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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Quando eu tive condições de superar todas essas barreiras e dificuldades e mesmo em muitos momentos de tribulação nas escolas por causa do preconceito, da desvalorização do nosso trabalho e da nossa dignidade enquanto pessoa, funcionária pública e profissional da educação, eu usei do dom que Deus me dava para fazer o bem, eu amei as pessoas verdadeiramente com o coração puro, eu respeitei, me doei ao trabalho dedicadamente e tinha sempre a sensação do dever cumprido e realizado.


Muitos alunos da escola municipal Jorge Ayres de Lima participavam de comunidades da antiga rede social do ORKUT como EU ODEIO ESTUDAR.


As aulas eram paradas, chatas para muitos alunos. Isso incentivava a indisciplina de muitos alunos na escola.  Muitos alunos queriam respirar, sair da sala, ir ao banheiro, ficar no pátio da escola por alguns instantes. Eu sentia que a prática da manutenção dos alunos horas quietos, calados, pensativos sentados numa cadeira de madeira dura ía contra a natureza de muitos deles que precisavam do movimento, do ir e vir, do pensar em ação, de expressar corporalmente e fisicamente o que viviam, sonhavam e aprendiam.


Muita gente me criticava quando eu colocava os alunos para ouvir música, som, repetições orais. Tentava deixar os alunos interagindo em sala de aula. Eu sentia que tinham pessoas que consideravam isso absurdo. Achavam absurdo que eu deixasse que os alunos se expressassem como se trabalhar oprimindo a expressão corporal dos alunos fosse a única forma aceitável naquele sistema. 


O movimento dos alunos parecia ser uma ameaça para muita gente. Eu acreditava que as pessoas tinham o direito de concordar ou discordar da forma como outro professor trabalhava. Mas eu não concordo que se devia punir um professor que possuía uma linha diferenciada, que atuasse em aulas mais dinâmicas.


Por outro lado eu também concordo que não se devesse punir um aluno que questionava as aulas em que ele devia passar todo o tempo copiando o conteúdo do livro escrito no quadro. Depois de 90 minutos de aula só copiando, aquela aula já ficou chata para ele e os dedos dele precisavam de pelo menos 10 minutos de repouso. Tudo isso eu escutava dos alunos diariamente.

FOTO: professora Patrícia Nascimento

Neste ano ainda também não chegaram para os meus alunos da escola as apostilas de Língua Inglesa e os dicionários de Inglês. Os livros e os dicionários de inglês do ano anterior se encontravam na sala de leitura da escola municipal Jorge Ayres de Lima sob a responsabilidade da professora Patrícia Nascimento que era ligada a orientadora pedagógica Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira), mas como a orientadora Conceição atrapalhava o meu trabalho na escola e me perseguia inclusive com condenações administrativas, para mim era dito que não havia livros e que os livros ainda não tinham chegado.

 FOTO: ORIENTADORA PEDAGÓGICA Conceição

Eu tive a certeza confirmatória de que havia livros sim depois que o outro orientador pedagógico que saiu da escola municipal Jorge Ayres de Lima chamado Evenilson da Penha foi na sala de leitura, peitou a situação, pegou livros e dicionários que tinham na sala de leitura e distribuiu para alguns dos meus alunos. Também posteriormente, a professora Patrícia Nascimento, em uma das suas indiretas, provocações e deboches que me fazia, falava sobre quem seriam os beneficiados que receberiam os livros que se encontravam na sala de leitura da escola Jorge Ayres de Lima, sendo que os meus alunos por mais um ano não os receberiam. A professora Patrícia Nascimento dizia isso como se fosse louvável ela deixar de entregar a apostila e o dicionário de inglês para alunos de minhas turmas, e ainda por cima orgulhosa e feliz de me relatar que havia livros sobrando na sala de leitura da escola municipal Jorge Ayres de Lima que meus alunos não puderam usar no ano anterior.

Na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, turma da sétima série da outra professora recebeu as apostilas enquanto a sétima série da sala ao lado onde eu dava aulas não recebeu o  mesmo material didático

Depois dos 3 primeiros meses ainda não havia a lista de chamada das turmas por disciplina escolar para que eu pudesse fazer as anotações da frequência também. Na minha opinião, esta listagem devia ser entregue no início do ano, no primeiro dia de aula para que pudesse fazer o registro desde o princípio do ano letivo. A chamada, diários de classe, foi entregue mais pro meio do ano como sempre. Isso atrapalhou tudo porque muda aluno de turma, várias mudanças ocorrem, tem que começar a fazer registro de situação que já ocorreu há meses como se fosse feito naquele momento e ainda por cima, quando entregaram no meio do ano, exigiram que tudo fosse registrado de forma apressada em um prazo mínimo como sempre.

 Várias questões problemáticas com relação aos diários de classe

As turmas passam de 50 alunos cada. Para mim é bastante cansativo atender a um número de alunos maior do que o permitido pela Lei que deveria ser de no máximo 40 alunos. A minha vontade era poder sentar perto de cada um e dar uma atenção individualizada, pois cada aluno reage de um jeito e tem a sua dificuldade própria, mas nesse sistema de tanta gente em sala de aula não tem como deixar todos os demais alunos sem atenção e dar atenção apenas a um.

 Turmas superlotadas ocorriam na rede municipal de educação de Belford Roxo

Todo ano esses problemas se repetiam: ausência da chamada, dos diários de classe, entrega da chamada para o meio do ano, prazo para registrar a chamada correndo, turmas com mais alunos do que era permitido por lei, faltas de carteiras no início do ano ... 


Por isso eu nunca fiz questão de dar aula extra, de fazer contrato para dar mais aulas na escola e ganhar mais como muitos outros professores se articulavam desde o primeiro dia na escola a fim de continuarem a ter  esses benefícios. Eu acho que era impossível eu dar mais aulas do que eu já dava se isso não implicasse na diminuição da qualidade daquilo que eu fazia, no aumento do meu estresse profissional, do meu cansaço, etc. Eu acho que por isso mesmo havia essa prática de professores que faziam dobras deixarem a turma quieta, os alunos calados, imóveis nas salas sem abrir a boca ou passando o tempo todo copiando do quadro e cansando os seus dedos.

O diretor José Carlos Neto era um dos professores que se beneficiavam com dobras, muitas vezes ele saía da escola indo para lugares que não cabe a mim revelar porque era parte da vida pessoal dele mesmo ele não tendo respeito pela vida íntima dos outros. Ele deixava turmas sozinhas em estado de rebelião generalizada, mas nunca ele sofria qualquer tipo de punição na escola, bem como os outros professores que faziam parte desse grupo que faziam horas extras. Eu não desejava o mal  de ninguém, mas percebia que mínimos detalhes como procedimentos que eu fazia em meu trabalho de sala de aula era motivo para relatório e reunião condenatória enquanto atitudes condenáveis de outros professores conhecidas publicamente  eram toleradas como assediar sexualmente alunas da escola.

A orientadora Conceição disse que eu nunca seria contemplada com aulas extras na escola Jorge Ayres. Eu sabia que ela não me queria bem e que ela tinha preconceito comigo, mas eu realmente não fazia a menor questão de fazer aula extra, nem ganhar o dinheiro a mais por essas aulas.

Eu pegava 3 ônibus todos os dias. Carregava 2 bolsas e 1 pasta. Andava para tirar cópias para 480 alunos e carregava esse peso todos os dias.

O aparelho portátil eu não conseguia carregar mais, a minha coluna não deixava. Eu não aguentava mais o peso de tudo isso porque o ônibus que eu pegava, o Mantiquira, vinha cheio de alunos nesse horário. Não tinha lugares para sentar. Ao passar das marchar ficava difícil de se equilibrar com pesos, e viajar a pé com bolsas prejudicava a minha coluna.

Eu me esforçava para fazer o bem as pessoas. Eu procurava respeitar as pessoas. Enquanto eu tive condições de superar o preconceito e as dificuldades que me levavam ao adoecimento mental eu usei do dom que Deus me dava para fazer o bem, eu amei as pessoas verdadeiramente com o coração puro, eu respeitei e me doei ao trabalho dedicadamente e tinha sempre a sensação do dever cumprido e realizado todos os dias.



Infelizmente eu vivenciava o menosprezo, o silenciamento, o descaso e o preconceito por mim e pelo que eu dizia baseado nas minhas experiências como professora do município. As salas quentes e abafadas, as cadeiras duras, as turmas superlotadas, a desvalorização profissional, o desrespeito profissional, o assédio moral, o bullying escolar, o preconceito, a homofobia, a transfobia, o racismo, o adoecimento psíquico e mental em virtude do trabalho, os constrangimentos, as perseguições, as ameaças de morte, tudo isso eu vivenciei e vivenciava enquanto professora da rede municipal de Belford Roxo. Mas graças a Deus, quando eu tinha condições de superar todas essas barreiras e dificuldades e mesmo em muitos momentos de tribulação nas escolas por causa do preconceito, da desvalorização do nosso trabalho e da nossa dignidade enquanto pessoa, funcionária pública e profissional da educação, muitos alunos amavam estudar nas minhas aulas e muitas mães elogiavam o meu trabalho.

(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)


Louvado seja O Senhor Jesus Cristo para sempre.

domingo, 1 de janeiro de 2006

A PREPOTÊNCIA DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO de Belford Roxo MAÍSES RANGEL SUHETT. Revolta da comunidade do Parque São José em Belford Roxo na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima.


Tive de descer do ônibus e ir caminhando para a escola, a rua estava interditada. Havia uma manifestação da comunidade do Parque São José em Belford Roxo. Chegando próximo à escola, estavam os meus alunos, pais, pessoas da comunidade, jovens, crianças, senhores e senhoras se manifestando na rua. O clima estava tenso. Perguntei para meus alunos o que estava havendo. Disseram que estavam revoltados.

O diretor da escola Municipal Jorge Ayres de Lima, José Carlos Neto Filho (matrícula 11/05236), anunciou para a comunidade o fim de um turno da escola. Essa decisão revoltou a comunidade. O diretor Neto não foi eleito pela comunidade. Os diretores das escolas não eram eleitos pela comunidade. 

Já no no primeiro dia de reunião houve muita revolta. E a coisa foi, que no terceiro dia, mesmo a comunidade sendo muito pacífica e ordeira, houve uma grande manifestação. O diretor Neto teve de ficar bem quietinho dentro da escola porque a revolta do povo era enorme. As pessoas queriam entrar na escola, batiam no portão violentamente, gritavam. O diretor Neto permanecia acuado dentro da escola. 

Não adiantou a manifestação das pessoas. O turno acabou. Muita gente perdeu dias de preocupação.  Alunos seriam transferidos para uma outra escola onde poderiam ser mortos, sofrerem prejuízos por serem  de onde moravam.

Essa decisão naquela época de encerrar o turno e a decisão de transferir os alunos não levou em conta a vontade da própria comunidade.



DA FELICIDADE DA VOLTA AOS ESTUDOS AO DESESPERO PROGRESSIVO COM O FIM DO SISTEMA DE CICLOS

Havia também no turno da noite, um sistema de estudos, tipo supletivo, onde os alunos terminariam o ensino fundamental em um tempo menor. Também contra a vontade dos próprios alunos que estudavam à noite nesse sistema, já com todo um planejamento pessoal e de superação, o sistema foi encerrado.

O sistema de ciclos foi encerrado contra a vontade dos próprios alunos que estudavam na escola. Nem ao menos tiveram o cuidado de respeitar os esforços de muitas pessoas que estudavam após o trabalho e tinham um enorme proveito com o sistema.

Muitos alunos imploravam para que o sistema fosse acabando pelo menos progressivamente para que eles pudessem concluir seus estudos nesse sistema, pois estavam indo muito bem nessa nova oportunidade de voltar aos estudos .

Eles consideravam esta mais uma decisão prepotente. Eu era professora deles. Eu via e ouvia dia a dia o descontentamento deles com o fim desse sistema de ensino. Eles reivindicavam, mostravam que aquilo era importante para eles. 

Uma turma excelente do sistema de ciclos que acabou ( EMJAL 2005 )
As aulas eram uma bênção. Alunos chegavam motivados para estudarem após longas horas de jornada de trabalho. Os alunos foram da felicidade da volta aos estudos ao desespero progressivo com o fim do sistema de ciclos, e eles não tinham quem os ajudassem efetivamente, quem tivesse vontade real de ajudá-los nesses seus anseios.

É possível a uma funcionária Pública investida da função de Secretária de Educação no exercício de sua função abusar do poder de sua autoridade?

A atuação da ex-secretária de Educação Maíses Rangel Suhett na cidade de Belford Roxo foi objeto de crítica pública. Muitas críticas eram realizadas no anonimato porque existia retaliações e assédios morais como condenação em processos administrativos disciplinares e transferências para escolas de difícil acesso entre outros castigos.

FOTO: secretária de Educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett

A PREPOTÊNCIA DA SECRETÁRIA

Na rede social ORKUT havia muitos perfis dizendo que a Secretária de Educação Maíses Rangel Suhett era prepotente. Havia até um tópico do orkut na comunidade dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE BELFORD ROXO com o título " A PREPOTÊNCIA DA SECRETÁRIA ".

http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=29709677&tid=2523154385016097536&start=1

O Sistema Educacional em Belford Roxo não trabalhou nas situações acima pelo Bem Comum da Comunidade do Parque São José em Belford Roxo. O sistema educacional em Belford Roxo trabalhou pela exclusão social. Não ouviu os alunos e a comunidade. A Educação Pública Municipal de Belford Roxo não trabalhou pelo Bem, trabalhou pelo mal.

Nós não vivemos na gestão da secretária de educação Maíses Rangel Suhett no Município Belforroxense um período DEMOCRÁTICO, DE DEMOCRACIA. Havia uma postura ditatorial na gestão do sistema educacional. Nem ELEIÇÃO para diretor de escola no Município de Belford Roxo havia.

Outra decisão que foi tomada em escolas foi  o fim do horário do recreio dos professores concursados. Os horários de recreio foram fracionados em vários. Com essa resolução, determinados professores concursados não se encontravam na escola para dialogar sobre o que estava acontecendo. Havia o medo de ver os professores concursados todos juntos conversando. Havia o receio de ver os professores concursados expondo as suas indignações, as suas críticas, as suas sugestões, os seus anseios.

LIVRO DE OCORRÊNCIAS DA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA

Um dos professores da escola municipal Jorge Ayres de Lima, o professor Fernandez de matemática, tentou registrar o que estava ocorrendo na escola, no turno da tarde, através do livro de ocorrências. Para conseguir fazer um registro do que ocorria, ele teve que pegar o livro de ocorrência que ficava trancado durante um esquecimento da coordenadora Cássia Conceição Fernandes de Oliveira em um momento em que ela esqueceu o seu armário aberto, se dirigir ao banheiro da sala dos professores, trancar a porta e escrever a ocorrência lá dentro do banheiro trancado.

Como retaliação pelo fato do professor Fernandes de matemática ter se manifestado e exposto o seu pensamento sobre o que ocorria na Escola Municipal Jorge Ayres, este professor foi obrigado a deixar a escola municipal Jorge Ayres de Lima, indo trabalhar na Escola Municipal Julio César de Andrade Gonçalves, e uma nova ocorrência foi elaborada imediatamente no livro de ocorrências da escola para justificar a saída do professor.

O livro de ocorrências da escola ficava trancado dentro do armário da coordenadora Cássia. Os fatos que  professores precisavam registrar não eram relatados no livro de ocorrências como neste caso em que rapidamente foi feito uma ocorrência contra o professor Fernandes que teve de deixar a escola.


SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO MAÍSES SUHETT SE COMPAROU A DEUS

Outra funcionária pública professora que sofreu retaliações foi a orientadora pedagógica Aldélia Malgadi.
A orientadora pedagógica Aldélia Malgadi era muito respeitada e trabalhava dedicadamente no período noturno. Durante algum tempo como retaliação, a servidora teve que permanecer na secretaria de educação de castigo.

Durante o período em que a servidora teve de ficar fora da escola, na secretaria de educação (semed), algumas pessoas da escola municipal Jorge Ayres de Lima foram até a SEMED interceder pela colega para que a Secretária de Educação Maíses Suhett se sensibilizasse e autorizasse que ela pudesse retornar para a escola e exercer normalmente as suas atividades.

A Secretária de Educação Maíses Rangel Suhett disse para as pessoas que lá foram, arriscando as suas próprias cabeças ao interceder pela funcionária da escola trabalhadora, que a volta da Aldélia Magaldi para a escola municipal Jorge Ayres de Lima ficaria a gosto de deus. A Secretária de Educação Maíses se considerava deus e disse que tudo dependeria da vontade dela.

Na escola funcionários comentavam o estado de humilhação que a professora Aldélia Malgadi tinha que ficar na Secretaria de Educação tendo como função contar os contracheques dos funcionários públicos. Havia risos, zombarias e chacotas na escola sobre a situação de humilhação e abatimento da professora Aldélia Magaldi que tinha os seus defeitos como todos têm, mas trabalhava de forma séria, ética e profissional.



O MAL OPERA NO SISTEMA OPRIMINDO

Infelizmente existe o mal .
Infelizmente o mal opera no sistema, oprimindo.
Infelizmente existe a política do mal.
Infelizmente existem aqueles que oprimem os seus semelhantes usando o poder político.

Exorcizai Senhor a Educação da maldade, das intenções ruins, da opressão, da ditadura, da prepotência, dessa realidade opressora .

DEUS PAI TODO PODEROSO, PELA VOSSA BONDADE E MISERICÓRDIA INFINITA NOS CONDUZA A VIDA ETERNA. AMÉM.

A Política do mal prejudica funcionários públicos, alunos e até toda uma comunidade.

(Professora Faiza Khálida Fagundes Coutinho matrículas 5508 e 14725 – Prefeitura Municipal de Belford Roxo, identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

http://jorgeayres.nafoto.net/photo20080724135229.html

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre Nosso Senhor Jesus Cristo seja louvado.

domingo, 12 de outubro de 2003

OS PROBLEMAS OCASIONADOS PELO RELATÓRIO TÉCNICO DISCRIMINATÓRIO DA DIRETORA VERA LUCIA CASTELAR (mat. 53165) SOBRE o DESEMPENHO TÉCNICO da professora em processo transexualizador Faiza Khálida EM SETEMBRO DE 2002 e o procedimento administrativo discriminatório decorrente QUE NUNCA FORAM RESOLVIDOS. "Parte 1". As síndromes depressivas diagnosticadas por médicos psiquiatras, a tristeza, a falta de prazer nas atividades, o choro fácil, a irritabilidade, a impaciência, a insônia, a ansiedade, as cefaleias frequentes, a vontade de se matar E AS DIFICULDADES PARA CUMPRIR AS TAREFAS NO TRABALHO NÃO FORAM RELATADOS. EU ERA UMA FUNCIONÁRIA PÚBLICA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO AVALIADA POR RELATÓRIO TÉCNICO FORA DA REALIDADE QUE EU VIVIA E SENTIA. (professora Faiza Khálida)

"Consequências do Preconceito

Quem pratica o preconceito pode até achar essa palavra comum e não se importar com o que ela pode causar a quem o sofre.


A maioria das vítimas tentam suicídio, se escondem, se calam, vivem num mundo de transtorno, causando uma deterioração a saúde física e mental".





Quando eu comecei a trabalhar em Belford Roxo dando aulas na Escola Municipal São Bento no início do ano em 1995 após ser aprovada no concurso público do município, era muito difícil trabalhar, eu não conseguia nem mesmo circular pela escola devido as manifestações de hostilidade com relação a minha sexualidade. Era um ambiente extremamente hostil comigo porque as pessoas me consideravam homossexual e se manifestavam com preconceito. Eu ouvia inclusive durante as aulas ofensas por parte dos alunos da escola, eu recebia apelido, dava aulas sendo chamada de viado conforme informei à administração pública municipal em processos de 2003. Era alvo de chacotas não apenas dos alunos, outros profissionais da escola riam de mim, me chamavam por apelido, debochavam, ridicularizavam, compactuavam e faziam parte daquela realidade. Por muitos anos eu conseguia heroicamente enfrentar essa situação, mas chegou um momento em que o meu estado mental foi sendo fragilizado apresentando sintomas depressivos, principalmente no período após eu começar a ser tratada mal  pela diretora Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) da Escola Municipal São Bento ostensivamente. Eu era todos os dias chamada à sala da direção. Nada estava bom com o meu trabalho. Tudo o que eu fazia era considerado um lixo. As exigências e as responsabilidades eram muitas. Eu tinha que refazer o ponto equivocadamente todos os dias em que a diretora se encontrava na escola. Ela se recusava a entender até que a coordenadora do turno da noite Iranildes havia trocado o meu dia da terça-feira para a sexta-feira para que houvesse aluno na escola nesse dia à noite já que antes a escola ficava vazia porque eles, os alunos, preferiam ficar "curtindo" na praça do Wona.  Eu era acusada dia a dia de ser uma péssima profissional pela diretora Vera Lúcia. A diretora me culpava até do preconceito que eu sofria na escola e, por fim, com o apoio da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira não  aceitou mais a minha presença na escola municipal São Bento onde eu trabalhava por quase 8 anos.

 FOTO: diretora municipal de Belford Roxo
Vera Lúcia Castelar

Eu trabalhava em sala de aula com pessoas entrando dentro da escola me jogando coisas. Muitas pessoas jogavam coisas para me acertar pelo lado de fora da escola. Muitas entravam dentro da escola para me agredir: me jogavam pedras, lama, cocô ... banho de terra conforme relatei em processos administrativos de 2003 arquivados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo. Quando a diretora entrava na sala de aula e via essa situação humilhante acontecendo, ela parava de falar, virava as costas e ía embora como se nada estivesse acontecendo. Quando eu pedia um posicionamento da diretora Vera, ela me dizia que aquilo acontecia por causa do meu jeito de ser. Aquilo parecia ser normal para a direção ou aquilo era exatamente o que a direção desejava que ocorresse.

 Escola Municipal São Bento
em Belford Roxo


Uma equipe de aproximadamente 8 supervisores da Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo (SEMED) chegou a determinar que fossem colocadas proteções de madeira nos buracos das paredes em sala de aula da Escola Municipal São Bento devido a essas situações de constrangimento que ocorriam. Pena que isso só foi feito depois que eu fui obrigada, chantageada e coagida a sair desta escola.

Síndrome depressiva e depressão bipolar

PARTE DO PROCESSO DE 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS
"... MINHA TRISTEZA CADA DIA MAIS AUMENTA. Peço a Prefeitura que custeie para mim um tratamento Psicológico e Psiquiátrico pois sei que não me encontro mais, depois de tudo isso, no meu senso normal e em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente. Inúmeras as vezes em que chorei e que passo meus dias lembrando e relembrando esses tristes episódios que não consigo mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande que não sei explicar. Por Jesus Cristo preciso de ajuda médica".

Xxxxxx Fagundes Coutinho
Professorx de língua inglesa
5508 e 14725




Eu também informei a Prefeitura Municipal de Belford Roxo através de processos administrativos em 2003 que eu não me encontrava bem de saúde, tinha problemas, fazia uso de remédios para doença mental, precisava de ajuda psiquiátrica e psicológica, tudo isso de forma escrita, muito confusa e muito abatida. Mostrei nesses processos administrativos inclusive o relato do atendimento da emergência do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro realizado em mim em 2003. Neste relato, o médico, que me atendeu na urgência, manifestava a necessidade de tratamento, acompanhamento psiquiátrico e a presença de doença mental.

EMERGÊNCIA NO CENTRO PSIQUIÁTRICO DO RIO DE JANEIRO - 10/07/2003





A doença mental informada e o relato médico informados nesses processos foram sempre ignorados pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo e a Secretaria Municipal de Educação.



NECESSIDADE DE TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO 17/07/2003




Mesmo anos depois, cada fato do presente em um determinado momento no meu trabalho de professora em  Belford Roxo estava ligado na minha mente a cada fato do passado realizado durante o meu trabalho profissional no município. Era como se as duas realidades fossem uma coisa só, as situações se repetiam.



Violencia Psicológica - Sequelas - Falta de disposição para realizar tarefas / Medo de enfrentar desafios / Raiva alimentada por si próprio / Tentativa de suicídio / Descrença em seu desempenho pessoal / Depressão permanente
 


Quando a subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira me disse que eu iria morrer em 2002, eu acreditava que iria tomar um tiro, assim como eu passei a acreditar que eu estava marcada para ser executada a tiro quando a orientadora pedagógica Conceição (Maria da Conceição da Silva Pereira) me disse que eu tomaria um tiro dentro da sala dela na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima em 2007.

 FOTO: orientadora pedagógica Conceição
(Maria da Conceição da Silva Pereira)


A partir do instante em que a orientadora Conceição me falou que eu ía morrer em 2007, eu não conseguia mais me dedicar adequadamente, planejar aulas, dar aulas, pensar mais no futuro. Eu acreditava que eu era uma mártir, que eu era uma pessoa que já estava no fim da minha vida. Eu acreditava que o fim da minha vida já havia sido determinado e que eu nada poderia fazer quanto a isso. A minha realidade passou a ser outra diante dessa sentença de morte.


DECLARAÇÃO MÉDICA
20/08/2007 - A Sra Faiza Khálida apresentava tristeza, falta de prazer nas atividades, choro fácil, irritabilidade, impaciência com os alunos (era professora), insônia, ansiedade, cefaleias frequentes E DIFICULDADES PARA CUMPRIR SUAS TAREFAS NO TRABALHO
(Isabela Vieira - Médica - CRM 52 68631-0)




Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico a partir daquele fato em 2007.


IEDE

Usuária Faiza Khálida Fagundes Coutinho - "a pressão social e o constrangimento sofridos fizeram com que apresentasse sintomas de depressão, relatados pela psiquiatra no prontuário da usuária, e este fato a fez deixar de comparecer ao trabalho".




Em um dia em 2002 que eu estava diante da subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira na Secretaria Municipal de Educação de Belford Roxo e ela me disse que poria um fim na minha vida, eu vi a manifestação plena do mal  em um ser humano.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria mostrava que me odiava, que deseja o pior para mim. Ela fez o que pôde para que eu eu trabalhasse no lugar mais longe da minha residência, onde eu enfrentaria maior dificuldade para chegar à escola e consequentemente fosse mais difícil a realização do meu trabalho. Esse lugar era Nova Aurora.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira fez questão de me dizer que a partir daquele instante em 2002 eu teria de ser perfeita para continuar a ser professora porque se eu cometesse qualquer errinho que fosse, ela teria o motivo que desejava para que eu perdesse o meu emprego, fosse demitida e além disso, nunca mais arrumasse emprego em lugar nenhum. Ela queria me ver arruinada para sempre.

FOTO:
 subsecretária de Educação de Belford Roxo
Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira


Após a ameaça de morte e ruína completa da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira, eu não morri fisicamente, morria psicologicamente, mas um professor da Escola Municipal São Bento que tornou público o que a Subsecretária de Educação Rosângela Maria e a diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165) faziam comigo naquela época, inclusive a ameaça de morte, e também através de reuniões na escola e abaixo-assinado contra o preconceito, foi assassinado com tiros.



Quando esse professor, que era homossexual, foi assassinado, eu fui informada de que eu não deveria ir ao enterro dele, pois eu poderia ser assassinada também se fosse.

A Subsecretária de Educação Rosângela Maria não conseguindo me enviar para o lugar que ela dizia ser o fim do mundo para mim, me colocou em uma matrícula na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, onde havia o caso de outro professor que era homossexual, que penava, surtava e foi assassinado.





Chegando na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima, eu trabalhava em situação de regência humilhante. Era anunciada na unidade escolar da rede de educação de Belford Roxo como o professor tapa-buraco, que não tinha diário nem poderia reprovar. Tinha de entrar e sair das turmas sem hora certa, mal começando ou cortando o assunto, colocando em descrédito tudo o que eu fazia. Eu tinha de dar aulas para crianças do antigo nível "primário" em que eu não tinha especialização. Tinha de dar aulas de matemática, estudos sociais, ciências também sem ter formação e em desvio de função. Também tinha de dar aulas de história que deveriam ser dadas pelo posterior diretor da escola municipal Jorge Ayres de Lima José Carlos Neto Filho (matrícula 11/05236). Permanecia 6 tempos de aula na pior turma da escola em que todos os professores faltavam quando a carga horária da minha disciplina era de apenas 2 tempos SEMANAIS. Era como se eu desse 3 semanas de aulas em um único dia. Eu surtava na sala de aula.


A Secretária de Educação seguinte Maíses Rangel Suhett pôs um fim a processos administrativos onde eu pedia justiça pelo preconceito que eu passei, que teve como "pano de fundo" um relatório mentiroso e discriminatório elaborado pela diretora da escola Vera Lúcia Castelar (mat. 53165). A Secretária de Educação Maíses disse que o relatório técnico havia sumido dentro da Secretaria Municipal de Educação em Belford Roxo, logo segundo ela o relatório técnico da diretora Vera Castelar de 2002 era inexistente, consequentemente nada seria feito; e disse também  que eu era um homossexual estigmatizado. Foi a segunda vez que documentos sobre mim foram extraviados ou desapareceram no âmbito da secretaria municipal de educação de Belford Roxo. O meu planejamento que eu havia entregado na Escola Municipal São Bento juntamente com a professora Rosemar, de ciências, nas mãos da orientadora pedagógica Fátima já havia sumido na escola municipal São Bento, sendo registrado falsamente como inexistente no relatório técnico discriminatório da diretora Vera de 2002. A própria professora Rosemar de Ciências, muito indignada na época, indagou a orientadora pedagógica Fátima, na escola, por que ela fez essa sacanagem comigo confirmando a mentira no relatório técnico da diretora Vera de que eu não havia entregado o planejamento, se ela mesma imprimiu o planejamento para mim e viu eu o entregando juntamente com ela em mão à orientadora Fátima. Em 2009, ofício sobre mim também foi extraviado na secretaria municipal de educação de Belford Roxo.

http://faizakhalida.blogspot.com.br/2009/05/extavio-de-oficios-e-processos-na.html

 FOTO: Secretária Municipal de Educação de Belford Roxo
Maíses Rangel Suhett

Para dizer que os problemas ocasionados pelo relatório mentiroso e discriminatório haviam sido resolvidos, a Secretária Municipal de Educação Maíses Rangel Suhett justificou que eu era homossexual. A Secretária de Educação Maíses afirmou erradamente a minha realidade. A minha realidade era feminina e transexual. Eu me encontrava realizando alterações bioquímicas e hormonais no meu organismo em processo transexualizador. Já havia inclusive passado mais de 7 meses que eu havia me submetido a uma cirurgia de adequação sexual chamada pelo procurador Municipal de Belford Roxo Clarindo Manoel de Moraes como mudança de sexo no processo administrativo 04/1746/03.




Também para justificar os problemas ocasionados a mim por este relatório técnico, a secretária de educação Maíses disse que eu sentia o estigma da homossexualidade. A secretária de educação Maíses justificou erradamente a minha realidade em processos administrativos. Na realidade eu não tinha as minhas condições emocionais, psicológicas e mentais inclusive para exercer a minha atividade profissional precisando de tratamento psiquiátrico e psicológico desde 2002.



17/07/2003
 - DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO - SÍNDROME DEPRESSIVA
 (Rosângela Ribeiro da Silva
 - CRM 52 56514-3)





PARTE DO PROCESSO 04/2743/03
 de 07 de outubro de 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS (FOLHA 04)
"Era desrespeitadx no exercício da minha função, dava aulas sendo chamadx de viado, discriminadx, me jogavam terra".





PARTE DO PROCESSO 04/001497/03
 de 04 de junho de 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS (página 03)
"Tem muita gente que tem ódio de homossexual e o preconceito é muito grande nas escolas. É um ambiente doentio. Eu sendo professorx não aguentei. Fui humilhadx muitas vezes. Me disseram que eu teria de ser perfeitx se quisesse continuar a ser professorx".



OUTRA PARTE DO PROCESSO 04/2743/03
 de 07 de outubro de 2003 escrito à mão COM ASSINATURA E MATRÍCULAS MUNICIPAIS (FOLHA 03)
"Fiquei perturbadx, fragilizadx, desorientadx, com os nervos pronto pra explodir, paranoicx, em depressão com as pessoas que ficavam debochando da minha sexualidade".





Folha 03 PROCESSO 04/002061/03




 
7 meses após a minha cirurgia de correção sexual e tendo uma vagina, a secretária de Educação Maíses  Rangel Suhett dizia em processo em julho de 2005 que eu era o professor homossexual demonstrando total desconhecimento, total equívoco ou total desrespeito a minha identidade de gênero, ao meu sofrimento e a minha aflição  de ser tratada no trabalho no gênero masculino.

"QUANDO A DIFERENÇA NÃO PRODUZ UMA DIFERENÇA NO OLHAR A EXCLUSÃO DA ESCOLA DÁ LUGAR À EXCLUSÃO NA ESCOLA".

A Secretária de educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett disse em processos que eu havia comparecido na secretaria de educação e havia dito que os problemas ocasionados a mim pelo relatório técnico da diretora Vera Lúcia Castelar de 2002 foram resolvidos com a minha transferência para uma outra unidade escolar. Ela mentiu. Eu não falei isso. Eu fui obrigada, chantageada, ameaçada e coagida pela subsecretária de educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira a nunca mais pisar na Escola Municipal São Bento onde eu dava aulas por mais de 7 anos, tendo 2 matrículas, caso contrário esse relatório técnico seria usado para acabar com a minha vida. Esses problemas e esses traumas ocasionados pelo relatório técnico  discriminatório e os procedimentos administrativos discriminatórios decorrentes deste relatório técnico nunca foram resolvidos. A decisão de me excluir daquela escola municipal de Belford Roxo foi da Subsecretária de Educação Rosângela Maria Gonçalves de Oliveira e da diretora da escola Vera Lúcia Castelar contra a minha vontade e contra a vontade daqueles que denunciavam o preconceito até na forma documental de abaixo-assinado entregue na secretaria municipal de educação de Belford Roxo. Os problemas ocasionados pelo relatório técnico da diretora Vera Castelar sobre o meu desempenho em 2002 nunca foram reconhecidos pela Secretaria de Educação e pela Procuradoria Municipal de Belford Roxo.




Em dezembro de 2006, a secretária de educação de Belford Roxo Maíses Rangel Suhett não gostou de eu ter relatado que eu passava transfobia na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima e declarado que precisava ser respeitada como funcionária pública no processo administrativo 04/003997/06. Ela mandou que eu pedisse o arquivamento do processo para que eu pudesse receber o meu pagamento.









Quase cinco anos depois eu fui novamente ameaçada de morte, desta vez pela orientadora pedagógica Conceição
na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima que me disse que eu tomaria um tiro, depois disso nada foi como antes.

Escola Municipal Jorge Ayres de Lima
em Belford Roxo
 
Muita coisa aconteceu depois disso na minha mente e no meu psicológico, muita coisa era realmente real, muita coisa era irreal e sobrenatural.



 
Essas experiências me tiraram completamente dessa realidade que me ocorria e que eu já não conseguia suportar. A minha mente não tinha mecanismos para enfrentar essa situação apresentando inclusive depressão, comportamento delirante persecutório e sintomas psicóticos observando piora de quadro psiquiátrico e agravamento dos sintomas durante meu período laboral no quadro de servidora pública da Prefeitura Municipal de Belford Roxo com posterior diagnóstico de Transtorno Bipolar.




(Faiza Khálida Fagundes Coutinho - Prefeitura Municipal de Belford Roxo, matrículas 5508 e 14725, Identidade 09089680-4, CPF 024114147-81)

Bendito é o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o caminho.

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo para sempre.

PARA LER OS DEPOIMENTOS CLICAR ABAIXO:

1- Em 2002 eu passei a ter depressão E DEPOIS A FAZER USO DE REMÉDIOS PSICOTRÓPICOS PARA TRABALHAR após ser ameaçada de morte pela subsecretária municipal de Educação de Belford Roxo e impedida de chegar a 100 metros da escola municipal em que eu sofria preconceito.






2- Relatório técnico usado para me ameaçar e tratar com discriminação elaborado pela diretora da escola municipal em que eu lecionava por quase 8 anos sumiu e foi anunciado como se não tivesse existido.


3- Em 2007 fui ameaçada de morte novamente em meu trabalho de professora da rede educacional de Belford Roxo pela orientadora pedagógica que me dizia que eu não poderia ser professora da escola municipal por ser transexual.


4- Em processo administrativo de 2003 eu pedi para que a Prefeitura Municipal de Belford Roxo custeasse um tratamento Psicológico e Psiquiátrico para mim alegando que eu não me encontrava mais depois de tudo que havia passado no serviço público da rede de educação em condições de desempenhar minhas funções equilibradamente, mas eu não fui atendida. No mesmo parágrafo do processo de 2003 arquivado pela Procuradoria do Município, eu registrei " que inúmeras vezes me encontrava chorando e relembrando esses tristes episódios no trabalho que não conseguia mais tirá-los da minha cabeça sentindo um vazio muito grande e outros sintomas psiquiátricos que não conseguia explicar pedindo em nome do Senhor Jesus Cristo ajuda médica ".


5- Em 1/10/2005 o Jornal O DIA informava na sua reportagem que eu havia começado a tomar hormônios em 2002 e a fazer procedimentos como o laser, que eu enfrentava um processo transexualizador e que eu necessitava inclusive da adequação burocrática e administrativa. O jornal O DIA também informava que eu fazia acompanhamento com psicólogos e tomava remédios como calmantes e antidepressivos por determinação médica. 


6- O PROCESSO ADMINISTRATIVO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO NÚMERO 04/002743/03 - Assunto: PROVIDÊNCIAS POR DISCRIMINAÇÃO - Data: 07/10/2003 - Era desrespeitada no exercício da minha função, dava aulas sendo chamada de viado, discriminada, me jogavam terra. Fiquei perturbada, fragilizada, desorientada, com os nervos pronto pra explodir, paranoica, EM DEPRESSÃO com as pessoas que ficavam me chamando de Xxxxxxxxx debochando da minha sexualidade.












7 - Processo Administrativo 04/001497/03 - Data 04/06/2003 - HOMOFOBIA - " Tem muita gente que tem ódio de homossexual e o preconceito é muito grande nas escolas. É um ambiente doentio. Eu sendo professora não aguentei. Fui humilhada muitas vezes. Me disseram que eu teria de ser perfeita se quisesse continuar a ser professora ".








8- Folha 03 do Processo 04/002061/03 - Diretora Vera e orientadora pedagógica Fátima da Escola Municipal São Bento sacanearam a professora Faiza Khálida mentindo em relatório técnico de 2002 dizendo que ela não entregou o planejamento.








9- Procurador de Belford Roxo da Comissão de Inquérito Administrativo Disciplinar se negava tomar conhecimento de que eu passava preconceito, constrangimento, ameaça e não conseguia mais trabalhar. Disse que tinha mais o que fazer. Outro procurador mentiu dizendo que eu recebi cópia de processo. 


10- Os meus 2 aparelhos portáteis que eu utilizava para dar aulas sumiram nas 2 escolas municipais de Belford Roxo ao mesmo tempo. 


11- Meu quadro de adoecimento psíquico e mental era ignorado em relatórios técnicos e avaliações sobre mim na Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo.


12- Secretaria de Educação e Procuradoria Municipal de Belford Roxo abafavam o problema da discriminação.


13- A minha presença em escolas era condenada e julgada por pessoas religiosas e interpretações bíblicas.



14- Em maio de 2008 a médica psiquiátrica verificou que dificilmente haveria SOLUÇÃO do meu QUADRO DE DEPRESSÃO porque NÃO HAVIA RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS referentes ao meu trabalho que me estressavam.


15- Procurador de Belford Roxo LORIVAL ALMEIDA DE OLIVEIRA mentiu dizendo que eu havia recebido cópia de processo para ter como me defender. Na ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA não me deram cópia de nada e de nenhum processo. Não me deixaram ler o processo ou tirar cópia dele. 


16- Orientadora se mobilizava para me tirar de escola municipal de Belford Roxo e me prejudicava. Vivência da exclusão e do isolamento.


17- Funcionários públicos municipais de Belford Roxo desrespeitavam a identidade de gênero de transgêneros, travestis e transexuais.


















18- Mais um evento traumático comigo ficou impune devido ao meu estado de abatimento, apatia e inércia. Eu fui retirada à força de dentro do banheiro feminino da Prefeitura e jogada no chão da escada por aproximadamente 8 guardas-municipais a mando do subsecretário Paulo Allevato.















20- Em 2009, o subsecretário municipal de Educação de Belford Roxo Miguel de Sousa Ramiro que prometeu mandar a minha frequência pelo período coberto pelo LAUDO MÉDICO PSIQUIÁTRICO, 2 semanas depois disse para mim que havia esquecido de tudo inclusive do MEU LAUDO MÉDICO mediante a pressão do supervisor educacional, consultor e assessor jurídico Jorge Silva (mat. 54368). OFÍCIOS REFERENTES A MIM FORAM EXTRAVIADOS NA SEMED (secretaria municipal de educação de Belford Roxo).


21- A PREFEITURA MUNICIPAL DE BELFORD ROXO, A PROCURADORIA MUNICIPAL E A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO NUNCA ADMITIAM EM PUNIÇÃO, OCORRÊNCIA, RELATOS, RELATÓRIOS, PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E INQUÉRITOS, INCLUSIVE OS QUE ME DEMITIRAM DEFINITIVAMENTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MUNICIPAL, QUE EU ATRAVESSAVA TANTO UM PROCESSO BIOQUÍMICO DIÁRIO QUE AFETAVA  TODA A MINHA MENTE E TODO O MEU CORPO COMO TAMBÉM  ATRAVESSAVA UMA REALIDADE QUE ME CAUSAVA SOFRIMENTO.




22- O RELATÓRIO SOBRE O II CONSELHO DE CLASSE DE 2007 NA ESCOLA MUNICIPAL JORGE AYRES DE LIMA FEITO PELA ORIENTADORA PEDAGÓGICA CONCEIÇÃO COM O OBJETIVO discriminatório DE ME PREJUDICAR.


23- Procuradora de Belford Roxo DÉBORA FERNANDES CORDEIRO PINTO (matrícula 80/28.585) também ligada a igreja evangélica recusou por 2 vezes o meu pedido de readmissão. FOI CURTA E GROSSA. NÃO COMENTOU SOBRE O LAUDO MÉDICO APRESENTADO. NÃO SE INTERESSOU EM AVERIGUAR O QUADRO PSIQUIÁTRICO. NÃO FEZ REFERÊNCIA AOS PROBLEMAS SOCIAIS E AO PRECONCEITO NO TRABALHO. IGNOROU TUDO SIMPLESMENTE.


24-  Não condene alguém com transtorno bipolar com sintomas psicóticos no mundo do trabalho. É o que eu posso ensinar às pessoas para que o mundo seja um pouco melhor  diante do quadro em que eu vivi no meu emprego de professora concursada e efetiva da Prefeitura Municipal de Belford Roxo.
  

25- Demissão em 2010 referente ao período de adoecimento psíquico mental.





26- Defesa dos inquéritos disciplinares e administrativos referentes a professora em processo transexualizador Faiza Khálida (NUDIVERSIS - Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro).


27- Praticamente todos na Prefeitura Municipal de Belford Roxo sabiam que eu lutava contra um preconceito que impactava a minha saúde psicológica e mental. A administração Pública de Belford Roxo se fez de cega.O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.




28- Psicólogo do programa Rio Sem Homofobia esteve na Procuradoria de Belford Roxo explicando o meu adoecimento, nem assim houve reconhecimento, avaliação ou consideração  do meu quadro de doença descritos em laudos médicos e psicológicos.


29- Extravio de ofício e processo na Secretaria de Educação referente a professora em processo transexualizador Faiza Khálida.


30- Processo Judicial número 0004742-25.2012.8.19.0008 se encontra na segunda Vara Cível de Belford Roxo desde 02/03/2012.



31- A violência de gênero, o assédio moral, a desvalorização do magistério e o constrangimento no trabalho em Belford Roxo são realidades. O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Tudo isso também leva a Educação Municipal de Belford Roxo para o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) na Baixada Fluminense.



32- Esclarecendo a minha incapacidade laborativa e social no meu trabalho de professora da Prefeitura de Belford Roxo.

É preciso combater o
 ASSÉDIO MORAL
 na Administração Pública
ASSÉDIO não
DENUNCIE O ASSÉDIO MORAL
CALAR-SE DIANTE DE UMA INJUSTIÇA NÃO É SER DA PAZ. É SER OMISSO.
Não fique calado diante da homofobia

Ninguém precisa ser trans para lutar contra a transfobia

Discriminação é gol contra !

Louvado o Senhor Jesus Cristo para sempre.