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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

FORTUNA DO DEPUTADO DE CAXIAS GERALDO MOREIRA SERIA AVALIADA EM PELO MENOS R$ 2,5 MILHÕES. Na Rua Comendador Silva Cardoso, endereço atribuído ao deputado — que mora na Lagoa —, ele não é unanimidade. “Ele só aparece em época de eleição, para pedir votos”, criticou Jussara Perla Amarante, 36. FAMÍLIA ESTÁ APAVORADA: Podemos ser a próxima vítima do Deputado . Não pode existir a questão da IMUNIDADE PARLAMENTAR . Como ele pode ser eleito pelo povo e usar seu poder para matar o povo ? "

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DEPUTADO DE CAXIAS, GERALDO É ALVO DE NOVA INVESTIGAÇÃO DO MP


DEPUTADO DE CAXIAS, GERALDO MOREIRA É ALVO DE NOVA INVESTIGAÇÃO DO MP

Acusado da morte de médico, Geraldo Moreira estaria intimidando testemunha.

O Ministério Público Estadual, com autorização do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, determinou que fosse investigada a denúncia de que Moreira estaria coagindo testemunha no processo em que é acusado de ser o mandante do assassinato do médico Carlos Alberto Peres Miranda, morto na Tijuca, em 14 de março de 2008.

"Todas as medidas estão sendo tomadas para investigar o caso”, afirmou, ontem, o delegado da 19ª DP, Luiz Cláudio Cruz. Na denúncia, há informações de que Moreira estaria, com o auxílio de outra pessoa, pressionando testemunha a mudar o depoimento.

Desde o ano passado, Moreira é réu no processo sobre a morte de Carlos Alberto. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado. A vítima namorava a ex-mulher do parlamentar, a assistente social Leila Mayworm Costa. O médico estaria influenciando a namorada no processo de divisão de bens com o deputado, principalmente em relação a um apartamento em Ipanema.

Briga por patrimônio teria motivado crime

Ex-mulher entrou com pedido para ficar com parte de R$ 2,5 milhões

Rio - Apesar de não desconsiderar o ciúme que o deputado sentia da ex-mulher, Leila Mayworm Costa, com o médico Carlos Alberto Peres Miranda como razão do crime, o inquérito da 19ª DP (Tijuca) aponta a motivação financeira como a mais relevante. Os investigadores apostam mais na hipótese de que Geraldo Moreira acreditava que Carlos Alberto estaria por trás de manobra para que ela entrasse na Justiça pedindo a separação de bens. Após duas décadas vivendo juntos, ela teria direito a parte da fortuna do parlamentar, avaliada em pelo menos R$ 2,5 milhões.

O principal motivo do litígio entre Moreira e Leila seria justamente o apartamento onde ela vive até hoje, na Avenida Epitácio Pessoa, entre os bairros de Ipanema e Lagoa, um dos pontos mais nobres da cidade. O imóvel estaria avaliado em cerca de R$ 2 milhões.

Apesar de viver com outra mulher num apartamento no Jardim Botânico, Geraldo Moreira mantém roupas e pertences pessoais na casa da ex-mulher.

Recentemente, um acordo teria sido feito para suspender o processo movido na Justiça. O deputado teria oferecido R$ 50 mil para que ela completasse o valor necessário para a compra de outro imóvel, avaliado em cerca de R$ 150 mil. O médico, porém, estaria convencendo a namorada a não aceitar a quantia, bem abaixo do que ela teria direito judicialmente.

Assim, o prejuízo milionário do deputado estaria se desenhando. Isso porque, além do apartamento, na sua prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a eleição de 2006, o parlamentar declarou outros oito bens.

FAZENDAS DE CAFÉ E GADO

Dois deles em seu reduto político, Duque de Caxias: um galpão na Estrada Velha do Pilar, na Rio-Petrópolis, de R$ 40 mil, e um terreno em Santa Cruz da Serra, de R$ 50 mil. No Interior de Minas Gerais, ele possui fazendas de criação de gado e plantação de café. Em sua declaração constam seis endereços: quatro deles em São Francisco do Glória e dois em Fervedouro. Somadas, as propriedades rurais totalizam R$ 394.858,50.

No Detran, não constam carros em seu nome, apesar de ele andar em um Mitsubishi. O rendimento anual do deputado é de R$ 133 mil e seu patrimônio, avaliado em R$ 462 mil.
‘O ser humano em 1º lugar’

No bairro Pilar, em Duque de Caxias, principal reduto eleitoral de Geraldo Moreira, os moradores se surpreenderam com o escândalo envolvendo o deputado. “Eu e meus vizinhos estamos chocados. Não acredito nessa história”, afirmou a dona-de-casa Isalda Moreira da Silva, 56 anos, que agendava sessões de fisioterapia para sua mãe, Judite Pereira da Silva, 80, no centro social de Moreira no bairro.

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos Geraldo Moreira, que tem dois andares, localizado na Avenida Presidente Kennedy, ostenta uma placa enorme na fachada, onde, ao lado da foto do parlamentar, lê-se: “O ser humano em 1º lugar” — o slogan usado por Moreira em sua primeira candidatura à Prefeitura de Duque de Caxias, em 2000.

De acordo com o coordenador da entidade, Alexandre Fabian, 600 pessoas são atendidas diariamente, de graça, em diversos tipos de atividades sociais. “Tudo não passa de fofoca. Quem o conhece de perto como nós sabe que ele não é capaz de fazer mal a ninguém. Pelo contrário, ele é tido como o paizão da comunidade”, defendeu Fabian.
Na Rua Comendador Silva Cardoso, endereço atribuído ao deputado — que mora na Lagoa —, ele não é unanimidade. “Ele só aparece em época de eleição, para pedir votos”, criticou Jussara Perla Amarante, 36.

Família teme ser vítima de represálias

A família de Carlos Alberto Peres Miranda teme represálias do deputado estadual Geraldo Moreira. Ontem, na missa de um mês da morte da vítima, realizada na Igreja Nossa Senhora do Líbano, na Tijuca, mãe e irmãs do médico não quiseram dar declarações sobre a investigação que aponta o parlamentar como mandante do crime.

Segundo amigos da família, a hipótese de crime passional já era discutida logo após o velório, pois sabiam do conturbado fim do casamento do deputado. “A Leila sabia que qualquer homem correria esse risco se estivesse com ela”, disse um amigo.

Prima de Carlos Alberto, Deise Peres teme que o suposto mandante do crime não seja punido. “A família está apavorada. Podemos ser a próxima vítima. Não pode existir a questão da imunidade parlamentar. Como ele pode ser eleito pelo povo e usar seu poder para matar o povo?”, desabafou.

Fonte: O Dia


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

A FAVELA ESTAVA EM CIMA DO LIXÃO. TINHA UM LIXÃO NO MORRO DO BUMBA. ÁREA DE RISCO ERA UMA BOMBA A SER DETONADA. RISCO DE VIDA. Moradores do Morro do Bumba pagavam impostos . OCUPAÇÃO DO MORRO DO BUMBA OCORREU COM A CONIVÊNCIA DO PODER PÚBLICO. PREFEITO FEZ OBRAS DE URBANIZAÇÃO EM TERRENO IMPRÓPRIO PARA HABITAÇÃO. PESSOAL PAGA LUZ, PAGA ÁGUA, PAGA IPTU. O ex-secretário de Integração Comunitária, João Batista Medeiros, abriu publicamente sua caixa de e-mails para mostrar que havia alertado o prefeito Jorge Roberto Silveira contra o risco de desabamentos no Morro do Bumba. O primeiro e-mail é do dia 7 de janeiro e foi enviado para o prefeito com cópia para o secretário de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte e presidente da Emusa (Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento), Zeca Mocarzel. O assunto do correio eletrônico era a frase: “Risco de morte com desabamentos – Urgente”. Outros semelhantes foram enviados nos dias 3 e 30 de março, uma semana antes das fortes chuvas.

GLOBO VÍDEOS
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1244511-7823-PREFEITO+DE+NITEROI+DIZ+QUE+SABIA+QUE+O+MORRO+DO+BUMBA+TINHA+PROBLEMAS,00.html
Prefeito de Niterói diz que sabia que o Morro do Bumba tinha problemas

ÁREA DE RISCO ERA UMA BOMBA A SER DETONADA.
Moradores do Morro do Bumba pagavam impostos
OCUPAÇÃO DO MORRO DO BUMBA OCORREU COM A CONIVÊNCIA DO PODER PÚBLICO.

PREFEITO FEZ OBRAS DE URBANIZAÇÃO EM TERRENO IMPRÓPRIO PARA HABITAÇÃO.
PESSOAL PAGA LUZ, PAGA ÁGUA, PAGA IPTU.

FOI FEITO UM ESTUDO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE QUE CONSIDEROU A ÁREA BASTANTE PERIGOSA. ESSE ESTUDO FOI ENTREGUE À PREFEITURA. A UFF ENCAMINHOU O ESTUDO .

JÁ TINHA HAVIDO DESABAMENTO COM MORTE NO LOCAL. HAVIA A PRESENÇA DE GÁS METANO QUE INDICAVA RISCO DE EXPLOSÃO.
TRAJÉDIA ANUNCIADA FOI FOTOGRAFADA.
O QUE SAI DEBAIXO DAS CONSTRUÇÕES NÃO É ÁGUA. É LIXO TOXICO. CHORUME DO LIXO. O TERRENO INSTÁVEL JÁ ESTAVA PROVOCANDO DESABAMENTOS . CASAS SENDO ABANDONADAS.
OBRAS NA REGIÃO, COMO A QUE LEVA AO ALTO DO MORRO INCENTIVARAM A OCUPAÇÃO.
PREFEITURA CONFIRMOU QUE FORAM FEITOS OBRAS DE URBANIZAÇÃO NO TERRENO ONDE NADA PODERIA SER CONSTRUÍDO.
TÉCNICA DA DEFESA CIVIL CONFIRMOU QUE É ANTIGO LIXÃO.

Ex-secretário divulga e-mails que antecipavam tragédias no Bumba
João Medeiros pediu demissão no dia 7; ele entregará relatório ao MP.
G1 / Alícia Uchôa

Quarenta dias após a tragédia que matou 168 pessoas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, o ex-secretário de Integração Comunitária, João Batista Medeiros, abriu publicamente sua caixa de e-mails para mostrar que havia alertado o prefeito Jorge Roberto Silveira contra o risco de desabamentos, como a que deixou 45 vítimas no Morro do Bumba. Medeiros, que pediu demissão no último dia 7, afirma que vai entregar o relatório ao Ministério Público nesta segunda-feira (17).

Segundo o relatório do ex-secretário, enviado ao G1, seu primeiro e-mail é do dia 7 de janeiro e foi enviado para o prefeito com cópia para o secretário de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte e presidente da Emusa (Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento), Zeca Mocarzel. O assunto do correio eletrônico era a frase: “Risco de morte com desabamentos – Urgente”. Outros semelhantes foram enviados nos dias 3 e 30 de março, uma semana antes das fortes chuvas.

“Vou ao Ministério Público entregar esse material. Acho que é muita negligência, onipotência, falta humildade achar que pode resolver tudo sozinho”, disse o ex-secretário.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre.