Rodrigues Carvalho, diretora do Sindicato de estadual dos profissionais da educação e professora há 19 anos.
O ato em Belford Roxo é formado por diversas categorias, como educação e saúde. Nesta terça-feira, os funcionários daquele município realizaram um protesto na Câmara. Segundo eles, caso a situação permaneça, eles podem realizar uma greve geral a partir da próxima segunda-feira. As propostas, das quais os servidores são contra, foram aprovadas pelos vereadores depois de terem sido enviadas à Casa pelo prefeito Waguinho (PMDB).
Conforme explicou Maria José, há setores do funcionalismo que estão sem receber os salários de setembro do ano passado, como é o caso dos profissionais da saúde. Além disso, de acordo com ela, há funcionários contratados e terceirizados de Belford Roxo que também estão com os vencimentos atrasados.
— No nosso caso, o da educação, cerca de 300 pessoas não receberam o salário de março. Essas pessoas trabalharam e a prefeitura não pagou — disse ela. — Esse conjunto de ações que a prefeitura vem fazendo, em 100 dias governo, fez com que fôssemos à Câmara, há 15 dias, para dialogar com os vereadores. Depois, na véspera do feriado, a prefeitura encaminhou o projeto que retira esses direitos, que foi votado e aprovado no mesmo dia.
Na manhã da próxima segunda-feira, os servidores devem realizar uma assembleia unificada, com a participação de representantes de diversas categorias. Até lá, os funcionários devem permanecer ocupando a Câmara, em esquema de revezamento.
Quem pratica o preconceito pode até achar essa palavra comum e não se importar com o que ela pode causar a quem o sofre.
A maioria das vítimas tentam suicídio, se escondem, se calam, vivem num mundo de transtorno, causando uma deterioração a saúde física e mental".
Quando eu comecei a trabalhar em Belford Roxo dando aulas na Escola Municipal São Bento no início do ano em 1995 após ser aprovada no concurso público do município, era muito difícil trabalhar, eu não conseguia nem mesmo circular pela escola devido as manifestações de hostilidade com relação a minha sexualidade. Era um ambiente extremamente hostil comigo porque as pessoas me consideravam homossexual e se manifestavam com preconceito. Eu ouvia inclusive durante as aulas ofensas por parte dos alunos da escola, eu recebia apelido, dava aulas sendo chamada de viado conforme informei à administração pública municipal em processos de 2003. Era alvo de chacotas não apenas dos alunos, outros profissionais da escola riam de mim, me chamavam por apelido, debochavam, ridicularizavam, compactuavam e faziam parte daquela realidade. Por muitos anos eu conseguia heroicamente enfrentar essa situação, mas chegou um momento em que o meu estado mental foi sendo fragilizado apresentando sintomas depressivos, principalmente no período após eu começar a ser tratada mal pela diretora Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) da Escola Municipal São Bento ostensivamente. Eu era todos os dias chamada à sala da direção. Nada estava bom com o meu trabalho. Tudo o que eu fazia era considerado um lixo. As exigências e as responsabilidades eram muitas. Eu tinha que refazer o ponto equivocadamente todos os dias em que a diretora se encontrava na escola. Ela se recusava a entender até que a coordenadora do turno da noite Iranildes havia trocado o meu dia da terça-feira para a sexta-feira para que houvesse aluno na escola nesse dia à noite já que antes a escola ficava vazia porque eles preferiam ficar "curtindo" na praça do Wona. Eu era acusada dia a dia de ser uma péssima profissional pela diretora Vera Lúcia. A diretora me culpava até do preconceito que eu sofria na escola e, por fim, com o apoio da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira não aceitou mais a minha presença na escola municipal São Bento onde eu trabalhava por quase 8 anos.
FOTO: diretora municipal de Belford Roxo
Vera Lúcia Castelar
Eu trabalhava em sala de aula com pessoas entrando dentro da escola me jogando coisas. Muitas pessoas jogavam coisas para me acertar pelo lado de fora da escola. Muitas entravam dentro da escola para me agredir: me jogavam pedras, lama, cocô ... banho de terra conforme relatei em processos administrativos de 2003 arquivados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo. Quando a diretora entrava na sala de aula e via essa situação humilhante acontecendo, ela parava de falar, virava as costas e ía embora como se nada estivesse acontecendo. Quando eu pedia um posicionamento da diretora Vera, ela me dizia que aquilo acontecia por causa do meu jeito de ser. Aquilo parecia ser normal para a direção ou aquilo era exatamente o que a direção desejava que ocorresse.
Escola Municipal São Bento
em Belford Roxo
Uma equipe de aproximadamente 8 supervisores da Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo (SEMED) chegou a determinar que fossem colocadas proteções de madeira nos buracos das paredes em sala de aula da Escola Municipal São Bento devido a essas situações de constrangimento que ocorriam. Pena que isso só foi feito depois que eu fui obrigada, chantageada e coagida a sair desta escola.
Síndrome depressiva e depressão bipolar
PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS
"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS
AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento
Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de
tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas
funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo
meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não
consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que
não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".
Eu também informei a Prefeitura Municipal de Belford Roxo através de processos administrativos em 2003 que eu não me encontrava bem de saúde, tinha problemas, fazia uso de remédios para doença mental, precisava de ajuda psiquiátrica e psicológica, tudo isso de forma escrita, muito confusa e muito abatida. Mostrei nesses processos administrativos inclusive o relato do atendimento da emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro realizado em mim em 2003. Neste relato, o médico, que me atendeu na urgência, manifestava a necessidade de tratamento, acompanhamento psiquiátrico e a presença de doença mental.
EMERGÊNCIA NO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO - 10/07/2003
A doença mental informada e o relato médico informados nesses processos foram sempre ignorados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo e a Secretaria Municipal de Educação.
Mesmo anos depois, cada fato do presente em um determinado momento no meu trabalho de professora em Belford Roxo estava ligado na minha mente a cada fato do passado realizado durante o meu trabalho profissional no município. Era como se as duas realidades fossem uma coisa só, as situações se repetiam.
Violencia Psicológica - Sequelas - Falta de disposição para realizar tarefas / Medo de enfrentar desafios / Raiva alimentada por si próprio / Tentativa de suicídio / Descrença em seu desempenho pessoal / Depressão permanente
Quando a subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira me disse que eu iria morrer em 2002, eu acreditava que iria tomar um tiro, assim como eu passei a acreditar que eu estava marcada para ser executada a tiro quando a orientadora pedagógica Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira) me disse que eu tomaria um tiro dentro da sala dela na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima em 2007.
A partir do instante em que a orientadora Conceição me falou que eu ía morrer em 2007, eu não conseguia mais me dedicar adequadamente, planejar aulas, dar aulas, pensar mais no futuro. Eu acreditava que eu era uma mártir, que eu era uma pessoa que já estava no fim da minha vida. Eu acreditava que o fim da minha vida já havia sido determinado e que eu nada poderia fazer quanto a isso. A minha realidade passou a ser outra diante dessa sentença de morte.
DECLARAÇÃO MÉDICA
20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO
Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico a partir daquele fato em 2007.
Em um dia em 2002 que eu estava diante da subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira na Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo e ela me disse que poria um fim na minha vida, eu vi a manifestação plena do mal em um ser humano.
A Subsecretária de Educação Rosângela Maria mostrava que me odiava, que deseja o pior para mim. Ela fez o que pôde para que eu eu trabalhasse no lugar mais longe da minha residência, onde eu enfrentaria maior dificuldade para chegar à escola e consequentemente fosse mais difícil a realização do meu trabalho. Esse lugar era Nova Aurora.
A Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira fez questão de me dizer que a partir daquele instante em 2002 eu teria de ser perfeita para continuar a ser professora porque se eu cometesse qualquer errinho que fosse, ela teria o motivo que desejava para que eu perdesse o meu emprego, fosse demitida e além disso, nunca mais arrumasse emprego em lugar nenhum. Ela queria me ver arruinada para sempre.
FOTO:
subsecretária de Educação de Belford Roxo
Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira
Após a ameaça de morte e ruína completa da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira, eu não morri fisicamente, morria psicologicamente, mas um professor da Escola Municipal São Bento que tornou público o que a Subsecretária de Educação Rosângela Maria e a diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) faziam comigo naquela época, inclusive a ameaça de morte, e também através de reuniões na escola e abaixo-assinado contra o preconceito, foi assassinado com tiros.
Quando esse professor, que era homossexual, foi assassinado, eu fui informada de que eu não deveria ir ao enterro dele, pois eu poderia ser assassinada também se fosse.
A Subsecretária de Educação Rosângela Maria não conseguindo me enviar para o lugar que ela dizia ser o fim do mundo para mim, me colocou em uma matrícula na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, onde havia o caso de outro professor que era homossexual, que penava, surtava e foi assassinado.
Chegando na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, eu trabalhava em situação de regência humilhante. Era anunciada na unidade escolar da rede de educação de Belford Roxo como o professor tapa-buraco, que não tinha diário nem poderia reprovar. Tinha de entrar e sair das turmas sem hora certa, mal começando ou cortando o assunto, colocando em descrédito tudo o que eu fazia. Eu tinha de dar aulas para crianças do antigo nível "primário" em que eu não tinha especialização. Tinha de dar aulas de matemática, estudos sociais, ciências também sem ter formação e em desvio de função. Também tinha de dar aulas de história que deveriam ser dadas pelo posterior diretor da escola municipal Jorge Ayres de Lima José Carlos Neto Filho (matrícula 11/05236). Permanecia 6 tempos de aula na pior turma da escola em que todos os professores faltavam quando a carga horária da minha disciplina era de apenas 2 tempos SEMANAIS. Era como se eu desse 3 semanas de aulas em um único dia. Eu surtava na sala de aula.
A Secretária de Educação seguinte Maíses Rangel Suhett pôs um fim a processos administrativos onde eu pedia justiça pelo preconceito que eu passei, que teve como "pano de fundo" um relatório mentiroso e discriminatório elaborado pela diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165). A Secretária de Educação Maíses disse que o relatório técnico havia sumido dentro da Secretaria Municipal de Educação em Belford Roxo, logo segundo ela o relatório técnico da diretora Vera Castelar de 2002 era inexistente, consequentemente nada seria feito; e disse também que eu era um homossexual estigmatizado. Foi a
segunda vez que documentos sobre mim foram extraviados ou
desapareceram no âmbito da secretaria municipal de educação de Belford
Roxo. O meu planejamento que eu havia entregado na Escola Municipal São Bento juntamente com a professora Rosemar, de ciências, nas mãos da orientadora pedagógica Fátima já havia sumido na escola municipal São Bento, sendo registrado falsamente como inexistente no relatório técnico discriminatório da diretora Vera de 2002. A própria professora Rosemar de Ciências, muito indignada na época, indagou a orientadora pedagógica Fátima, na escola, por que ela fez essa sacanagem comigo confirmando a mentira no relatório técnico da diretora Vera de que eu não havia entregado o planejamento, se ela mesma imprimiu o planejamento para mim e viu eu o entregando juntamente com ela em mão à orientadora Fátima. Em 2009, ofício sobre mim também foi extraviado na secretaria municipal de educação de Belford Roxo.
FOTO: Secretária Municipal de Educação de Belford Roxo
Maíses Rangel Suhett
Para dizer que os problemas ocasionados pelo relatório mentiroso e discriminatório haviam sido resolvidos, a Secretária Municipal de Educação Maíses Rangel Suhett justificou que eu era homossexual. A Secretária de Educação Maíses afirmou erradamente a minha realidade. A minha realidade era feminina e transexual. Eu me encontrava realizando alterações bioquímicas e hormonais no meu organismo em processo transexualizador. Já havia inclusive passado mais de 7 meses que eu havia me submetido a uma cirurgia de adequação sexual chamada por pelo procurador Municipal de Belford Roxo Clarindo Manoel de Moraes como mudança de sexo no processo administrativo 04/1746/03.
Também para justificar os problemas ocasionados a mim por este relatório técnico, a secretária de educação Maíses disse que eu sentia o estigma da homossexualidade. A secretária de educação Maíses justificou erradamente a minha realidade em processos administrativos. Na realidade eu não tinha as minhas condições emocionais, psicológicas e mentais inclusive para exercer a minha atividade profissional precisando de tratamento psiquiátrico e psicológico desde 2002.
de 04 de junho de 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS (página 03)
"Tem muita gente que tem ódio de homossexual e o preconceito é muito grande nas escolas. É um ambiente doentio. Eu sendo professorx não aguentei. Fui humilhadx muitas vezes. Me disseram que eu teria de ser perfeitx se quisesse continuar a ser professorx".
de 07 de outubro de 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS (FOLHA 03)
"Fiquei perturbadx, fragilizadx, desorientadx, com os nervos pronto pra explodir, paranoicx, em depressão com as pessoas que ficavam debochando da minha sexualidade".
7 meses após a minha cirurgia de correção sexual e tendo uma vagina, a secretária de Educação Maíses Rangel Suhett dizia em processo em julho de 2005 que eu era o professor homossexual demonstrando total desconhecimento, total equívoco ou total desrespeito a minha identidade de gênero, ao meu sofrimento e a minha aflição de ser tratada no trabalho no gênero masculino.
"QUANDO A DIFERENÇA NÃO PRODUZ UMA DIFERENÇA NO OLHAR A EXCLUSÃO DA ESCOLA DÁ LUGAR À EXCLUSÃO NA ESCOLA".
A Secretária de educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett disse em processos que eu havia comparecido na secretaria de educação e havia dito que os problemas ocasionados a mim pelo relatório técnico da diretora Vera Lúcia Castelar de 2002 foram resolvidos com a minha transferência para uma outra unidade escolar. Ela mentiu. Eu não falei isso. Eu fui obrigada, chantageada, ameaçada e coagida pela subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira a nunca mais pisar na Escola Municipal São Bento onde eu dava aulas por mais de 7 anos, tendo 2 matrículas, caso contrário esse relatório técnico seria usado para acabar com a minha vida. Esses problemas e esses traumas ocasionados pelo relatório técnico discriminatório e os procedimentos administrativos discriminatórios decorrentes deste relatório técnico nunca foram resolvidos. A decisão de me excluir daquela escola municipal de Belford Roxo foi da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira e da diretora da escola Vera Lúcia Castelar contra a minha vontade e contra a vontade daqueles que denunciavam o preconceito até na forma documental de abaixo-assinado entregue na secretaria municipal de educação de Belford Roxo. Os problemas ocasionados pelo relatório técnico da diretora Vera Castelar sobre o meu desempenho em 2002 nunca foram reconhecidos pela Secretaria de Educação e pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo.
Quase cinco anos depois eu fui novamente ameaçada de morte, desta vez pela orientadora pedagógica Conceição na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima que me disse que eu tomaria um tiro, depois disso nada foi como antes.
Escola Municipal Jorge Ayres de Lima
em Belford Roxo
Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico, muita coisa era realmente real, muita coisa era irreal e sobrenatural.
Essas experiências me tiraram completamente dessa realidade que me ocorria e que eu já não conseguia suportar. A minha mente não tinha mecanismos para enfrentar essa situação apresentando inclusive depressão, comportamento delirante persecutório e sintomas psicóticos observando piora de quadro psiquiátrico e agravamento dos sintomas durante meu período laboral no quadro de servidora pública da Prefeitura Municipal de Belford Roxo com posterior diagnóstico de Transtorno Bipolar.
(Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)
Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.