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sexta-feira, 1 de julho de 2005

QUESTÕES DE ESCOLAS PÚBLICAS.

Janete : Sou professora de matemática da rede pública; os professores enfrentam todo tipo de dificuldades para poder dar aula; enfrentam as agressões que ocorrem, enfrentam a falta de estrutura de muitas escolas, etc; a vida de um professor é de muita dificuldade e violência.

Lina: As escolas publicas hoje em dia estão horriveis mesmo os interessados não conseguem aprender pela bugança que os outros fazem.

Kenio: As questões das diferenças e minorias estão ainda longe de serem percebidas pelo sistema escola. Para certas pessoas o ensino público é de muito sofrimento , preconceito e exclusão.

Geny: É lastimável ver o que esta sendo feito com a educação de nossas crianças. A escola pública é uma instituição falida e nossos governantes pouco se importam com o futuro, pois não veem a escola com olhos vivos e sim analisam relatórios de estatísticas frias e sem emoção, cobrando dos professores e diretores melhores índices ao invés de desenvolverem planos específicos para cada localidade e condição. São seres humanos sendo tratados como lixo embaixo do tapete. A secretaria de educação deveria montar seus gabinetes e em escolas públicas e cada autoridade deveria ser obrigada a matricular os filhos nas escolas de seus bairros, ou será que os filhos do governador, dos secretários estão estudando na rede pública?

Kátia : A escola pública nem é mostrada porque ocorrem muitas barbaridades que não podem ser vistas . São realidades mostradas que muitas vezes não aparecem. Discriminações , exclusões , castigos, violências, torturas psicológicas, bullyng, sabemos que isso existe. Sempre achei que a educação é a base de uma sociedade, mas o que realmente acontece com os educandos é um descaso total com a educação e os esforços dos professores . Que muitas vezes falam uma língua que nem mesmo os estudantes entendem .

Lucinda: Eu já tinha ouvido o quanto a escola publica não está cumprindo o seu papel. Mas de acordo com a reportagem a coisa está muito pior.

Bete: As agressões que uma professora sofre na sala de aula nem de perto ainda foram mostradas para a opinião pública . Não se chegou nem a miléssima parte do que realmente vivemos na escola, em sala de aula. Eu Leciono a 16 anos e venho perdendo a esperança nesse tipo de escola e na maneira que as disciplinas são colocadas no quadro, goela abaixo para os alunos. Não seria hora de falar de uma SÉRIA e EFETIVA MUDANÇA no sistema educacional?!!!

Magda: As crianças transexuais e transgêneros quando ainda são crianças e não podem se defender sofrem todo tipo de violência dentro das escolas , várias crueldades .Eu conheço casos de transexuais ( que são meninas num corpo de menino ) que tiraram suas próprias vidas por não serem aceitas pelos colegas da escola.Infelizmente os jovens ou as crianças não só hoje em dia, mas sempre desde a minha época são muito cruéis umas com as outras.Já sofri demais com todo tipo de preconceito quando era criança e ninguém nunca se importou com a minha condição, também era pobre e desdentada, de magrela(por ser mal nutrida). A minha sorte é que sempre fui muito inteligente e me sobressai por isso e também pela minha mente muito imaginativa e pq criei um mundo próprio onde eu era linda.Mas eu era linda e alegre!!!!

Celton: Curso Pedagogia em uma faculdade A escola hoje ela não pode só pensar que é um caminho para a profissionalização do jovem, mas na verdade ajudá-lo a enxergar a sociedade como um todo, onde alunos, professores, parte administrativa são donos dela. Não é de hoje que professores nos vêem como desinteressados e se espantam ao ver que chegamos a uma universidade.Nós não somos mais o futuro distante da nação, muito pelo contrário o nosso futuro é construído dia –a- dia com os aprendizados tanto dentro e fora da escola.Então só um alerta e um pedido de socorro: Professores, não controlem os nossos pensamentos, não coloquem mais um tijolo no muro, na verdade queremos que construam uma catedral todo dia, porém que dentro dela venha recheado de amor e carinho voltado a um ensino para a realidade vivida, seja por meio da matemática, da geografia, da língua portuguesa, do que for mas que vocês nos dê uma visão mais ampla do que é o estudo.

Liete: antes de tudo temos que ter um comprometimento da escola com o bem estar dos alunos, acho que o “bulying” que ocorre nas escolas afetam profundamente nossos adolescentes!

Hugo: A Educação o ensino público está o caos não deixam nossos jovens com uma perspectiva de vida.

Tânia : Estou vivendo este drama como mãe de dois adolescentes ,eles até querem aprender e os professores até querem ensinar ,mas é muito difícil .As vezes tenho vontade de tirá-los da escola , deixá-los em casa ,mas sei que não é o melhor . Todos os dias é uma história pra contar ,algo que aconteceu ,uma barbárie .Oferecem droga , roubam lanche , estouram bombas , quebram cadeiras , é o verdadeiro inferno . Até quando vamos ver essa situação?

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

MAIOR A VIOLÊNCIA NA ESCOLA PIOR O SEU DESEMPENHO


BOM DIA BRASIL

REDE GLOBO


Alunos de escolas conflagradas pela violência têm piores notas

Constatação é de uma pesquisa que mostra que nas escolas onde as agressões se multiplicam, as notas despencam.

Crianças que vivem o dia a dia da violência dentro das escolas, das salas de aula, dão depoimentos chocantes. Lugares que deveriam ser de paz, para se construir um futuro melhor, em vários locais, representam medo.

Tumulto em uma escola pública estadual em Osasco, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira. Os alunos soltavam bombas no pátio. O barulho de uma delas foi registrado por um telefone celular. Quando a Polícia Militar chegou, os estudantes foram contidos. Mas de acordo com a secretaria da educação, os adolescentes reagiram. A direção do Colégio Estadual Professora Francisca Lisboa Peralta não quis falar sobre o assunto. Disse que está tomando providências para manter a disciplina entre os alunos.

Segundo um levantamento do Instituto de Ensino e Pesquisa, cenas de violência são frequentes nas escolas públicas de todo o estado de São Paulo. O assunto é tema de muitas reuniões entre jovens que participam de um projeto social. “Já vi muito aluno entrando armado com faca, estilete”, conta um jovem. “Esbarra aqui e eles já falam que vão pegar na hora da saída. Já começam a bater no moleque”, diz um aluno. “A gente tinha voltado para a sala e o aluno jogou mexerica na professora. Ela não ficou ouvindo direito”, aponta uma menina. “Muitas meninas brigam por causa de menino que uma gosta e a outra gosta. Há briga, muita rebelião por causa de professor, taca fogo, gente gritando, brigando”, conta uma estudante.

Para os pesquisadores, vários fatores levam esses jovens a brigar e a desafiar as normas dentro da escola. Valores tradicionais como respeito ao próximo, bom comportamento, prestar atenção às aulas estão sendo deixado de lado. Esse mau exemplo se espalha rapidamente. Mesmo entre as escolas com alunos de melhor desempenho o índice de violência no ano anterior à pesquisa é alto: 42%. Nas escolas de pior desempenho chega a 60%. O reflexo vem também no boletim. “A nota dos alunos cai nas escolas onde houve mais episódios de violência. Pode ser, por exemplo, briga entre alunos ou até violência sofrida por professores e funcionários das escolas”, diz o coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa Naércio Menezes Filho.

“Infelizmente, em alguns casos, a violência externa permeia os muros da escola. Tudo que permeia a sociedade acaba invadindo a escola. A escola é um reflexo da sociedade”, comenta o secretário adjunto da educação do estado de São Paulo Guilherme Bueno de Camargo. Os alunos que testemunham a agressividade de colegas esperam uma mudança - uma escola diferente da que encontram todos os dias: “Uma escola com lazer que você vai fica lá e fica feliz. Não uma escola onde você fique com medo, uma escola que você goste de ir”, pede uma criança.


23 mil alunos de 150 escolas em áreas de risco com DIFICULDADES NA ESCOLA

As escolas funcionam no tradicional formato de quadro negro e giz para levar aos cadernos e ocupar as crianças na escola . 38,1% dos alunos do 6º ano nessa metodologia necessitam de reforço escolar e 21,5% precisam ser realfabetizados. Nas áreas de risco , abandonadas , carentes esse percentual é maior

- Recebemos alunos que, desmaiam em sala, porque não almoçaram nem jantaram, ou passaram o fim de semana com medo de levar um tiro. A realidade de violência em que vive, não tem sido superada pela escola distante da realidade desses alunos.

As crianças não gostam de ficar na Escola. Nem com os professores.

O resultado é dramático : 19,2% dos estudantes leem textos curtos, mas não conseguem interpretá-los nem usar a escrita em seu dia a dia na escola.

Os estudantes estão na escola com bloqueios de aprendizado . A Escola ignorando a realidade deste aluno com dificuldades , também é inadequada a sua clientela.

Ninguém aguenta violência 24 horas por dia. A escola nçao pode mais ser um lugar de violência.

O percentual de estudantes considerados analfabetos funcionais é maior nesses colégios.
A violência está presente nessas realidades.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.